Stablecoins no varejo batem recorde: US$ 5,84 bi em agosto
Transferências de stablecoins no varejo atingiram US$ 5,84 bilhões em agosto, um recorde, e 2025 já supera o volume do ano anterior. BSC lidera a atividade, enquanto Ethereum ganha força com taxas menores. Pesquisa em emergentes indica maior uso para evitar tarifas e lentidão bancária.
Relatório indica 2025 como o ano mais movimentado para transferências de stablecoins por consumidores, com BSC à frente e Ethereum em alta.
A adoção de stablecoins por usuários de varejo estabeleceu novos recordes em 2025, com volumes de transação até agosto já superando o total do ano passado, segundo relatório da CEX.io.
Adoção no varejo acelera
Transferências de varejo, que consideram operações abaixo de US$ 250, somaram US$ 5,84 bilhões apenas em agosto — o maior valor já registrado — de acordo com dados da Visa e da Allium citados no estudo. Com quase quatro meses restantes no calendário, 2025 já é o período mais intenso para transferências de stablecoins no nível do consumidor.
Os números reforçam que as stablecoins — criptos atreladas a moedas fiduciárias como o dólar — estão cada vez mais inseridas no dia a dia financeiro, indo de remessas internacionais a microtransações, ressalta o relatório.
Emergentes puxam a demanda
Uma pesquisa em mercados emergentes, com mais de 2.600 consumidores em Nigéria, Índia, Bangladesh, Paquistão e Indonésia, corroborou esse cenário, segundo analistas da CEX.io. A maioria dos entrevistados afirmou recorrer a stablecoins para escapar de tarifas bancárias elevadas e transferências lentas. Quase 70% relataram usar stablecoins com mais frequência do que no ano passado, e mais de três quartos esperam que o uso continue crescendo.
Redes em reconfiguração
A distribuição de atividade entre blockchains mudou, aponta o relatório. A rede Tron (TRX), historicamente popular para transferências de varejo por suas baixas taxas e amplo suporte ao USDT (USDT) da Tether, perdeu participação. As contagens mensais de transações caíram em 1,3 milhão (6%), e o crescimento de volume ficou atrás de concorrentes diretos.
No lugar, a Binance Smart Chain (BSC) despontou como a principal escolha do varejo, concentrando quase 40% da atividade de stablecoins desse segmento. A contagem de transações na BSC saltou 75% no ano, com o volume avançando 67%. Segundo o estudo, parte do impulso veio após a deslistagem do USDT para usuários europeus em março e a retomada do trading de memecoins na PancakeSwap.
Ethereum ganha tração com custos menores
O ecossistema Ethereum — incluindo a rede principal e as soluções de camada 2 — respondeu por mais de 20% do volume e 31% da contagem de transações de transferências, conforme o relatório. Enquanto as operações menores ocorreram majoritariamente em L2s, a rede principal registrou avanço expressivo no varejo: transferências abaixo de US$ 250 subiram 81% em volume e 184% em número.
Tradicionalmente usada para transações de alto valor devido às taxas, a Ethereum viu seus custos caírem mais de 70% no último ano, tornando a rede principal mais competitiva mesmo na faixa abaixo de US$ 250, observam os autores.
Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.
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