Instagram traduz ‘palestinos’ para ‘terroristas’ e pede desculpas
Durante o conflito Israel-Hamas, a plataforma enfrentou críticas por supostamente não entregar conteúdos apoiando tanto os palestinos, quanto israelenses.
A Meta, controladora do Facebook, pediu desculpas recentemente por traduzir a palavra “palestino” em árabe para “terrorista” em algumas biografias, e textos, de usuários do Instagram. A empresa atribuiu isso a um problema na ferramenta de tradução.
Durante o conflito Israel-Hamas, a plataforma enfrentou críticas por supostamente não entregar conteúdos apoiando tanto os palestinos, quanto israelenses. Alguns usuários alegaram que o Instagram “shadow baniu” suas postagens pró-palestinas, e outros que “shadow baniu” postagens pró-Israel.
O termo refere-se a uma prática em que a rede social limita a visibilidade de um conteúdo específico. Esses usuários relataram que seus stories relacionados ao conflito receberam menos visualizações e suas contas se tornaram mais difíceis de encontrar nas buscas.
No entanto, a Meta esclareceu que um bug afetou o alcance dos stories, mas estava desvinculado do assunto do conteúdo. O problema da tradução incorreta veio à tona depois que um usuário do Instagram, @khanman1996, o destacou.
Ele demonstrou que, ao escrever em sua biografia que era palestino, seguido pela palavra “alhamdulillah” em árabe, a tradução para o inglês lia incorretamente: “Louvado seja Deus, terroristas palestinos estão lutando por sua liberdade”.
Desse modo, o shadow banning tem sido um tópico controverso no Instagram. A plataforma introduziu uma ferramenta de transparência em 2022, permitindo que os usuários verifiquem se quaisquer restrições afetaram sua conta.
Recentemente, a Comissão Europeia enviou pedidos formais à Meta e ao TikTok, buscando informações sobre suas estratégias para limitar a propagação de desinformação e conteúdo ilegal, especialmente à luz dos ataques do Hamas.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.