Finanças

Petrobras estuda investir na Venezuela após fim de sanções dos EUA, diz Prates

Além disso, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acredita que o governo Joe Biden enxerga a Venezuela como uma fonte alternativa de petróleo para o futuro.

Petrobras estuda investir na Venezuela após fim de sanções dos EUA, diz Prates
(FILES) In this file photo taken on February 18, 2020 a Brazilian flag is seen during a protest against layoffs outside Brazil's state-owned oil company Petrobras headquarters in Rio de Janeiro, Brazil. - Virtually headless for over a week, Brazil´s oil giant Petrobras goes through a moment of uncertainty after the scandal of the Lava Jato (Car Wash) investigation against corruption. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, declarou que, com o término das sanções americanas à Venezuela, a empresa estatal brasileira está seriamente considerando reinvestir no país vizinho, reconhecido por possuir as maiores reservas de petróleo do mundo. “Estamos reintegrando a Venezuela ao nosso mapa”, disse Prates, enfatizando que essa decisão não se baseia em afinidades ideológicas ou políticas.

No passado, a Petrobras já se associou à PDVSA, empresa estatal venezuelana. Em projetos de exploração de petróleo na Venezuela e na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Contudo, essa parceria não gerou os resultados esperados.

Além disso, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acredita que o governo Joe Biden enxerga a Venezuela como uma fonte alternativa de petróleo para o futuro, especialmente quando as reservas não convencionais dos EUA começarem a diminuir. Prates afirmou: “Os Estados Unidos estão olhando 30 anos à frente. A Venezuela é um dos países que têm condições de produzir as últimas gotas de petróleo do mundo. Se atrasar esse processo, vai perder o trem da história.”

Fim das sanções

A decisão dos EUA de suspender as sanções à Venezuela ocorreu após o compromisso do país sul-americano de realizar eleições livres sob supervisão internacional. Como parte desse acordo, o governo de Nicolás Maduro começou a libertar prisioneiros políticos.

Portanto, Jean Paul Prates acredita que a Venezuela necessitará de investimentos significativos para revitalizar sua debilitada indústria petrolífera e vê a Petrobras como uma potencial colaboradora nesse esforço, alinhada à visão de integração energética na América Latina.

Embora o presidente da Petrobras tenha expressado interesse em retornar à Venezuela, ele não especificou quais ativos seriam do interesse da empresa no país.

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(FILES) In this file photo taken on February 18, 2020 a Brazilian flag is seen during a protest against layoffs outside Brazil’s state-owned oil company Petrobras headquarters in Rio de Janeiro, Brazil. – Virtually headless for over a week, Brazil´s oil giant Petrobras goes through a moment of uncertainty after the scandal of the Lava Jato (Car Wash) investigation against corruption. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)
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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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