Estratégia Internacional, o curso da VEJA Negócios e da BlockTrends: 4 módulos para investir fora do Brasil. Inscrições abertas.
Criptomoedas

BlackRock projeta cripto em carteiras do varejo às tesourarias via ETFs no Brasil

Bruno Barino, CEO da BlackRock no Brasil, prevê que ETFs de cripto, ao oferecerem segurança, conformidade e transparência, devem impulsionar a adoção do varejo às tesourarias de bancos, condicionada às regras e políticas de risco.

BlackRock projeta cripto em carteiras do varejo às tesourarias via ETFs no Brasil

Para o CEO da gestora no país, a rota pelos ETFs deve acelerar a adoção ao combinar segurança, conformidade regulatória e transparência, sem a complexidade da custódia direta.

Bruno Barino, CEO da BlackRock no Brasil, avalia que a presença de criptoativos nos portfólios deve se expandir do investidor de varejo às áreas de tesouraria de instituições financeiras, com os ETFs servindo como principal porta de entrada. Segundo o executivo, esses veículos oferecem maior segurança, conformidade regulatória e transparência, fatores que tendem a destravar a demanda local.

O apelo dos ETFs de cripto está na simplicidade operacional e na governança de mercado tradicional: negociação em bolsa, regras de divulgação e processos padronizados. Para o investidor, isso reduz fricções típicas da exposição direta, como a gestão de chaves privadas e a complexidade de custódia, mantendo o acesso ao desempenho de ativos como Bitcoin e outros criptoativos.

No Brasil, a estrutura regulatória para produtos listados e a experiência do mercado com ETFs criam terreno fértil para a adoção. Para o varejo, o acesso ocorre pelas plataformas já conhecidas. No institucional, inclusive em tesourarias, a alocação via ETFs pode facilitar processos de conformidade e controle de risco, na medida em que regulações e políticas internas permitam.

A expansão também se apoia na evolução do arcabouço local para criptoativos, no avanço da infraestrutura de custódia e na crescente institucionalização do setor. A entrada de grandes gestores tende a aumentar a confiança do mercado e a liquidez dos produtos, favorecendo a formação de preços e a eficiência nas operações.

Apesar do impulso, persistem riscos relevantes: volatilidade elevada, possíveis correlações em momentos de estresse, além de aspectos tributários e de suitability. ETFs não eliminam risco de mercado, exigindo disciplina de alocação, governança e educação financeira por parte de investidores e instituições.

Se a projeção se confirmar, criptoativos devem deixar a condição de nicho e ganhar papel mais amplo em estratégias de diversificação no país, com novas estruturas de ETFs, integração em plataformas de investimento e processos mais claros de avaliação de risco para o uso em diferentes perfis e mandatos.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

Estratégia Internacional, o curso da VEJA Negócios e da BlockTrends: 4 módulos para investir fora do Brasil. Inscrições abertas.
Compartilhar
Continue scrollando para a próxima matéria…