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Criptomoedas

BlackRock prepara tokenização de fundos e amplia ponte entre Wall Street e blockchain

BlackRock avalia tokenizar fundos e ampliar sua oferta on-chain. BUIDL já supera US$ 2 bi; ETFs de BTC/ETH passaram de US$ 10 bi em menos de um ano. Adoção em massa depende de regulação e da disposição dos investidores em migrar para versões tokenizadas.

BlackRock prepara tokenização de fundos e amplia ponte entre Wall Street e blockchain

Gestora de US$ 10 trilhões avalia levar veículos de RWA para a rede; BUIDL supera US$ 2 bi e ETFs de BTC/ETH bateram US$ 10 bi em menos de um ano. Ceticismo e regulação ainda pesam.

A BlackRock avalia tokenizar parte de seus fundos na blockchain, em linha com a tese de que ativos do mundo real — como ações e títulos — podem se beneficiar de liquidação mais rápida, transparência e eficiência operacional.

O movimento ocorre após a tração dos produtos digitais da casa. Os ETFs iShares de Bitcoin e de Ethereum atingiram a marca de US$ 10 bilhões em ativos sob gestão em menos de um ano, sinalizando demanda por veículos regulados com exposição on-chain.

A gestora já tem experiência direta com tokenização por meio do BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund (BUIDL), fundo on-chain que ultrapassou US$ 1 bilhão em março e hoje soma mais de US$ 2 bilhões em ativos.

A tendência se espalha por Wall Street: concorrentes testam estruturas similares e mercados buscam listar títulos tokenizados, aproximando infraestruturas tradicionais do ecossistema de blockchain.

O CEO Larry Fink defende que a tokenização deve abranger a maioria dos ativos financeiros no longo prazo. No primeiro trimestre de 2025, os produtos da gestora ligados a cripto somaram cerca de US$ 50 bilhões sob gestão, reforçando a aposta na digitalização de ativos.

Nem todos, porém, veem adoção rápida no varejo. O analista Eric Balchunas argumenta que, apesar de ganhos de eficiência, o desafio está em convencer milhões de investidores a migrarem de ETFs tradicionais para versões tokenizadas, num momento em que o capital on-chain ainda é pequeno diante do mercado global.

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Qualquer avanço relevante dependerá de aval regulatório, em especial da SEC. Sinais recentes indicam maior abertura para inovação, desde que acompanhada de proteção ao investidor e segurança jurídica.

Para o público, os potenciais benefícios incluem fracionamento, liquidez estendida e interoperabilidade entre mercados. As barreiras seguem em custódia, KYC, experiência do usuário e tributação. No curto prazo, a expectativa é de foco institucional e pilotos em produtos de caixa e renda fixa.

Se confirmada, a iniciativa marca mais um passo na convergência entre finanças tradicionais e blockchain, com velocidade ditada por demanda, padronização tecnológica e clareza regulatória.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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