China e Europa se reúnem para acordo comercial. Sem EUA
Enquanto isso, os Estados Unidos, que recentemente aumentaram suas tarifas sobre importações chinesas para 145%.
Em um movimento que pode redefinir as relações comerciais entre a União Europeia (UE) e a China, as duas potências iniciaram negociações para abolir as tarifas impostas pela UE sobre veículos elétricos (EVs) fabricados na China. Em outras palavras, a Europa e a China agora conversam e excluíram Trump do papo.
A notícia, do jornal alemão Handelsblatt, mostra uma decisão de impacto que ocorre em um momento de tensões comerciais globais. Epecialmente com os Estados Unidos, que recentemente aumentaram suas tarifas sobre importações chinesas para 145%.
A UE aumentou as tarifas sobre veículos elétricos com fabricação na China para até 45,3% em outubro passado. Mas Bruxelas e Pequim cogitaram a ideia de suspender as tarifas por meio de possíveis compromissos com preços mínimos. Conhecidos como compromissos de preços para carros importados.
A Comissão Europeia afirmou estar disposta a continuar negociando uma alternativa às tarifas com a China, que incluía tarifas de 17,0% para veículos fabricados pela BYD, 18,8% para a Geely e 35,3% para a SAIC, além do imposto padrão de importação de carros da UE de 10%.
As negociações entre UE e China sinalizam uma tentativa de evitar uma guerra comercial. E além disso, não depender dos EUA.
Impactos no mercado automotivo global
Desse modo, as negociações entre UE e China têm implicações significativas para o mercado automotivo global. Para a China, a remoção das tarifas da UE seria uma vitória para os fabricantes chineses de EVs, como BYD e Geely, que têm expandido rapidamente sua presença na Europa.
Já para a UE, a decisão pode ser vista como uma tentativa de proteger os consumidores europeus, que enfrentam preços mais altos devido às tarifas.
Quem sofre com isso são os americanos. Isso porque, a aproximação entre UE e China é um revés para os fabricantes americanos, como a Ford e a General Motors, que já estão sob pressão devido às tarifas de 145% sobre a China.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.