IBM lança plataforma institucional de ativos digitais com foco em custódia, liquidação e conformidade
IBM apresenta o Digital Asset Haven, plataforma institucional de ativos digitais com foco em custódia, execução e liquidação, construída com a Dfns. Com suporte a mais de 40 blockchains, governança multiparte, KYC/AML integrado e segurança via MPC e HSM, a solução mira bancos, governos e corporações. Lançamento em SaaS está previsto para o 4º trimestre de 2025 e versão on-premises para o 2º trimestre de 2026.
Digital Asset Haven, feita em parceria com a Dfns, integra MPC, HSM e assinatura offline; suporte a mais de 40 blockchains e estreia em SaaS no 4º tri de 2025
A IBM anunciou o Digital Asset Haven, sua plataforma de ativos digitais voltada a bancos, governos e grandes corporações. A solução foi construída em colaboração com a Dfns, provedora de Wallet-as-a-Service, e promete cobrir custódia, execução e liquidação de criptoativos, com ênfase em stablecoins e ativos tokenizados. Embora o foco institucional seja claro, a interface exibida pela empresa indica suporte a diversas criptomoedas do mercado, incluindo Bitcoin, Ethereum e Dogecoin. A aposta reforça a visão de que a infraestrutura para ativos digitais tornou-se peça de base para serviços financeiros, exigindo padrões de segurança e governança compatíveis com ambientes regulados.
Entre os recursos, a IBM destaca o gerenciamento do ciclo de vida de transações em mais de 40 blockchains públicas e privadas, com automação, roteamento, monitoramento e liquidação. Há um arcabouço de governança e permissões que centraliza o controle de carteiras, políticas e aprovações multiparte, elemento crucial para comitês de risco e operações segregadas. A plataforma integra soluções de terceiros para KYC e AML, além de serviços de geração de rendimento, acelerando o go-to-market de bancos e empresas. No pilar de segurança, combina MPC (assinatura distribuída) e HSMs, incluindo os módulos IBM Crypto Express 8S acoplados aos sistemas IBM Z e LinuxONE, além do IBM Offline Signing Orchestrator para cenários de armazenamento a frio.
Os casos de uso propostos incluem a integração de criptomoedas a apps bancários, pagamentos transfronteiriços com stablecoins e a proteção de reservas estratégicas de governos, além da oferta de compra, venda e custódia por terceiros. Em declaração, a empresa afirma oferecer uma solução única para o ciclo completo de ativos digitais, do cofre à liquidez, combinando resiliência e governança de dados. Na prática, a combinação de MPC, HSM e assinatura offline reduz a superfície de ataque e cria trilhas de auditoria compatíveis com exigências regulatórias. Isso tende a acelerar pilotos de tokenização e a migração de fluxos de tesouraria para rails on-chain, mantendo controles internos robustos.
O cronograma prevê a disponibilidade em SaaS no quarto trimestre de 2025 e uma versão on-premises no segundo trimestre de 2026. A parceria com a Dfns adiciona histórico em integrações com instituições como ABN AMRO e Zodia Custody, sinalizando aderência a padrões bancários. O suporte a dezenas de redes amplia a flexibilidade para emissões permissionadas e interações com blockchains públicas, acomodando diferentes requisitos de privacidade, liquidez e custos. Para bancos e governos, a proposta busca reduzir fricções de compliance e unificar operações hoje fragmentadas entre múltiplos provedores e camadas tecnológicas.
No contexto brasileiro, a viabilidade de pagamentos transfronteiriços e estratégias de exposição cambial também passa por variáveis como spread, tarifas on-chain e, especialmente, o IOF, que molda a economia das operações financeiras. Plataformas institucionais como a da IBM tendem a padronizar processos de KYC/AML e relatórios, facilitando o alinhamento fiscal e regulatório em fluxos internacionais com stablecoins. Para quem deseja compreender melhor como o IOF incide e quais caminhos legais influenciam a dolarização pessoal ou corporativa, o BlockTrends oferece o curso Como Dolarizar Sem Pagar IOF, que ajuda a entender a dinâmica desses custos e seus impactos práticos.
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