Criptomoedas

Israel aponta US$ 1,5 bi em USDT ligados ao IRGC; Elliptic vê possível superestimação

Israel vinculou 187 carteiras ao IRGC e diz que elas moveram US$ 1,5 bilhão em USDT; a Elliptic contesta a extensão do vínculo e a Tether já congelou 39 endereços com cerca de US$ 1,5 milhão.

Israel aponta US$ 1,5 bi em USDT ligados ao IRGC; Elliptic vê possível superestimação

Lista com 187 endereços amplia pressão sobre o Irã; Tether congela 39 carteiras com cerca de US$ 1,5 milhão enquanto analistas alertam para presença de intermediários.

O governo de Israel, por meio do Escritório Nacional para Financiamento do Contra-Terrorismo (NBCTF), publicou uma lista com 187 endereços de criptomoedas supostamente ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Segundo a autoridade, essas carteiras teriam recebido cerca de US$ 1,5 bilhão em USDT para driblar sanções internacionais.

A análise que embasa a acusação foi atribuída à Elliptic, que, porém, ressalta não ser possível afirmar que todo o montante esteja diretamente vinculado ao IRGC. Parte relevante dos endereços provavelmente pertence a exchanges ou serviços de criptoativos, o que pode inflar o valor efetivamente sob controle do grupo iraniano.

Como efeito imediato, a Tether congelou 39 das carteiras listadas, bloqueando aproximadamente US$ 1,5 milhão. A ação evidencia a capacidade de blacklist do emissor de stablecoins, mas levanta dúvidas sobre a precisão dos vínculos quando há intermediários na cadeia de transações.

O episódio se soma a movimentações recentes de aplicação de sanções envolvendo o Irã no ecossistema cripto, incluindo apreensões de valores por autoridades dos Estados Unidos e ataques a plataformas locais atribuídos a hackers pró-Israel.

Implicações para o mercado:

  • Risco de congelamento de fundos em stablecoins emitidas por entidades centralizadas.
  • Maior escrutínio regulatório sobre endereços de exchanges e provedores que atendem clientes em jurisdições sancionadas.
  • Possível ampliação de sanções secundárias e exigências de compliance em triagem de endereços e monitoramento on-chain.

O caso seguirá no radar com possíveis novas inclusões em listas de bloqueio, atualizações metodológicas de análises on-chain e respostas de exchanges sobre políticas de KYC, AML e triagem de carteiras.

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