Trump perdeu US$ 9,8 milhões vendendo Ethereum antes de mercado virar com seu anúncio
Com base no preço de aquisição da carteira o valor bruto que realmente realizou em perdas foi de US$ 9,8 milhões.
Muitos afirmam que o presidente dos EUA, Donald Trump, é o trader do ano por anunciar medidas de grande impacto nos mercados e pouco depois voltar atrás. O fato é que, neste último movimento de venda de Ethereum, se Trump agiu com objetivo de insider trading foi muito burro.
A suposta venda de Ethereum (ETH) recente pela World Liberty Financial, uma empresa cripto da família Trump, gerou um prejuízo significativo para o presidente americano. E o motivo foi que vendeu antes do seu próprio anúncio também desta quarta-feira (9) sobre revogar as tarifas mundiais e aumentar para a China.
Segundo um post no X do perfil BitcoinNewsCom, uma carteira supostamente da World Liberty Financial vendeu 5.471 ETH por US$ 8 milhões. A venda ocorreu a um preço de US$ 1.465 por unidade. No entanto, em um anúncio posterior de Trump sobre as tarifas, o Ethereum disparou junto com Bitcoin.
Ou seja, Trump perdeu cerca de US$ 867 mil ao vender Ethereum pouco antes do anúncio que fez o mercado subir. Contudo, já estava no prejuízo. Com base no preço de aquisição da carteira o valor bruto que realmente realizou em perdas foi de US$ 9,8 milhões.
A venda de Ethereum pela World Liberty Financial
De acordo com o post que traz dados onchain da plataforma Arkham, a World Liberty Financial, empresa de finanças descentralizadas (DeFi) ligada a Trump, realizou a venda de 5.471 ETH em 9 de abril de 2025.
A transação foi feita a um preço de US$ 1.465 por ETH, totalizando US$ 8,01 milhões. A empresa havia adquirido anteriormente 67.498 ETH por cerca de US$ 210 milhões, a um preço médio de US$ 3.259 por unidade.
O que significa que a venda foi feita com um prejuízo significativo. Considerando o preço de compra, a World Liberty Financial perdeu aproximadamente US$ 125 milhões no total de sua posição em Ethereum até aquele momento.
O anúncio de Trump e a virada no mercado
Trump anunciou a elevação imediata das tarifas sobre produtos chineses para 125%, classificando a medida como uma resposta à “falta de respeito que a China tem demonstrado aos mercados globais”.
Ao mesmo tempo, o ex-presidente autorizou uma pausa de 90 dias nas tarifas para mais de 75 países, que não retaliaram economicamente contra os EUA, com a aplicação de uma tarifa recíproca reduzida de apenas 10% durante o período.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.