Criptomoedas

Após sucesso de Circle, Gemini registra IPO nos EUA

A iniciativa da Gemini, exchange da qual os irmãos Winklevoss fundaram em 2014, pode pavimentar o caminho para outras empresas do setor cripto.

Após sucesso de Circle, Gemini registra IPO nos EUA

Na mesma semana que a Circle, emissora da USDC, abriu capital, a Gemini Trust Company, uma das principais exchanges de criptomoedas dos EUA, seguiu seus passos e registrou confidencialmente sua oferta pública inicial (IPO) no país.

A notícia, que The Economic noticiou, reflete o crescente interesse de Wall Street em criptoativos. Ainda mais após o sucesso do IPO da Circle Internet Group, que viu suas ações subirem 204,45% na estreia.

A iniciativa da Gemini, exchange da qual os irmãos Winklevoss fundaram em 2014, pode pavimentar o caminho para outras empresas do setor cripto.

O IPO da Gemini

A Gemini ganhou uma fama por ser uma das primeiras exchanges licenciadas para operar com Ethereum nos EUA. A exchange submeteu confidencialmente seu pedido de IPO à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).

De acordo com o artigo da The Economic Times, a empresa ainda não determinou o tamanho da oferta ou a faixa de preço das ações. Mas a expectativa é que o IPO atraia investidores institucionais; Especialmente após o sucesso de outras listagens cripto, como a da Circle.

O registro confidencial permite que a Gemini ajuste sua oferta antes de torná-la pública, uma prática comum para empresas que buscam avaliar o interesse do mercado sem pressão imediata.

A Gemini planeja usar os recursos do IPO para expandir suas operações globais e investir em novos produtos financeiros. Como serviços de custódia e trading de criptoativos.

A exchange tem uma história de inovação, como a adoção da tecnologia SMARTS da NASDAQ para combater fraudes e manipulação de preços. Além disso, sua avaliação de US$ 7,1 bilhões em 2021, após uma rodada de investimentos de US$ 400 milhões, mostra seu potencial. No entanto, as controvérsias do Gemini Earn e a ação da SEC podem impactar a confiança dos investidores.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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