Artigo

Apple fatura $14 mil dólares por segundo em 2020


Por Felippe Hermes
janeiro 29, 2021

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Foi em 12 de novembro de 2007 que a revista norte-americana Forbes lançou sua capa com a finlandesa Nokia e a legenda “Alguém conseguirá alcançar a Nokia?”

A empresa finlandesa era na época a líder absoluta no mercado de celulares, com um valor de mercado de $110 bilhões, contra $104 bilhões da Apple, que naquela altura havia recém lançado o iPhone, cerca de 136 dias antes da fatídica capa.

De fato, o iPhone não foi um sucesso de vendas absoluto logo de início. Demoraria ainda algum tempo para que o smartphone sem teclado físico passasse a dominar o mercado.

Até o final da década o iPhone, como os demais produtos da Apple, ainda eram uma tecnologia de nicho, adquirida especialmente por “early adopters”.

Na última década, entre 2011 e 2020 porém, a situação se inverteu. Ao todo a Big Tech vendeu nada menos do que 1.7 bilhão de iPhones, o que lhe ajudou a atingir uma receita de $2 trilhões ao longo deste período.

Atualmente há cerca de 900 milhões deles em atividade, e é justamente aí que está o segredo da atual transformação da Apple.

Apesar de ainda criar e vender produtos eletrônicos, como os Airpods (que sozinhos faturam $11 bilhões por ano, ou mais do que qualquer empresa de varejo brasileira), a gigante de Cupertino tem se especializado em produzir serviços.

A guinada começou com Tim Cook, para quem a Apple não deveria apenas ter uma relação de vendedor, mas sim algo constante com seus clientes.

Graças a essa decisão a parcela de serviços na receita de empresa cresceu substancialmente.

Ainda que não produza sequer um único jogo por exemplo, a Apple é hoje uma das 3 maiores empresas em faturamento no setor, afinal, sua loja de aplicativos fatura $73 bilhões em 2020, mais do que dobro da loja do Google, e boa parte disso com jogos.

Ainda segundo a empresa, a Apple Store gerou apenas em 2020 $570 bilhões em comércio, ou 0,7% do PIB mundial.

Trata-se de uma empresa que se estabeleceu como formadora de mercado, responsável por ditar as tendências, incluindo aí o seu smartphone sem carregador.

A receita da Apple porém não se limita a se transformar em uma empresa de serviços, mas também focada em termos demográficos.

Com produtos de valor mais elevado, a empresa acaba estando presente na casa, e nas mãos, da imensa maioria da população mais rica do planeta, o que a garante um benefício em relação aos concorrentes.

Tal situação rende frutos a empresa, como o fato de que Google e Microsoft pagam para estar presentes no iPhone. O motivo? Usuários de iPhone gastam em média 3 vezes mais em anúncios do que usuários de Android.

Ao ano o Google paga $5 bilhões para a Apple para ser o navegador padrão no iPhone. O valor equivale a pouco menos de 2% do faturamento total da empresa, de cerca de $270 bilhões.

E quanto a Nokia? Bem, hoje a empresa vale $22 bilhões, ou cerca de 100 vezes menos do que

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