Solana supera Coinbase, Bybit e Bitget: DEXs da rede movimentam US$ 1,7 trilhão em 2025
Com 12% de participação global, as DEXs da Solana fecharam 2025 com US$ 1,7 trilhão em volume spot, atrás apenas da Binance e à frente de Coinbase, Bybit e Bitget. A combinação de baixas taxas, execução rápida e arquitetura focada em throughput explica a migração de liquidez on-chain e redesenha a fronteira entre DEXs e CEXs.
Com 12% do mercado à vista, as DEXs da Solana ficam atrás apenas da Binance e consolidam a rede como polo de liquidez on-chain.
As exchanges descentralizadas construídas na Solana fecharam 2025 com um marco que muda a conversa no mercado à vista: US$ 1,7 trilhão em volume spot e 12% de participação global. O resultado coloca o ecossistema on-chain da rede atrás apenas da Binance em negociação à vista, superando nomes como Coinbase, Bybit e Bitget. É um ponto de inflexão na disputa entre infraestrutura centralizada e descentralizada, com o fluxo de ordens migrando para um ambiente de baixa latência e custo agressivamente menor.
O que explica a virada é menos um evento pontual e mais a somatória de incentivos econômicos e engenharia. Taxas de centavos favorecem estratégias de alta rotação e o varejo, enquanto a execução rápida reduz slippage e torna arbitragem on-chain viável. Além disso, a pilha de DEXs na Solana vem combinando pools de liquidez e mecanismos de roteamento de ordens que ampliam a profundidade efetiva do livro, aproximando o preço on-chain do melhor preço agregado do mercado.
Há também um componente de confiança e controle. Em ciclos de maior atenção a risco de custódia, a negociação sem intermediários volta a ganhar apelo, e a liquidez segue o caminho de menor atrito. A leitura para as grandes CEXs não é de substituição imediata, mas de recomposição do “mix”: on-ramps fiduciários, compliance e produtos de tesouraria seguem relevantes, enquanto a descoberta de preço em pares mais líquidos se desloca, em parte, para cadeias com execução eficiente.
Do lado técnico, a Solana foi concebida para alta performance e baixo custo. Fundada em 2017 por Anatoli Yakovenko, a rede prioriza throughput elevado e finalização rápida, requisitos-chave para aplicativos que exigem escalabilidade real. Em termos práticos, esse desenho significa suportar volumes elevados de transações sem que o custo unitário escale, abrindo espaço para mercados à vista on-chain operarem com experiência próxima a plataformas tradicionais.
As implicações são diretas para formadores de mercado e projetos nativos: mais liquidez atrai mais pares, e mais pares ampliam o efeito rede. A variável crítica à frente é menos o apetite do investidor e mais a consistência operacional da infraestrutura — custos estáveis, ferramentas de gestão de risco e integração com a liquidez global. Se a participação de 12% se sustentar, a tendência é de consolidação de um duopólio funcional: concentração de fluxo entre uma grande CEX e um hub on-chain de alta performance.
Para quem deseja compreender melhor os fundamentos que sustentam essa dinâmica — o que é a Solana, sua origem, por que a arquitetura e o foco em performance importam para mercados à vista — o BlockTrends oferece o curso Aula 1 | Solana Para Iniciantes, que explora os princípios da rede, seu desenho para alta escalabilidade e os casos de uso que emergem desse modelo.
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