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Globo conta sobre seus lançamentos de NFTs e o que esperar para o futuro

Ambos lançamentos foram apenas testes, e não terão continuidade na comunidade

Globo conta sobre seus lançamentos de NFTs e o que esperar para o futuro
The headquarters of Brazilian television network Rede Globo is pictured in Rio de Janeiro, Brazil May 3, 2018. REUTERS/Pilar Olivares - RC131B11DED0

A rede Globo participou de evento para falar sobre sua trajetória no mundo dos NFTs, ou colecionáveis digitais, em apresentação na primeira edição do Digital Finance Brasil. O evento foi uma iniciativa da Ethereum Brasil e Blockchain SP, e aconteceu no Campus da Universidade São Paulo, na USP.

A emissora já anunciou duas coleções de figurinhas digitais que utilizam a tecnologia blockchain. A primeira coleção estava relacionada ao programa The Masked Singer Brasil, transmitido em TV aberta, enquanto a segunda coleção foi referente à novela Todas as Flores, disponibilizada através da plataforma do Globo Play.

Durante o evento, porta-vozes da Globo falaram sobre suas coleções anteriores, o que está por trás do sucesso destes lançamentos, bem como o que esperar para o futuro. Entre os motivos citados por trás da adoção da tecnologia, está justamente a utilidade e sensação de identidade virtual que ela traz, conforme contam. Os NFTs foram construídos em blockchain da Eluv.io.

A apresentação ocorreu no palco intitulado “NFTs na Globo: experiência interativa na TV aberta e no Streaming”. No palco, estiveram Marceli Nunes e Douglas Melo, especialistas em tecnologia da Globo, além de João Nogueira, gerente de distribuição de conteúdo da empresa.

Globo e NFTs: o que está por trás dos lançamentos e o que esperar para o futuro?

Em entrevista, Douglas revela que o lançamento dos NFTs de Masked Singer foi algo pioneiro no país. O lançamento foi feito de forma gamificada durante TV aberta. O próprio programa possui uma interação com o público, que leva o espectador a buscar adivinhar quem é o cantor mascarado que está se apresentando no palco.

Douglas também comenta que ambos lançamentos foram apenas testes, e a equipe não vai dar continuidade na comunidade. Mas que serviu como métrica para avaliar os lançamentos futuros, que segundo ele, com certeza irão acontecer.

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“Esses foram dois projetos pilotos para avaliarmos a nossa hipótese de entrada no mercado. A partir do momento que lançarmos novos projetos vamos conseguir delinear como será isso mais para frente”, explica. “[os lançamentos foram feitos] Para entendermos como se comporta cada tipo de público, cada segmento. Essas duas experiências se encerraram ali mesmo”.

No que diz respeito à coleção de Masked Singer, a distribuição dos NFTs ocorreu como uma forma de premiar aqueles que participassem de um quiz durante o show, proporcionando-lhes a oportunidade de vivenciar a experiência de resgatar a arte digital.

“Quando fizemos as NFTs do Masked, nós já pensamos em fazer algo com uma abordagem simplificada. Com formas de pagamento em Pix, algo mais simplificado, e linguagem natural”, diz.

O que os NFTs da Globo ensinaram para a emissora?

Os NFTs de The Masked Singer Brasil continuam disponíveis em mercado secundário, e já acumulam grandes volumes de negociação, comentam os porta-vozes. Nesse sentido, a própria emissora concebeu a plataforma masked.nft.globo para a comercialização e interação do espectador com suas figurinhas virtuais.

Nesse caso, cada um deles possui uma arte em quatro versões, elencadas por raridade sendo Essencial, Raro, Épico e Mítico, em ordem do mais comum ao mais raro.
Por outro lado, os colecionáveis criados para a novela “Todas as Flores” foram disponibilizados gratuitamente aos assinantes anuais ou bianuais do streaming Globo Play.

Dessa forma, a própria plataforma foi responsável pela distribuição dos NFTs de Todas as Flores, enviando um link por meio de WhatsApp ou email para a base de assinantes da plataforma. Nele, os usuários que acompanharam a novela receberam um quiz sobre os personagens e, depois de respondidas as perguntas, o NFT.

“A oferta foi baseada no próprio recorte de assinantes, que consistem nos fãs do programa. A oferta primária foi feita pela participação da ativação pelo WhatsApp, mas caso o espectador quisesse um NFT poderia comprar de alguém que conseguiu no primário”, explica.

Em ambos os casos, ele comenta ser possível fazer uma ponte para um blockchain como a Ethereum, e comercializar no OpenSea. “É possível tecnicamente, mas não é o objetivo. Não foi algo que focamos neste teste”, diz. Conforme explica, não faria sentido fazer essa ponte, devido às altas taxas na rede da Ethereum. Segundo ele, o teste consistiu em observar a adesão da base de assinantes à tecnologia, e entender a melhor maneira de aplicar isso em futuras coleções.

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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