Minerar Bitcoin é, nesta quarta-feira, mais difícil do que jamais foi
O novo recorde representa um aumento de 3,04% nas últimas 24 horas, e tudo indica que a dificuldade continuará a aumentar.
Minerar Bitcoin (BTC) está mais difícil do que jamais foi na história nesta quarta-feira (11). Conforme métricas do blockchain, a dificuldade da rede agora atingiu um novo máximo histórico de 92,67 trilhões de hasrate.
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Hashrate é uma métrica pública, de dentro do blockchain, que indica o poder necessário para encontrar um hash (apontadores que conectam a cadeia de blocos), validar ele e ganhar a recompensa em Bitcoin. Portanto, o minerador que tiver uma máquina com o maior hashrate terá mais chances de encontrar hashes que conectem os novos blocos.
O novo recorde representa um aumento de 3,04% nas últimas 24 horas, e tudo indica que a dificuldade continuará a aumentar. Desse modo, o ambiente de mineração se torna cada vez mais competitivo.
Essa é uma das diversas métricas onchain, que apontam o comportamento humano dos investidores no Bitcoin. Ou seja, o novo recorde do aumento da dificuldade para minerar pode indicar que cada vez mais os entusiastas querem ganhar Bitcoin recém-emitidos na rede. A cada 10 minutos, mais ou menos, um minerador encontra um hash e ganha 3,125 BTC.
Vale dizer que, a recompensa destes mineradores reduz a quatro anos, em um evento que chama-se halving. O movimento corta a inflação da criptomoeda pela metade, e naturalmente pode pressionar mais ainda a competição pela mineração de Bitcoin.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.