Nubank pede licença ao regulador dos EUA para operar cripto; Roberto Campos Neto lidera conselho
Nubank solicita licença ao OCC para oferecer serviços bancários e cripto nos EUA, incluindo custódia e negociação, em estratégia que tem Roberto Campos Neto na liderança do conselho. Aprovação depende de exigências regulatórias e não tem prazo definido.
Fintech busca autorização do OCC para oferecer conta, cartão, negociação e custódia de criptoativos nos Estados Unidos, com foco em governança sob a liderança de Roberto Campos Neto.
O Nubank apresentou pedido de licença ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), regulador bancário dos Estados Unidos, para operar no país com um pacote que inclui conta, cartão de crédito e serviços de negociação e custódia de criptoativos. A iniciativa integra um plano de expansão que coloca Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, na liderança do conselho da instituição.
Caso aprovado, o licenciamento permitirá à fintech oferecer serviços bancários e cripto integrados a clientes nos EUA, sob supervisão federal. A oferta de negociação e custódia de ativos digitais exigirá controles robustos de compliance, incluindo políticas de KYC/AML, gestão de riscos, segurança cibernética e segregação de ativos de clientes.
A chegada de Roberto Campos Neto à liderança do conselho sinaliza reforço de governança e de interlocução regulatória. Com histórico na condução da política monetária e no diálogo com autoridades, ele deve atuar na definição de diretrizes estratégicas e no aprimoramento de controles internos — pontos críticos em operações que envolvem cripto.
O processo de autorização do OCC é rigoroso e pode impor condicionantes adicionais, especialmente para atividades com criptoativos, que enfrentam escrutínio ampliado nos EUA. A aprovação não é garantida e prazos não foram divulgados.
Se bem-sucedida, a entrada no mercado norte-americano colocará o Nubank em competição com bancos, corretoras e fintechs que já oferecem produtos digitais, enquanto usuários podem ganhar uma experiência unificada entre serviços bancários tradicionais e ativos digitais, amparada por arcabouço regulatório federal.