Criptomoedas

Alavancagem de Bitcoin na CME atinge máxima de US$ 10 bilhões

Na sexta-feira (8), um recorde de 28.899 contratos futuros padrão estavam abertos ou ativos na CME.

Alavancagem de Bitcoin na CME atinge máxima de US$ 10 bilhões
(Imagem: DALLE-3)

O interesse aberto nominal nos futuros de bitcoin da CME ultrapassou a marca de US$ 10 bilhões pela primeira vez. Desse modo, o mercado de futuros da CME, ou seja a alavancagem em Bitcoin, agora é maior do que o valor de mercado das 25 principais criptomoedas. Portanto, com a alta do Bitcoin agora o mercado de futuros da criptomoeda da Chicago Mercantile Exchange (CME) está mais movimentado do que nunca.

Nesse sentido, na sexta-feira (8), um recorde de 28.899 contratos futuros padrão estavam abertos ou ativos na CME. Isso equivale a uma alavancagem no Bitcoin nominal de US$ 10,3 bilhões, com a taxa de mercado atual do bitcoin em torno de US$ 71.500.

O contrato padrão, dimensionado em 5 BTC, é considerado um indicador da atividade institucional. Enquanto isso, o interesse aberto em futuros micro, dimensionados em um décimo de 1 BTC, estava em 38.283. Portanto, o que equivale a US$ 273 milhões em termos nominais.

O interesse aberto combinado de mais de US$ 10 bilhões é duas vezes maior do que o pico de US$ 5,2 bilhões registrado durante o mercado altista de 2021 e maior do que a capitalização de mercado de várias criptomoedas entre as 25 principais.

Alavancagem é sinal de otimismo

Um aumento no interesse aberto juntamente com um aumento de preço confirma a tendência de alta. O bitcoin valorizou 70% este ano. Desse modo, o clima otimista também é evidente a partir do prêmio anualizado de 15% nos futuros em relação aos preços à vista.

Instituições e outros participantes do mercado têm preferido há muito tempo os futuros regulados e liquidados em dinheiro da CME como um local para se exporem à criptomoeda sem possuí-la.

Além disso, participantes autorizados vinculados a fundos negociados em bolsa (ETFs) à vista listados nos EUA provavelmente negociam futuros da CME ou ETFs baseados em futuros da CME para fazerem hedge, ou proteção.

A bolsa regulada pela CFTC subiu de posição no ano passado para se tornar a maior bolsa de futuros do mundo. Muitos analistas comparam o padrão atual com a corrida altista de 2020-21.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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