Radar Cripto

Lateralização e Ansiedade

O mercado está lateralizado e as incertezas deixam investidores ansiosos. Escalonar aquisições para dividir os riscos parece ser a melhor estratégia para o período.

Resumo

  • 👉 As duas últimas semanas (05/mar a 11/mar/2026) foram marcadas por uma lateralização após uma tentativa de quebra de resistência que não se sustentou;
  • 👉 Realized Profit/Loss Ratio seguiu abaixo de 1 no período, terminando em ~0,18;
  • 👉 Índice Fear / Greed fechou em 18, voltando para a zona de “medo extremo”;
  • 👉 LTH-SOPR fechou em 1.27 e tem se estabilizado nessa faixa com a maioria dos dias do período fechando com movimentos com prejuízo (<1) sugerindo stress também em holders mais antigos, mas ainda sem confirmação de “deep flush” clássico;
  • 👉 Pressão vendedora concentrada em STH (Short Term Holders) com STH-MVRV em 0,81 e STH-NUPL em -0,22, caracterizando capitulação técnica;
  • 👉 BTC abaixo do True Market Mean (~$78k) e orbitando acima da região do Realized Price (~$54k) como referência estrutural de custo-base. 
  • 👉 Transferência de bitcoin de mãos fracas (2024-2026) para mãos fortes vem consolidando uma base para próxima fase de alta, padrão observado em todos fundos históricos;
  • 👉 Abordagem tática parece continuar favorecendo a construção gradual, concentrando alocações em momentos de medo extremo e mantendo capital disponível para possível capitulação adicional de LTHs.

Introdução (Se você leu o relatório da semana passada, pode pular para o próximo tópico)

O início desse ciclo de queda do Bitcoin aparenta estar diretamente ligado ao risco mercado na atual turbulência de tarifas imposta pela “trade war” (e agora guerra de fato) do governo Trump, gerando uma rotação para safe havens tradicionais (ouro) e compressão de risco em ativos beta/alternativos — BTC incluso. Para o investidor brasileiro de BTC a queda é ainda mais enfatizada visto a desvalorização do dólar frente ao real – não por mérito do governo brasileiro, mas por política econômica norte-americana.  No artigo “A User’s Guide to Restructuring the Global Trading System”, publicado em novembro de 2024 pelo economista Stephen Miran, o economista sugere o uso de tarifas para obrigar outros países a negociar com os EUA. Além disso, defende que o dólar deve passar por um enfraquecimento moderado para diminuir o déficit da balança comercial e reindustrializar o país. Miran teve suas propostas acatadas e implementadas pelo presidente dos Estados Unidos no chamado “acordo de Mar-a-Lago”. Com isso, o dólar já acumula perda no índice DXY de ~10% desde o início de 2025.Lateralização e Ansiedade

Com altas incertezas, o mercado entrou em risk-off e, logo, o book sinalizou um “flight-to-quality” – não por menos o ouro teve um ganho de ~52% nos últimos 6 meses e uma correlação de -0.44 na comparação Bitcoin / Ouro. Infelizmente, o BTC ainda tende a operar como ativo de risco (correlação tática com equities/liq). Isso pressiona spot, perpetual funding e força hedge via opções.

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Não por menos as últimas semanas foram marcadas por rejeição em resistências de curto prazo e por renovação de aversão a risco no macro, mantendo o preço preso na zona de demanda (US$ 60-72k) das análises on-chain recentes. Após a capitulação do início de fevereiro (flush de liquidez e desalavancagem), o Bitcoin parece ter entrado em um regime de consolidação com alta volatilidade e baixa convicção direcional.

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O BTC oscilou entre US$ 63k e US$ 73k, com fechamento abaixo de zonas de pivô no curto prazo. A leitura de microestrutura é típica de fase de distribuição/absorção: compradores defensivos aparecem nos mergulhos, mas rallies são vendidos por oferta overhead (realização + hedge), o que comprime a assimetria de upside.

Em termos de níveis, o mercado continua polarizado: US$ 60–62k como região de “last resort bid” (liquidez + suporte psicológico) e US$ 69–72k como zona de rejeição recorrente. A quebra sustentada abaixo de 60k reabriria cenário de reteste de bases mais profundas; já uma recuperação acima de 72k exigiria confirmação via aumento de volume spot e open interest mais “limpo” (menos alavancagem frágil). 

ANÁLISE GRÁFICA DA SEMANA

Exatamente uma semana atrás rompemos a barreira de 72k, mas não houve a consolidação necessária, conforme era informado a necessidade em nosso relatório.

 

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Caso nessa próxima semana consigamos consolidar acima de 72k, devemos ver o preço do btc buscar a zona T1 Verde entre $75k e $78k. Caso contrário, devemos ver o preço continuar lateralizado ou mesmo retroceder para T1 Vermelho. 

É importante mencionar aqui que a detectação automática por IA identificou um canal decrescente no gráfico diário. Embora eu mesmo não concorde que é um canal decrescente claro (e provavelmente não marcaria), importante salientar que não são poucos os investidores e instituições que já se baseiam no algoritmo automático para análise gráfica. Estando correto, ou não, é possível que decisões de venda sejam realizadas com base nesse dado.

Sentimento

Nesta quarta-feira, 11/03, o índice Fear & Greed fechou com sentimento de “Medo Extremo” (18/100) na Bitbo e “Medo” (27/100) na Binance.

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Outros indicadores de efeitos psicológicos são menos desesperadores: O NUPL (a diferença entre o lucro não realizado relativo e a perda não realizada relativa) está em 17.43%, demonstrando um lucro não realizado baixo. Esse valor teria que pelo menos zerar para definirmos claramente uma capitulação.

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Já o Supply in Profit está em 52.86%, com pouco mais da metade do BTC em lucro. Embora muito próximo do momento de fundos histórico onde o Supply in Profit e Supply in Loss se cruzam, isso ainda não aconteceu.

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Fluxos institucionais (ETFs e funds)

No fluxo institucional, as semanas mantiveram o padrão de oscilações nas entradas e saídas de veículos regulados, consistente com um mercado em busca de piso: entradas pontuais em repiques e resgates em eventos de risco. Esse vai-e-vem é relevante porque, desde o lançamento dos ETFs spot nos EUA, o fluxo marginal se tornou um componente importante de suporte nos rallies e de amortecimento nos dips.

O pano de fundo também inclui relatórios semanais de fluxo que seguem indicando tendência recente de saídas em produtos de ativos digitais, o que reduz a probabilidade de breakout sustentado sem um catalisador novo (liquidez global, cortes de juros, ou choque positivo de demanda).

Strategy (“…em grego strateegia…”)

Só neste mês que mal iniciou a Strategy Inc. do Michael J. Saylor anunciou publicamente duas compras que somam 21.009 BTC, totalizando um saldo de 738.731 BTC, já possuindo quase 4% de todos BTC em circulação.

Ao todo, já são 148 empresas de capital aberto que possuem Bitcoin (com a Strategy representando 63% do total de Bitcoins de coorporações). 

Players institucionais deste calibre não existiam em outros ciclos e podem acabar por alterar o tempo que leva para chegarmos ao fundo ou ao próximo topo. O impacto exato que terão ainda não pode ser devidamente medido e é uma variável desconhecida que devemos tentar levar em consideração. 

On-chain: capitulação parcial ou fundo?

A leitura on-chain predominante é de defensividade: o BTC permanece “preso” em uma zona de demanda (US$ 60–72k), enquanto a oferta overhead acima de ~US$ 82k limita a continuidade dos repiques. Em termos práticos, o mercado ainda não sinalizou uma transição consistente para fase de expansão, e a dinâmica segue reativa — típica de períodos em que o preço precisa “trabalhar” o inventário de holders e desalavancar derivativos.

Contudo, alguns indicadores dão a entender que ainda podemos ver mais “derramamento de sangue”.

O que dizem os Indicadores?

O Stock to Flow(S2F) 10d e 463d, que demonstra a proporção entre a quantidade de um bem em existência com o quanto é gerado dentro de um determinado período, indica escassez elevada tanto no curto quanto no longo prazo com o S2F múltiplo de ambos indicarem 0.05, ou seja, que o preço segue muito (95%) abaixo do teórico do modelo.

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Contudo, o S2F por si só não serve como sinalizador. É necessário ler ele com os demais indicadores para não gerar um falso positivo.

Já a razão MVRV (Market Value by Realised Value) do Bitcoin em março de 2026 está em aproximadamente ~1,2, refletindo uma situação de subvaloração crítica. Este nível é extremamente importante na análise on-chain, pois indica que o preço de mercado está significativamente abaixo do custo médio ponderado dos investidores (Realized Price).

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Historicamente, contudo, os outros fundos foram marcados por valores inferiores a 1 (em vermelho no gráfico acima). Embora estejamos nos aproximando deste valor, esse sinal claro de um valor negativo ainda não tivemos em nenhum dia do período, sendo o menor valor diário alcançado até agora o de 0,63.

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De acordo com análises recentes, o MVRV Z-Score situa-se em 0,53, abaixo dos seus 365 dias de média (1,86) e da média histórica (1,72). Este posicionamento neutro é especialmente significativo quando consideramos que leituras negativas historicamente marcaram oportunidades de acumulação massiva em 2019, 2020 e 2023. Importante notar, contudo, que o MVRV Z-score atingiu valores negativos (abaixo do zero demarcado a direita do gráfico) no fundo dos últimos ciclos então, embora ele já demonstre que estamos adentrando uma zona de compra favorável, o Z-score também ainda não sinalizou este componente presente em outros fundos.

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O sharpe ratio mostra algo similar: estamos já em um momento adequado de compra, mas ainda não foi atingida a razão igual ou inferior a -1.5 que os últimos fundos obtiveram.

Outro indicador no mesmo sentido é Realized HODL Ratio, que mede se o mercado está sendo dominado por moedas recém-movidas demais em comparação com moedas mais antigas, no qual estamos em 948 e os fundos são geralmente marcados por valores abaixo de 350 (dentro da faixa verde). Apesar que as faixas parecem estar se aproximando do centro, o valor atual ainda parece longe demais de um fundo definitivo.

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Por fim, o Puell Múltiplo, que explora o mercado de ciclos da perspectiva de renda com mineração, também parece concordar que estamos próximos mas ainda não podemos declarar que chegamos no fundo. Mineradores são, praticamente, vendedores compulsórios em razão da sua necessidade de pagar custos fixos de energia e hardware em um mercado extremamente volátil. E essa informação é importante:

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Historicamente, os fundos de cada ciclo adentraram a faixa verde da métrica, algo que ainda não aconteceu (embora estejamos muito perto).

Checklist de “fundo” (heurístico)

Ponto-chave: em ciclos passados, fundos convincentes tendem a combinar:
(i) compressão de volatilidade após o flush;
(ii) retomada de demanda spot;
(iii) melhora gradual de métricas; e
(iv) reversão sustentada de fluxo em veículos regulados.

Hoje, temos sinais de (i) e parte de (ii), mas (iii) e (iv) ainda são inconsistentes.

Já o pano de fundo macro vem adicionando ruído: movimentos do dólar e a geopolítica comercial (em especial com as tarifas) influenciam diretamente o apetite global por risco. Embora o BTC tenda a performar melhor se o dólar enfraquece com condições financeiras mais favoráveis, se o dólar enfraquece por choque de risco/política comercial, a correlação pode quebrar temporariamente e o BTC sofrer junto com outros ativos de risco.

Para o investidor brasileiro, o “jogo” de macro também passa por juros domésticos elevados. Em cenários de Selic alta, definida em 15% pelo Copom do Banco Central para este ano, o custo de oportunidade de alocar em cripto aumenta (principalmente para estratégias sem hedge), e a demanda marginal tende a migrar para renda fixa. Os juros altos no Brasil também podem atrair capital estrangeiro via carry trade, podendo influenciar o câmbio e fazer o BTC ficar ainda menos interessante por ser precificado globalmente em dolar.

Perspectiva e cenários (curto prazo)

Cenário base (lateralização, mais provável): preço continua oscilando entre 60–72k, com volatilidade elevada e sem tendência clara. Estratégias típicas: range trading, compras escalonadas (DCA) e gestão de risco via tamanho de posição.

Cenário altista (reaceleração, menos provável): rompimento e sustentação acima de 72k com confirmação por volume spot e melhora de fluxo (ETFs/funds). Em geral, isso reduz probabilidade de reteste de 60k no curtíssimo prazo.

Cenário baixista (perda de suporte abrupto, menos provável): ao falhar quebra a resistência, podemos retroceder e acabar também falhando em manter 66–69k, podendo perder o suporte em ~65k, abrindo espaço para buscar liquidez mais abaixo. A perda do suporte em ~62k é improvável, mas não impossível. Nesse caso, o foco passa a ser preservação de capital e hedge (opções, reduzindo alavancagem, ou aumentando caixa).

O Clarity Act: Catalisador Regulatório 

Um dos principais catalisadores potenciais para a recuperação do mercado cripto em 2026 será o Digital Asset Market Clarity Act (Clarity Act), aprovado pela Câmara dos Representantes em julho de 2025 com apoio bipartidário expressivo (294 a 134). Embora a legislação tenha passado com margem confortável, seu status no Senado permanece incerto.

O Clarity Act busca resolver um problema central no mercado cripto americano: a falta de clareza jurisdicional entre a SEC (Securities and Exchange Commission) e a CFTC (Commodity Futures Trading Commission). A lei propõe atribuir a CFTC a jurisdição exclusiva sobre mercados spot de ‘digital commodities’, enquanto mantém a SEC responsável pelos ativos classificados como ‘investment contracts’.

Se aprovado, o Clarity Act poderia catalisar a participação institucional ao oferecer clareza legal e caminhos de conformidade predefinidos. JPMorgan sugere que a aprovação da lei poderia ser um catalisador significativo para os mercados cripto na segunda metade de 2026. No entanto, a legislação enfrenta resistência da indústria bancária tradicional, que teme, em especial, a competição de stable coins e projetos web3 que permitam recompensas por saldo parado (que, na prática, seriam juros) e empréstimos entre privados usando cripto como hedge.

No status atual, o Senado ainda não possui data confirmada para retomada das votações do Clarity Act. Os markups programados para janeiro de 2026 foram cancelados e este atraso mantém diversos investidores institucionais em estado de espera, aguardando clareza regulatória antes de alocar (mais) capital.

Conclusão

As coisas praticamente não mudaram desde o nosso último relatório. Podemos ter uma um inverno cripto prolongado ou podemos vivenciar uma primavera em breve, o ideal é se preparar para ambas possibilidades. 

AInda há dois cenários plenamente possíveis e promissores de formas distintas: o Bitcoin terá um novo ATH (“All time high” / Maior alta histórica) no futuro – o que significaria um ganho de ~100% mesmo para quem investir agora –  e, de forma não excludente, existe a possibilidade real de novos fundos até cerca de $32k caso caia de forma similar ao fundo do último ciclo (o que significaria um ganho potencial de mais de 400% para quem decidir esperar e acertar na aposta). 

Levando em consideração que as últimas três quedas (pico → fundo) levaram cerca de 1 ano e que as últimas três altas (fundo → topo com ATH) subsequentes levaram quase 3 anos cada, mesmo em caso de um inverno cripto severo, é possível dizer que um investimento agora já se justificaria para quem investe em valor e já percebeu o “fosso econômico” que protege o Bitcoin. Ou seja, quem estudou o Bitcoin o suficiente para acreditar que a rede possui uma grande vantagem competitiva sobre outras moedas e que, portanto, deve haver um novo ATH, já poderia considerar um ganho equivalente a um investimento com retorno de ~18% de juros anuais mesmo na pior leitura dos últimos ciclos de que o próximo ATH pode levar até 4 anos para acontecer.

Lateralização e Ansiedade

Lateralização e Ansiedade

Apesar de já estarmos em 158 dias desde a última máxima, é necessário lembrar-se que em abril de 2021 o Bitcoin estava em um topo de ~$ 64k e caiu para um fundo ~$ 29k, −54,9% em 97 dias, e depois formou um novo ATH de ~$ 68k em 113 dias. Movimento similar, embora improvável, pode acontecer (em especial com a ação de players institucionais como a Strategy ou com a aprovação abrupta do Clarity Act) e, neste caso, não haverá novas oportunidades de compra tão cedo.

Por outro lado, ter “gordura” sobrando para investir em novos fundos – algo mais provável visto que diversos indicadores ainda não apontam fundo e que apenas na vez acima mencionada o Bitcoin caiu mais que 50% e fez um rebounce é extremamente desejável. A verdade é que, em todos outros ciclos, ao chegar nesse nível de queda, o fundo foi de pelo menos ~77% do topo do ciclo anterior e esse tipo de informação é de comum acesso e afeta o psicológico e a tomada de decisão dos players minimamente estudados. Se o ciclo de 4 anos se confirmar mais uma vez, estariamos a recem chegando na metade do tempo de formação de fundo que, neste caso, aconteceria por volta de outubro deste ano.

Ainda, é preciso notar que cada novo fundo do Bitcoin parece ser percentualmente menor em relação ao anterior (até pela força dos investidores institucionais que adentraram o jogo)  e o mesmo pode ser dito em relação as altas: cada nova alta, apesar de ser maior em valores absolutos é menor percentualmente. É possível, a partir desses padrões, especular que, caso não haja um rebounce similar ao de 2021, que o fundo do ciclo atual será entre ~-67% a ~-76% do topo de $126k.

Para o investidor que quer fazer novas alocações, dividir as entradas ao longo deste período de medo extremo e incertezas, observando atenciosamente as mudanças no panorama cripto e geopolítico parece continuar sendo a melhor tática.

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Sobre o autor – Rodrigo Furtado foi Diretor de Patrimônio e Finanças da Câmara Municipal de Porto Alegre e é Investidor cripto desde 2015, tendo sido o criador do Bitcoin Pizza Day no RS e co-autor da lei que adicionou o dia do Bitcoin no calendário Municipal de Porto Alegre/RS. 

Sobre o autor
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