Finanças

Argentina começa a circular nota de AR$10.000 pesos, ou 10 dólares e antecipa de AR$ 20 mil

Conforme informado pela autoridade monetária, a distribuição dessas novas cédulas será feita gradualmente através de agências bancárias e caixas automáticos.

Argentina começa a circular nota de AR$10.000 pesos, ou 10 dólares e antecipa de AR$ 20 mil

Nossos vizinhos, agora sob comando de Javier Milei, receberam a notícia de novas medidas em sua economia nesta terça-feira (7). Conforme anunciou o Banco Central da Argentina, o BCRA, a entidade já colocou em circulação sua nova nota de AR$ 10 mil pesos, cerca de US$ 10. Além disso, a nota à imprensa do Banco Central da Argentina também adiantou sobre circular uma de AR$ 20 mil até o final do trimestre.

Conforme informado pela autoridade monetária, a distribuição dessas novas cédulas será feita gradualmente através de agências bancárias e caixas automáticos em toda Argentina.

Anteriormente, a nota em circulação disponível na Argentina era de 2 mil pesos, lançada em maio de 2023. “A nota de 10.000, assim como a de 20.000 com a imagem de Juan Bautista Alberdi, que vai entrar em circulação no último trimestre do ano, facilitará as transações entre os usuários”, diz o BCRA.

“Tornará a logística do sistema financeiro mais eficiente e permitirá reduzir significativamente os custos de aquisição de notas vencidas”, complementa a entidade.

Em dezembro passado, com a posse de Javier Milei como presidente da Argentina, foram adotadas medidas rigorosas contra a inflação. Assim, incluindo reduções nos gastos do governo e nos subsídios para serviços públicos.

A nova cédula de 10 mil faz homenagem a Manuel Belgrano e Maria Remedios del Valle. Remédios del Valle é famosa por ser uma heroína da Guerra da Independência da Argentina.

Inflação na Argentina

O BCRA divulgou nesta quarta-feira (8) a Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM na sigla em espanhol) para maio. A pesquisa estimou inflação mensal de 7,5% e para o ano de 161,3%. Com isso, seria uma variação de 1,5 pp e -28,0 pp em relação ao levantamento anterior, respectivamente.

Aqueles que melhor previram esta variável no passado (Top-10) esperavam uma inflação de 8,9% para abril, 7,1% para maio e 156,5% y/y para 2024. Em relação ao Core CPI, o grupo de participantes do REM colocou as suas previsões para 2024 em 145,1% ano a ano (-33,9 pp que o REM anterior).

Na pesquisa de abril, o grupo de analistas do REM projetou para 2024 um nível de Produto Interno Bruto (PIB) real 3,5% inferior à média de 2023, mantendo a perspectiva em relação à pesquisa anterior.

Compartilhar
Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

Continue scrollando para a próxima matéria…