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Wall Street intensifica aposta em bitcoin: Brevan, Goldman e Harvard

Wall Street intensifica a exposição ao bitcoin no 2º tri, com Brevan Howard, Goldman e Harvard ampliando posições em ETFs à vista e ações cripto. A Noruega também aumenta a exposição indireta via empresas listadas, apesar de manter parcela pequena do portfólio.

Wall Street intensifica aposta em bitcoin: Brevan, Goldman e Harvard

Registros na SEC mostram bilhões alocados em ETFs à vista e ações ligadas ao preço do BTC; fundo soberano da Noruega amplia exposição indireta.

Wall Street ampliou a exposição ao bitcoin no segundo trimestre, elevando posições não só em ETFs de bitcoin à vista, mas também em ações dos EUA altamente sensíveis ao preço do criptoativo, segundo novos registros enviados à SEC.

Brevan Howard e Goldman lideram a corrida

A Brevan Howard quase dobrou sua posição no iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, para 37,9 milhões de cotas ao fim de junho, ante cerca de 21,5 milhões em março. Pelo preço de fechamento de 28 de junho, o montante superava US$ 2,6 bilhões, colocando a gestora entre os maiores detentores institucionais do IBIT ao lado do Goldman Sachs, que elevou sua exposição combinada em IBIT e no Wise Origin Bitcoin Trust (FBTC), da Fidelity, para US$ 3,3 bilhões. O banco também mantinha US$ 489 milhões no iShares Ethereum Trust (ETHA).

No caso do Goldman, as posições refletem mais provavelmente alocações da sua área de gestão de recursos em nome de clientes, e não uma aposta direcional do próprio banco. Já a Brevan Howard, tradicional em macro, opera a BH Digital, divisão dedicada a ativos digitais que investe em infraestrutura de blockchain, finanças descentralizadas e tecnologias correlatas.

Harvard, Wells Fargo e outros pesos-pesados

Entre os grandes investidores do IBIT, a Harvard University reportou participação de US$ 1,9 bilhão, enquanto a Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi, segue com US$ 681 milhões. Entre bancos dos EUA, o Wells Fargo quase quadruplicou sua posição no IBIT para US$ 160 milhões, ante US$ 26 milhões no trimestre anterior, mantendo ainda US$ 200 mil no Grayscale Bitcoin Fund (GBTC).

A Cantor Fitzgerald também reforçou a posição para mais de US$ 250 milhões e elevou apostas em ações ligadas ao cripto, incluindo Strategy (MSTR), Coinbase (COIN) e Robinhood (HOOD). A Jane Street revelou deter US$ 1,46 bilhão em IBIT, sua maior posição individual, seguida por Tesla (TSLA), com US$ 1,41 bilhão. A firma aumentou a exposição em MSTR e reduziu no FBTC.

Os ETFs à vista de bitcoin, como o IBIT, lançados em janeiro, permitem exposição ao preço do ativo sem a necessidade de custódia direta do BTC. Isso abre caminho para que instituições tradicionais participem do mercado cripto por meio de estruturas e contas de corretagem familiares.

Noruega compra mais — de forma indireta

Para investidores no exterior, muitas vezes é mais simples obter exposição a bitcoin por meio de empresas listadas nos EUA que mantêm grandes saldos de BTC em seus balanços. Esse é o caminho escolhido pelo fundo soberano da Noruega e por outros investidores europeus com apoio estatal, que preferem participações acionárias em companhias ligadas ao setor em vez de deter o criptoativo diretamente.

A Norges Bank Investment Management (NBIM), braço de investimentos do banco central norueguês e gestora do fundo de pensão de US$ 2 trilhões do país, agora detém indiretamente 7.161 BTC, de acordo com nota da K33 Research. O volume subiu 192% ante 2.446 BTC um ano atrás e 87% em relação aos 3.821 BTC do fim de 2024.

A maior fatia da exposição — 3.005 BTC — vem de ações da Strategy. O restante está distribuído por empresas como Marathon Digital, Coinbase, Block e Metaplanet; a K33 também inclui GME (GameStop) e participações menores no cálculo. Mesmo assim, a exposição é modesta no contexto do portfólio: com o BTC a US$ 117.502, os 7.161 BTC valem cerca de US$ 841 milhões, menos de 0,05% do patrimônio de US$ 2 trilhões.

O salto em um ano indica maior conforto institucional com a classe de ativos, ainda que não represente, por ora, uma mudança estratégica de grande porte.

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