A nova fase da Solana é “muito mais sobre finanças”, diz Armani Ferrante, CEO da Backpack
A declaração de Armani Ferrante, CEO da Backpack, de que a nova fase da Solana é “muito mais sobre finanças” indica uma mudança de foco do ecossistema para infraestrutura e produtos financeiros em escala. Com alto throughput e baixo custo, a rede prioriza liquidez, execução e previsibilidade — critérios centrais para DeFi, pagamentos e negociação on-chain.
Declaração aponta mudança de foco no ecossistema: menos experimento disperso e mais construção de infraestrutura e produtos financeiros em escala.
A afirmação de que a nova fase da Solana é “muito mais sobre finanças”, feita por Armani Ferrante, CEO da Backpack, sinaliza uma inflexão relevante no discurso do ecossistema. Em vez de priorizar apenas casos de uso experimentais, a rede passa a destacar a construção de camadas voltadas a liquidez, gestão de risco e eficiência operacional. Na prática, o recado é que o eixo de desenvolvimento tende a se concentrar no que capta capital e sustenta volumes, com produtos financeiros no centro.
O contexto técnico ajuda a entender o movimento. A Solana, uma blockchain pública fundada em 2017 por Anatoli Yakovenko, foi desenhada para alto desempenho e baixo custo de transação, permitindo alto throughput — atributos que combinam com atividades como negociação contínua, pagamentos e emissão de instrumentos financeiros on-chain. Custos previsíveis e latência reduzida são diferenciais quando o objetivo é executar ordens, liquidar posições e mover garantias sem atrito.
O que significa “mais sobre finanças”
O foco passa a recair sobre infraestrutura de mercado: corretoras descentralizadas, derivativos on-chain, crédito colateralizado, roteamento de ordens e estabilidade de liquidez em pares com stablecoins. Em ambientes assim, robustez de execução, orquestração de risco e qualidade de dados tornam-se premissas, não “features”. Ou seja, menos experimentação espalhada e mais padronização, interoperabilidade e governança sobre os fluxos de capital.
Para desenvolvedores, o recado implica disciplinar o design: contratos enxutos, otimização de custos e métricas de confiabilidade mais rígidas. Para investidores, a mudança sugere que a atenção migra para profundidade de mercado, slippage e eficiência de capital, com ênfase em como a rede lida com bursts de volume. Em ambos os casos, o objetivo é reduzir fricções operacionais e elevar a previsibilidade de resultados.
Por que agora
Com maior maturidade de ferramentas e melhor entendimento da relação entre desempenho e segurança, o ecossistema tende a capturar fluxos que exigem execução constante e barata. Nesse sentido, a combinação de throughput elevado e custos reduzidos favorece market making on-chain, modelos de pagamentos recorrentes e produtos estruturados que dependem de liquidação rápida. A narrativa “financeira” surge como consequência de capacidades técnicas que, com o tempo, se tornaram mais utilizáveis.
O desafio, porém, permanece o mesmo: transformar capacidades em confiança. Isso envolve rotinas de monitoramento, mitigação de riscos de contratos e transparência nos mecanismos de formação de preço. Além disso, a competição por liquidez é permanente, o que pressiona por integrações mais fluidas entre protocolos, carteiras e camadas de dados, mantendo a experiência do usuário simples o suficiente para ganhar escala.
O que observar daqui em diante
Indicadores como volumes sustentados, profundidade de livro e estabilidade de execução ao longo de eventos de volatilidade devem ganhar protagonismo. A convergência entre aplicações de varejo e infraestrutura institucional também tende a se intensificar, à medida que a rede busca provar resiliência em cenários de estresse. Se a fase é “mais sobre finanças”, a régua de avaliação passa a ser a mesma dos mercados: liquidez, custo e confiabilidade.
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