Strategy compra 8.178 BTC em semana de queda e investe US$ 835,6 milhões
Strategy compra 8.178 BTC por US$ 835,6 milhões em semana de queda, eleva caixa para 649.870 bitcoins e financia operação com ações preferenciais, evitando diluição dos acionistas; movimento reacende debate sobre compra recorrente como forma de mitigar volatilidade.
Empresa eleva posição para 649.870 bitcoins; captação via ações preferenciais evita diluição de acionistas comuns com mNAV abaixo de 1
A Strategy (NASDAQ: MSTR) ampliou sua posição em bitcoin ao anunciar a compra de 8.178 BTC ao longo da última semana, desembolsando cerca de US$ 835,6 milhões a um preço médio de aproximadamente US$ 102.171 por unidade. O movimento ocorreu em meio à correção que levou o ativo a tocar US$ 93.000 no domingo (16), configurando uma estratégia de compra durante a queda. Michael Saylor, fundador da empresa, já vinha sinalizando que o ritmo de aquisições surpreenderia o mercado, e agora detalhou que o rendimento acumulado em BTC no ano de 2025 está em 27,8%. Em 16/11/2025, a companhia reportou deter 649.870 BTC, adquiridos por cerca de US$ 48,37 bilhões, a um preço médio de US$ 74.433.
Para financiar a aquisição, a Strategy levantou € 620 milhões via emissão da ação preferencial STRE, além de captar US$ 131,4 milhões por meio de STRC, US$ 4 milhões via STRF e US$ 600 mil via STRK. Ao optar por instrumentos preferenciais e outras séries, a empresa evitou a emissão de ações ordinárias e, portanto, não diluiu os acionistas comuns de MSTR. A decisão ocorre em um momento em que o mNAV está abaixo de 1, indicando que o valor de mercado da companhia está inferior ao valor dos bitcoins em caixa. Historicamente, quando essa relação supera 1, a emissão de ações ordinárias tende a ser mais eficiente para financiar novas compras, algo que não se verificou nesta semana.
O novo aporte consolida a liderança da Strategy entre as empresas públicas expostas ao bitcoin e amplia a distância para concorrentes. A compra semanal de 8.178 BTC se aproxima do montante total mantido por companhias relevantes como a Block, hoje entre as maiores detentoras públicas do ativo. Apesar de o preço médio das novas aquisições ter ficado acima do fundo recente, a companhia mantém a lógica de acumulação estratégica de longo prazo, mesmo assumindo a volatilidade de curto prazo. Essa abordagem reforça o papel do bitcoin como ativo central de tesouraria, ao custo de maior correlação do balanço com movimentos do mercado cripto.
Para investidores pessoa física, o episódio reacende o debate entre compras pontuais em quedas e a prática de compra recorrente (dollar-cost averaging). A compra recorrente dilui o risco de timing ao distribuir os aportes no tempo, suavizando o impacto da volatilidade e reduzindo a chance de “pegar a faca caindo” com um único lance. Enquanto a Strategy consegue sincronizar captações e alocações em grande escala, investidores menores tendem a se beneficiar de processos automatizados que impõem disciplina e constância. Para quem deseja compreender melhor como estruturar essa estratégia, o BlockTrends oferece o curso Configurando Compra Recorrente de Bitcoin, que explora os fundamentos, a implementação prática e os cuidados para lidar com a volatilidade do mercado.
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