Criptomoedas

Binance pode ser indiciada por fraude nos EUA

Reportagem ainda destaca que o medo da promotoria é causar uma corrida de saques, prejudicando os clientes.

Binance pode ser indiciada por fraude nos EUA

Funcionários do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) estão considerando indiciar a Binance por fraude, segundo noticiado nesta quarta-feira (2) pelo Semafor. A reportagem, que diz ter entrado em contato com pessoas familiarizadas com o assunto, ainda destaca que o medo da promotoria é causar uma corrida de saques, prejudicando os clientes.

Ainda segundo a reportagem, os promotores estão considerando outras opções, como multas e acordos diferidos ou de não acusação. Esse caminho seria um compromisso, responsabilizando a Binance por suposto comportamento criminoso, ao mesmo tempo em que reduz os possíveis danos ao consumidor.

O debate destaca a natureza complicada e em rápida evolução da aplicação e regulamentação de criptomoedas nos EUA, onde as empresas operam em uma área legal cinzenta e os consumidores não desfrutam de nenhuma das proteções do sistema bancário tradicional.

A Binance e seu fundador, Changpeng Zhao, já estão enfrentando acusações apresentadas pela Securities and Exchange Commission, além da Commodity Futures Trading Commission. A queixa da SEC acusa Zhao e sua empresa de operar uma corretora não registrada nos EUA, e facilitar que os cidadãos dos EUA operem na plataforma.

Binance pode estar facilitando negociação na China, segundo WSJ

Além disso, o The Wall Street Journal também noticiou nesta quarta, que a China é o maior mercado da Binance. Contudo, desde setembro de 2021 a negociação de criptomoedas é ilegal no país.

No entanto, ainda de acordo com o WSJ, a própria Binance auxiliou os usuários a driblar os bloqueios no país para não perder usuários. Desse modo, os investidores supostamente usam VPN (redes virtuais privadas).

Ao WSJ, um porta-voz da exchange disse que “o site binance.com é bloqueado na China e não está acessível a usuários baseados na China”, mas não comentou sobre a suposta ajuda a usuários interessados em contornar o bloqueio.

Segundo a reportagem, a China conta com 900 mil usuários mensais na plataforma. Em um único mês, eles teriam movimentado cerca de US$ 90 bilhões, o equivalente a 20% do total.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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