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Bitcoin mantém zona de consolidação acima dos US$ 107 mil em meio a tensão global e adoção institucional

De acordo com análise técnica de Cauê Oliveira, analista do BlockTrends PRO, o ativo apresentou recentemente um movimento de rejeição no topo do canal de baixa, respeitando a região como suporte no curto prazo.

Bitcoin mantém zona de consolidação acima dos US$ 107 mil em meio a tensão global e adoção institucional
(Imagem: Freepik)

O Bitcoin continua operando em uma zona de consolidação técnica, sustentado por um suporte sólido acima de US$ 107 mil e uma resistência relevante próxima aos US$ 110 mil. A estrutura de preços tem respeitado esse intervalo nos últimos dias, refletindo um mercado à espera de um gatilho direcional mais claro.

De acordo com análise técnica de Cauê Oliveira, analista do BlockTrends PRO, o ativo apresentou recentemente um movimento de rejeição no topo do canal de baixa, respeitando a região como suporte no curto prazo.

“A principal resistência se mantém nos US$ 109.700 e, enquanto não houver um rompimento claro, a lateralização tende a continuar no curtíssimo prazo”, afirmou. Ele também destaca que o mercado futuro segue neutro, com volume comprador presente, mas ainda sem indicar um viés predominante.

Índice de medo e ganância

O sentimento geral do mercado reflete essa incerteza: o índice de medo e ganância caiu para a zona neutra de 50 pontos. Segundo Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, o baixo volume de negociação é típico do verão no hemisfério norte, mas não há sinais de pânico ou liquidações relevantes.

No gráfico diário, o Bitcoin forma um triângulo simétrico, indicando compressão de volatilidade e expectativa de rompimento iminente. O viés técnico permanece levemente altista enquanto o preço se mantiver acima dos US$ 107 mil.

Um rompimento para cima, com fechamento acima de US$ 110.500, pode abrir caminho para regiões de US$ 113.500 a US$ 115.000. Em caso de perda do suporte, os próximos níveis relevantes estão em US$ 105.000, US$ 103.400 e, no cenário mais extremo, US$ 101.300.

Mesmo com o RSI (Índice de Força Relativa) em níveis elevados — o que sugere cautela para novas entradas agressivas —, o ambiente macroeconômico continua favorável ao Bitcoin. A combinação de tensões geopolíticas e expansão monetária global mantém o ativo atrativo como reserva de valor.

Bitcoin corporativo

Entre os fatores estruturais que fortalecem essa tese, dois anúncios reforçaram a adoção institucional do BTC: a Murano Global, empresa listada na Nasdaq, anunciou um acordo de até US$ 500 milhões para aquisição de Bitcoin como reserva de tesouraria; já a japonesa Metaplanet ampliou suas reservas para mais de 15.500 BTC.

Além disso, o setor de finanças tradicionais tokenizadas também deu um passo importante. O primeiro fundo de mercado monetário tokenizado foi aprovado no Oriente Médio. Reforçando a tendência de integração entre ativos do mundo real (RWAs) e a tecnologia blockchain.

O Bitcoin segue em compasso de espera, sustentado por fundamentos sólidos e crescente interesse institucional, mas pressionado pela indecisão técnica de curto prazo. Enquanto a resistência dos US$ 110 mil não for rompida, o mercado deve continuar lateralizado — com viés altista moderado, à espera de um catalisador que defina o próximo movimento.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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