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Ripple expande plataforma de stablecoins para pagamentos globais e fortalece estratégia regulatória

Ripple amplia o Ripple Payments com módulos de custódia, contas virtuais e liquidez, mirando pagamentos com stablecoins sob regras de compliance em mais de 60 mercados, incluindo o Brasil. Em paralelo à aceleração do uso de stablecoins, a empresa destaca licenças, clientes globais e integração de ponta a ponta.

Ripple expande plataforma de stablecoins para pagamentos globais e fortalece estratégia regulatória

Com aquisições recentes e foco em conformidade, empresa integra custódia, recebimento e liquidação em mais de 60 mercados, incluindo o Brasil

À medida que grandes instituições tentam tirar do laboratório seus projetos com stablecoins, a Ripple anunciou a expansão do Ripple Payments, sua suíte voltada a movimentar valores tanto em infraestrutura bancária tradicional quanto onchain. A proposta é se posicionar como um balcão único, reduzindo fricções operacionais típicas de integrações com vários provedores e camadas regulatórias díspares. Em um mercado em que escala, licença e liquidez são condições de entrada, a empresa sustenta ter costurado os três elementos em uma plataforma única.

Segundo a companhia, trata-se da única oferta de ponta a ponta licenciada para mover moedas fiduciárias e ativos digitais em escala global, ancorada por cobertura regulatória ampla e novos módulos de custódia gerenciada e recebimentos via contas virtuais. O ponto central é permitir que fintechs e instituições operem com o mesmo rigor de compliance exigido nas finanças tradicionais, porém com a eficiência de liquidação típica do ambiente onchain. Em outras palavras, menos “cola” entre sistemas e mais previsibilidade operacional.

A jornada unificada: do recebimento ao payout

A expansão se apoia nas aquisições da Palisade (automação de custódia e tesouraria) e da Rail (contas virtuais e recebimentos), integradas para que clientes recebam, mantenham, troquem e paguem em moeda fiduciária e stablecoins. A ambição é eliminar a necessidade de coordenar provedores em diferentes fusos e jurisdições, reduzindo riscos de reconciliação e latência de liquidação. Nesse sentido, a empresa mira fluxos recorrentes de alto volume, onde previsibilidade de saldo e tempo importam mais que a novidade tecnológica.

No nível de execução, a solução abrange o provisionamento de contas virtuais e carteiras nominais, a automação de fluxos de cobrança e a conversão com liquidação em contas operacionais dentro do mesmo ambiente. “Para que o sistema financeiro global evolua, as fintechs e instituições financeiras precisam de uma infraestrutura que trate os ativos digitais com o mesmo rigor das finanças tradicionais”, disse Monica Long, presidente da Ripple. “O sucesso neste espaço exige infraestrutura de nível empresarial, licenciamento extensivo e liquidez profunda — capacidades que poucos podem igualar”.

Em termos de capacidades, a custódia gerenciada busca oferecer provisionamento de carteiras em escala, com assinatura de transações em alta velocidade e transferência eficiente para contas operacionais. Recebimentos unificados permitem aceitar fiat e stablecoins por meio de contas virtuais e carteiras nominais, com conversão e liquidação automática em uma conta consolidada. Já o módulo de liquidez concentra a movimentação do “ativo certo, no momento certo e ao preço certo”, equalizando múltiplas praças e pares cambiais.

Escala, clientes e a camada regulatória

Enquanto parte do setor ainda opera em pilotos, a Ripple afirma já atender mais de 60 grandes mercados — incluindo o Brasil — por meio de integração única e um único provedor. O desenho é compliance-first: mais de 75 licenças globais e Money Transmitter Licenses, além de uma Trust Company Charter do NYDFS, habilitam a empresa a mover dinheiro em nome de clientes e a operar ao lado de bancos e processadores em infraestrutura regulamentada. A lógica é simples: sem licença e governança, não há lastro institucional para escalar pagamentos com ativos digitais.

Do lado da demanda, fintechs e instituições têm puxado a adoção de stablecoins, com o volume anual global chegando a US$33 trilhões no último ano e já respondendo por 30% do volume onchain. No ecossistema da companhia, o Ripple Payments superou US$100 bilhões processados, com casos como alfred (fluxos estáveis–fiat nas Américas e China), AltPayNet (integração de stablecoins em pagamentos transfronteiriços, incluindo EUR, AED, CAD e THB), AMINA Bank (fluxos em tempo real), ECIB na Malásia e MassPay em mais de 100 países, além do Zand nos Emirados Árabes Unidos. No Brasil, o Banco Genial utiliza a infraestrutura para viabilizar payouts internacionais a partir do país.

Para além do anúncio, vale separar forma e função: stablecoins são criptoativos projetados para manter paridade com um ativo externo — tipicamente o dólar — reduzindo a volatilidade comum em moedas como Bitcoin e Ether. Na prática, tornam-se úteis como meio de pagamento e ferramenta de tesouraria em liquidações transfronteiriças, desde que requisitos de lastro, custódia e governança sejam claros, exatamente a fronteira que plataformas com licença e controles procuram endereçar. Para quem deseja compreender melhor modelos de lastro, riscos operacionais e quando stablecoins funcionam como hedge, o BlockTrends oferece o curso Aula 1 | Stablecoins: Qual é o Melhor Hedge?, que explora fundamentos, usos práticos e implicações regulatórias.

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