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ETFs à vista de ether perdem US$ 952 mi em 5 dias com temor de recessão

ETFs à vista de ether registram cinco dias seguidos de saídas, somando US$ 952 milhões, com pico de US$ 446,71 milhões na sexta. BTC teve entradas semanais de US$ 246,4 milhões. Movimento ocorre com apostas de corte de juros nos EUA e temor de recessão; ouro supera US$ 3.600.

ETFs à vista de ether perdem US$ 952 mi em 5 dias com temor de recessão

Após agosto recorde, fundos de ETH sofrem saídas enquanto BTC capta na semana.

Os ETFs à vista de ether acumularam sua quinta sessão seguida de resgates nesta semana, somando US$ 952 milhões em saídas — mais de US$ 787 milhões somente nos quatro dias úteis. A sexta-feira concentrou a maior pressão, com US$ 446,71 milhões deixando os fundos atrelados ao ETH.

O movimento contrasta com agosto, quando os ETFs de ether receberam US$ 3,87 bilhões, enquanto os ETFs de bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 751 milhões, segundo dados da SoSoValue. Na semana mais recente, porém, os ETFs à vista de bitcoin tiveram entradas líquidas de US$ 246,4 milhões, um contraponto à saída de US$ 751,1 milhões vista no mês passado.

Preço do ether e o fator regulatório

Apesar das saídas, o ether acumula alta superior a 16% no último mês. Na semana, caiu 1,8% e negocia pouco abaixo de US$ 4.300. O impulso recente veio com a promulgação do GENIUS Act, que restringiu emissores de stablecoins de pagar juros e trouxe maior clareza regulatória, potencialmente abrindo espaço para maior participação institucional.

Aversão a risco e apostas no Fed

A recente correção parece refletir uma volta mais ampla da aversão a risco, após dados fracos de emprego nos EUA elevarem as apostas de corte de juros ainda neste mês e intensificarem temores de recessão. Segundo o FedWatch da CME, operadores atribuem 89% de chance a um corte de 25 pontos-base e 11% a um corte de 50 pontos-base. No mercado de previsões da Polymarket, a probabilidade de um corte de 50 pontos-base está em 12%.

Ouro renova máxima histórica

O arrefecimento dos dados, somado à incerteza econômica e a riscos geopolíticos, também impulsionou a busca por proteção. O ouro superou a marca de US$ 3.600 pela primeira vez, reforçando a migração para ativos considerados mais seguros em meio à volatilidade.

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