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Vitalik quer tornar a Ethereum “Cypherpunk” novamente e propõe mudanças

Ele propõe várias soluções para reforçar essa visão, incluindo a adoção de rollups e outras tecnologias de escalabilidade para resolver desafios de escalabilidade, tornando a rede mais acessível.

Vitalik quer tornar a Ethereum “Cypherpunk” novamente e propõe mudanças

Recentemente, Vitalik Buterin, o co-fundador do Ethereum, tem feito nos últimos dias uma série de propostas que visam remodelar o futuro da blockchain. Nesse sentido, estas propostas visam abordar desde a revitalização da visão cypherpunk até a otimização do sistema de Prova de Participação (PoS).

Em seu artigo intitulado “Make Ethereum Cypherpunk Again”, Buterin relembra a visão original do Ethereum. Desse modo, enfatizando a importância de manter os valores cypherpunk de descentralização, resistência à censura e neutralidade credível.

Ele propõe várias soluções para reforçar essa visão, incluindo a adoção de rollups e outras tecnologias de escalabilidade para resolver desafios de escalabilidade, tornando a rede mais acessível. Ademais, Vitalik Buterin também destaca a necessidade de desenvolver novas soluções de privacidade, como Railway e Nocturne, para melhorar a privacidade e segurança na blockchain.

Além disso, ele sugere a implementação de abstração de conta para facilitar o uso do Ethereum e aumentar a flexibilidade, bem como o uso de provas de conhecimento zero para transações seguras e privadas. Por fim, Buterin encoraja a promoção de uma mentalidade cooperativa dentro da comunidade Ethereum, enfatizando a importância da colaboração.

Mudanças no sistema de validação

No que tange ao sistema de validação, Buterin propôs uma mudança significativa no sistema PoS do Ethereum. Desse modo, visando torná-lo mais gerenciável e eficiente. Ele sugere a redução do número de assinaturas de validadores por slot de cerca de 28.000 para aproximadamente 8.192.

A mudança simplificaria o sistema e melhoraria a resistência quântica, segundo Buterin. Para gerenciar melhor a carga de assinaturas, Buterin propõe soluções como pools de staking descentralizadas, um sistema de staking de dois níveis e participação rotativa com comitês responsáveis.

No primeiro, os pools, Buterin busca acabar com a exigência que cada validador possua uma grande quantidade de ETH para participar. Assim, busca permitir que múltiplos participantes contribuam com quantidades menores de ETH.

No segundo, Vitalik propõe a existência de dois tipos de stakers: os principais e os secundários. Os stakers principais seriam responsáveis por tarefas mais críticas e exigiram uma maior quantidade de ETH em stake. Enquanto os stakers secundários teriam responsabilidades menores e, consequentemente, requisitos de staking mais baixos.

Por fim, a participação rotativa refere-se a um sistema em que os validadores seriam organizados em comitês que rotacionam periodicamente. Cada comitê seria responsável por uma parte das tarefas de validação durante um determinado período, após o qual um novo comitê assumiria.

Ele também enfatiza a importância de focar na previsibilidade do desenvolvimento futuro do Ethereum, sugerindo que qualquer aumento no número de assinaturas deve ser considerado apenas quando a tecnologia estiver pronta para lidar com isso sem problemas.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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