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“Comprei e estou no lucro”, afirma Pedro Cerize, que apostou contra o Bitcoin

Na prática, para ter "pago" a aposta com o lucro do Bitcoin, Cerize precisaria ter comprado ao menos R$500 mil, ou cerca de 1,6 Bitcoins. O que o deixaria entre os 1% de maiores detentores globais.

“Comprei e estou no lucro”, afirma Pedro Cerize, que apostou contra o Bitcoin
(Créditos da Imagem: Mises vs Cerize/X/Twitter)

Passados 126 dias após a aposta entre o investidor Pedro Cerize e Mises Capital, o gestor lançou uma afirmação no Twitter após o provocarem. Segundo Cerize, ele comprou Bitcoin através do IBIT, o ETF da gestora americana BlackRock. “Comprei a última alta do IBIT. A aposta já se pagou. Tudo isso direto do Havaí”, brincou. “Life is Good”, complementou.

Pedro Cerize Bitcoin
(Imagem: Twitter)

Cerize, que está no Havai para participar do Ironman, afirmou que em 2 anos, fechados em junho de 2026, o Ibovespa superaria o Bitcoin em retorno. Desde então, o Bitcoin subiu 22,59%, contra 6,99% do Ibovespa. A aposta envolve R$100 mil. Na prática, para ter “pago” a aposta com o lucro do Bitcoin, Cerize precisaria ter comprado ao menos R$500 mil, ou cerca de 1,6 Bitcoins.

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Este valor colocaria o famoso gestor entre os 1% mais ricos do mundo em Bitcoin. Atualmente, dados on-chain indicam que para fazer parte do topo da distribuição de Bitcoin, o investidor precisa ter aproximadamente 1 BTC.

Bastaria essa quantidade para colocar o holder na faixa dos 1% principais detentores globais. Isso porque, conforme a distribuição atual de moedas, apenas uma pequena fração de endereços detém grandes quantidades de Bitcoin.

Segundo mostram dados onchain, endereços com 1 a 10 BTC representam cerca de 5,56% do total de BTC em circulação, enquanto a faixa de 10 a 100 BTC cobre cerca de 22,05%. Por fim, no topo absoluto, apenas quatro endereços possuem entre 100.000 e 1.000.000 BTC, o que corresponde a 3,49% de toda a oferta. Além disso, existem os bitcoins perdidos para sempre, que ao ser excluído da conta coloca Cerize mais perto ainda da posição de 1% mais rico em BTC.

Como a aposta de Cerize contra Bitcoin começou

Tudo começou com uma publicação de Cerize, que disse “Queria fazer uma aposta. Nos próximos 2 anos, Ibovespa x Bitcoin. Fico com Ibovespa”. Por óbvio, o tweet chamou a atenção do investidor de Bitcoin que permanece sob anonimato, Mises Capital, e daí uma aposta de R$100 mil surgiu.

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Anteriormente, Mises primeiro sugeriu que a aposta fosse por meio de opções. Ou seja, a liquidação seria feita caso o Bitcoin tocasse antes em US$ 120 mil, ou a bolsa brasileira em 240 mil pontos.

Quem são Pedro Cerize e “Mises Capital”, do duelo entre Bitcoin e Bolsa.

Pedro Cerize comentou com Mises que não era justo, visto que sua aposta era contra o Bitcoin, ativo mais volátil, contra a bolsa que é menos volátil. “Cada um deposita o valor no CDI duma conta garantida rendendo CDI. Ao final dos 24 meses, quem tiver retorno maior leva todo saldo da conta”, sugeriu.

O resto é história, ainda acontecendo. De lá para cá já surgiram inclusive perfis como Mises vs Cerize que publica no Twitter o placar e variação de ambos todos os dias. O perfil também já arriscou até a produção de memes, músicas com inteligência artificial. A aposta uniu tanto a torcida do Twitter de entusiastas e investidores de Bitcoin, como o “fintwitter”, os entusiastas e investidores do mercado financeiro tradicional.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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