Luxemburgo é o primeiro da zona do euro a investir em Bitcoin via fundo soberano
Fundo Soberano Intergeracional de Luxemburgo aloca 1% em ETFs de Bitcoin sob nova política, habilitando até 15% da carteira em investimentos alternativos e sinalizando a maturidade do ativo, segundo o Tesouro.
FSIL destina 1% da carteira a ETFs de Bitcoin sob nova política aprovada em julho de 2025; limite para alternativas vai a 15%.
Um fundo soberano de Luxemburgo investiu uma fatia de 1% de seus recursos em ETFs de Bitcoin, tornando-se o primeiro fundo de nível estatal na zona do euro a fazê-lo, segundo um representante da Agência para o Desenvolvimento do Centro Financeiro de Luxemburgo.
Na Europa, Finlândia, Geórgia e Reino Unido também detêm bitcoin, embora a maior parte desses criptoativos tenha origem em apreensões criminais, segundo a Bitbo, com exceção da Geórgia — um país fora da zona do euro — que possui 66 BTC para fins de investimento.
Durante sua apresentação do Orçamento de 2026 na Chambre des Députés, o ministro das Finanças de Luxemburgo, Gilles Roth, revelou que o Fundo Soberano Intergeracional (FSIL) do país investiu 1% de seus ativos em Bitcoin.
“Reconhecendo a crescente maturidade dessa nova classe de ativos e sublinhando a liderança de Luxemburgo em finanças digitais, esse investimento é uma aplicação da nova política de investimentos do FSIL, que foi aprovada pelo Governo em julho de 2025”, disse Bob Kieffer, diretor do Tesouro de Luxemburgo.
Luxemburgo, um dos países menos populosos da Europa (aproximadamente 682 mil habitantes), criou seu Fundo Soberano Intergeracional (FSIL) em 2014, com o objetivo de constituir uma reserva para as futuras gerações. O fundo detém ativos modestos de US$ 730 milhões, com a maior parte das aplicações em títulos de alta qualidade.
Sob o novo marco, o FSIL continuará investindo nos mercados de ações e de dívida, e agora também está autorizado a alocar até 15% de seus ativos em investimentos alternativos. Isso inclui private equity e imóveis, além de criptoativos. Para mitigar riscos operacionais, a exposição a Bitcoin foi feita por meio de uma seleção de ETFs, disse Kieffer.
“Alguns podem argumentar que estamos comprometendo muito pouco e muito tarde; outros vão apontar a volatilidade e a natureza especulativa do investimento. Ainda assim, dado o perfil e a missão específicos do FSIL, o conselho de administração do Fundo concluiu que uma alocação de 1% encontra o equilíbrio certo, ao mesmo tempo em que envia uma mensagem clara sobre o potencial de longo prazo do Bitcoin. Obviamente, o que é adequado para o FSIL pode não ser adequado para outros investidores”, afirmou.
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