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Institucionais preferem memecoins ao dólar, mostra pesquisa

Os institucionais atingiram um pico de quase US$ 300 milhões em abril, segundo pesquisa da exchange de criptomoedas Bybit.

Institucionais preferem memecoins ao dólar, mostra pesquisa

As alocações institucionais em memecoins, moedas memes, aumentaram mais de 300% este ano. Assim, os institucionais atingiram um pico de quase US$ 300 milhões em abril, segundo pesquisa da exchange de criptomoedas Bybit. Além disso, estes mesmos institucionais reduzem a exposição às stablecoins, isso é, ao dólar.

Esse influxo indica como o setor está ganhando novo favor entre os investidores profissionais, disse a Bybit em um relatório na quarta-feira. As escolhas populares entre os investidores institucionais foram dogecoin (DOGE) e shiba inu (SHIB), principalmente devido à sua ampla liquidez no mercado à vista.

Entre os brasileiros, o ETF da Hashdex META11 detém ApeCoin (APE). Anteriormente, a cesta de ativos também contava com Shiba Inu como uma das suas maiores alocações.

As participações foram rastreadas exclusivamente na Bybit e não incluem aquelas em outras corretoras.

O token meme BONK, da Solana, surgiu como o mais favorecido entre as novas moedas meme que ganharam destaque este ano. Desse modo, a moeda de cachorro na Solana atraiu mais de US$ 75 milhões em apostas institucionais.

Menos dólar, mais memecoins

As participações caíram quase pela metade para US$ 125 milhões em maio, à medida que as instituições realizaram lucros. Durante o período, as participações em stablecoins caíram de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,4 bilhão. Enquanto a exposição ao bitcoin (BTC), ether (ETH) e moedas meme aumentou.

Em 1º de maio, DOGE tinha a maior fatia das participações em moedas meme tanto para investidores de varejo quanto institucionais. As instituições alocaram uma proporção maior de fundos para DOGE: 36% em comparação com 24,5% dos investidores de varejo.

“Isso sugere que, enquanto ambos os grupos veem DOGE como um ativo básico dentro do espaço das moedas meme, as instituições o favorecem mais, talvez devido à sua maior liquidez e relativa estabilidade,” disse a Bybit.

“Ambos os grupos também gostam de moedas meme baseadas em Ethereum (PEPE) e (SHIB), com usuários de varejo detendo 20,95% e 14,61% respectivamente, em comparação com 22,23% e 10,39% das instituições.”

Nos últimos meses, os tokens meme dos ecossistemas Ethereum e Solana ganharam destaque como uma forma de apostar no crescimento de uma blockchain.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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