Blockchain

Alguém encontrou um Bitcoin minerando sozinho em casa.

Minerando de forma independente, um minerador da rede Bitcoin conseguiu resolver sozinho um bloco, levando pra casa 6,25 Bitcoins.

“Uma oportunidade de uma vida”, “Tão raro quanto ganhar na loteria”, foram algumas das definições de internautas para um fato ocorrido na rede blockchain hoje: um minerador solitário foi premiado com 1 bloco de Bitcoin, o equivalente a 6,25 bitcoins.

Em valores de hoje, isso equivale a R$1.48 milhão.

Os blocos na rede são emitidos uma vez a cada 10 minutos, e são dados em recompensa ao poder computacional alocado para solucionar os problemas e validar transações na Blockchain.

O “problema”, está na quantidade agregada por este único usuário, de 126 TeraHash. Este valor é o equivalente a 0,000073% do total da rede bitcoin, que bateu recorde de “capacidade” no início deste ano.

Com os problemas no Cazaquistão, que se tornou o segundo país com maior quantidade de mineradores no mundo, o Hashhate total sofreu uma queda, ainda assim, segue em 173,9 milhões de Hashs, ou 10.000 vezes a do “minerador solitário”.

As recompensas em Bitcoin foram estabelecidas por Satoshi Nakamoto como um prêmio àqueles que dedicam poder computacional para garantir o funcionamento da rede.

De início, minerar Bitcoins era uma tarefa relativamente fácil, dado que haviam poucas pessoas ligadas a rede. Com o tempo, e a cada determinado período (210 mil blocos), ocorrem os Halvings, o evento que corta pela metade a oferta de novos bitcoins.

Casos como os de Martti Malmi, o finlandês que vendeu seus 55 mil bitcoins em 2012, depois de minera-los usando seu notebook pessoal, são inviáveis nos dias de hoje, Tamanha complexidade que a rede atingiu.

A mineração de cripto se tornou uma indústria, que movimentou $15 bilhões no último ano, e a despeito das críticas em torno do uso excessivo de energia, tem se mantido em tendência crescente.

Os defensores da tecnologia de proof-of-work, que demanda o uso de máquinas e equipamentos para validar transações, afirmam que a rede consome essencialmente energia renovável, ou energia que de outra forma seria desperdiçada, uma vez que o custo da energia é o maior insumo para a produção de Criptos.

O sortudo que conseguiu resolver a solução do bloco de Bitcoin contraria as probabilidades, que apesar de raras não são nulas.

Com este potencial agregado a rede, o investidor possui uma chance de 1/10000 de encontrar 1 bloco por dia, na prática, 1 vez a cada 27 anos, mas as chances diminuem com o tempo uma vez que a capacidade de Hash da rede aumenta, o que faz deste “um evento de uma vida”.

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