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Criptomoedas

Cofundador da Tether prevê dinheiro totalmente tokenizado até 2030

Reeve Collins, cofundador da Tether, projeta que dinheiro fiduciário será amplamente representado em blockchain até 2030, combinando stablecoins, depósitos tokenizados e CBDCs. A adoção depende de clareza regulatória, interoperabilidade e segurança, mas tende a avançar graças à liquidação rápida e à eficiência operacional.

Cofundador da Tether prevê dinheiro totalmente tokenizado até 2030

Reeve Collins diz que dólares, euros e outras moedas devem migrar para o blockchain nos próximos cinco anos, impulsionando stablecoins, depósitos tokenizados e CBDCs

Reeve Collins, cofundador da Tether, afirmou que todas as formas de dinheiro — como dólar e euro — tendem a estar representadas em blockchain nos próximos cinco anos, sugerindo que a infraestrutura financeira passará a operar majoritariamente com versões digitais tokenizadas.

Na prática, a visão indica uma convergência entre diferentes modelos de dinheiro em rede: stablecoins privadas lastreadas em reservas, depósitos bancários tokenizados e moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). Embora com arranjos e governanças distintas, essas modalidades compartilham a premissa de liquidação programável e transferência 24/7 em plataformas distribuídas.

Os motores dessa migração incluem liquidação quase imediata, redução de custos de remessa, interoperabilidade global e novas funções programáveis para compliance e automação de pagamentos. Para instituições, a tokenização promete maior eficiência operacional e reconciliação mais ágil entre mercados e jurisdições.

O caminho, contudo, exige resolver desafios de regulação e padronização: regras de KYC/AML, interoperabilidade entre redes e carteiras, resiliência cibernética, transparência das reservas no caso de emissores privados e salvaguardas de privacidade em CBDCs. Questões de acesso offline, custódia segura e gestão de chaves também permanecem centrais para adoção em massa.

No mercado cripto, stablecoins já concentram grande parte da liquidez e são amplamente usadas em remessas e aplicações de finanças descentralizadas. A Tether (USDT) segue como a maior emissora do segmento, enquanto outras iniciativas expandem casos de uso em pagamentos e tesouraria corporativa.

O cronograma até 2030 dependerá do avanço regulatório em grandes jurisdições. A União Europeia implementa o MiCA, os Estados Unidos discutem regras específicas para emissões privadas, e o Brasil testa o Drex em piloto, explorando tokenização de ativos e a integração de depósitos bancários tokenizados ao ecossistema financeiro.

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Mesmo que nem todo o dinheiro se torne uma stablecoin até 2030, o consenso no setor aponta para a adoção crescente de infraestrutura de tokenização no back-end financeiro, com a experiência do usuário final cada vez mais abstraindo a complexidade do blockchain.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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