Nubank aumenta taxas para criptomoedas por conta do IOF
O IOF de 0,38% sobre operações de câmbio impacta diretamente transações que envolvem conversão de reais para moedas estrangeiras, como é o caso das compras de criptomoedas no Nubank.
O Nubank anunciou nesta segunda-feira (26) um aumento nas taxas para transações envolvendo criptomoedas por conta do IOF. A fintech atribuiu a mudança em diversas taxas ao recente ajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo brasileiro em e-mail aos clientes.
Portanto, a partir de 27 de maio de 2025, as taxas para compras de criptomoedas no app do Nubank passarão de 1,39% para 1,69%. Enquanto as taxas para saques de criptomoedas subirão de 0,99% para 1,29%. O aumento, que reflete o impacto do IOF de 0,38% sobre operações de câmbio.

O aumento das taxas e o papel do IOF
“O Governo Federal anunciou novas regras para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que passam a valer a partir de 23 de maio de 2025. Te explicamos abaixo o que muda nos serviços oferecidos a pessoas físicas e jurídicas”, escreveu o banco em seu comunicado por email.
A medida está diretamente ligada ao aumento do IOF anunciado pelo governo brasileiro em 22 de maio de 2025. O governo elevou o IOF para empresas, previdência privada de alta renda e operações de câmbio, visando evitar um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento.
O IOF de 0,38% sobre operações de câmbio impacta diretamente transações que envolvem conversão de reais para moedas estrangeiras, como é o caso das compras de criptomoedas no Nubank, que muitas vezes são processadas em mercados internacionais.
Para o Nubank, que opera como uma corretora de criptomoedas dentro de seu aplicativo, o ajuste nas taxas é uma forma de repassar o custo adicional aos usuários, mantendo a viabilidade do serviço.
Com taxas subindo de 1,39% para 1,69% na compra e de 0,99% para 1,29% no saque, os usuários da fintech enfrentam custos adicionais em um momento de alta no mercado cripto, com o Bitcoin a US$ 109 mil.
Enquanto o Nubank busca equilibrar a viabilidade de seu serviço, a medida pode levar investidores a buscar alternativas mais econômicas. Ao mesmo tempo em que expõe as tensões entre políticas fiscais e a inovação financeira.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.