Bitcoin perde US$ 110 mil e risco de correção maior entra no radar
Bitcoin volta a ficar abaixo de US$ 110 mil com queda de 2,2% em 24h. Relatório da Bitfinex alerta para perda do suporte em US$ 108,9 mil e possível teste da faixa de US$ 93-95 mil. Joel Kruger vê consolidação em setembro e melhora no quarto trimestre.
BTC cai 2,2% em 24h; Bitfinex aponta suporte em US$ 108,9 mil e possível piso na faixa de US$ 93-95 mil.
O fôlego curto da recuperação do bitcoin (BTC) no início da semana se esgotou nesta quinta-feira, com o preço voltando a ficar abaixo de US$ 110.000 e renovando alertas de uma correção mais profunda.
A maior criptomoeda recuou 2,2% em 24 horas, para US$ 109.500, devolvendo metade do ganho obtido desde a mínima do fim de semana, em US$ 107.000, após ter tocado US$ 112.600 na quarta-feira. Ether (ETH), o SOL da Solana (SOL) e o ADA da Cardano (ADA) caíram mais de 3% no mesmo período.
Ações de tesouraria expostas a cripto também recuaram. A maior detentora corporativa de BTC, Strategy (MSTR), caiu 3,2% e acumula perda de 30% desde julho. A japonesa MetaPlanet (3355) perdeu 7% e negocia 60% abaixo da máxima de junho, enquanto a KindlyMD (NAKA) deslizou mais 9% e já recua 75% desde meados de agosto. Veículos focados em ether, como BitMine (BMNR) e SharpLink Gaming (SBET), cederam entre 8% e 9%.
Quão baixo o BTC pode cair?
Cresce a preocupação com novas quedas, com alguns observadores lembrando que setembro historicamente figura entre os meses mais fracos para o bitcoin e o mercado cripto em geral.
No mesmo período, o ouro — tradicional porto seguro e proteção contra inflação — rompeu para recordes acima de US$ 3.500 após meses de consolidação, sinalizando possível rotação de capital para ativos menos arriscados.
Um novo relatório da Bitfinex destacou que o BTC entrou na terceira semana seguida de retração a partir da máxima histórica de agosto, em US$ 123.640. Em ciclos de alta, correções típicas ficam, em média, em torno de 17% do pico ao fundo, sugerindo que o mercado se aproxima do limite usual de drawdowns.
Mesmo assim, analistas alertam para o risco de uma correção mais profunda. O preço realizado dos detentores de curto prazo — uma medida do preço médio de compra dos investidores mais recentes — está próximo de US$ 108.900, menos de 1% abaixo do nível atual do BTC. Se esse suporte falhar, abre-se espaço para um recuo maior, com uma densa faixa de oferta entre US$ 93.000 e US$ 95.000 que pode oferecer um piso mais duradouro, segundo o relatório.
O que dizem os estrategistas
Joel Kruger, estrategista de mercado do LMAX Group, mantém uma visão mais otimista. Segundo ele, setembro costuma ser um mês de consolidação antes de um quarto trimestre mais forte. Neste ano, a correção pode ser mais rasa se fluxos para ETFs, alocações em tesourarias corporativas e ventos regulatórios favoráveis se materializarem.