Visão Geral
A Carteira Satoshi encerra a primeira semana de julho com valorização acumulada de +71,68% em dólar e +75,84% em reais desde o início da estratégia, em 7 de maio de 2024. Mesmo com uma leve correção de -0,18% no dia, o desempenho anualizado permanece robusto, com +59,07%, superando os principais benchmarks globais.
Após um breve período com redução tática na exposição, onde mantivemos parte da carteira em caixa para eventuais oportunidades, realizamos a recompra total da posição em Bitcoin ao redor dos US$ 109 mil, retornando à alocação integral em BTC. Com isso, a carteira voltou a operar com 99,88% de exposição ao ativo. O preço médio consolidado da nova posição está em US$ 68.330,87, com ganho não realizado de +59,03% na cotação atual de US$ 108.664.
No acumulado de 2025, a Carteira Satoshi soma +15,43% de valorização, enquanto o Bitcoin apresenta performance semelhante, com +16,34% no mesmo período.
Alocações e Rentabilidade
No curto prazo, a carteira teve valorização de +2,98% no mês, frente aos +3,78% do BTC, +5,86% do Nasdaq e +5,17% do S&P500. Nos últimos 3 meses, o portfólio acumulou +28,61%, contra +29,64% do BTC, +32,16% do Nasdaq e +23,75% do S&P500.
Em 6 meses, a Carteira Satoshi avança +9,79%, superando o Nasdaq (+4,99%) e o S&P500 (+5,67%) e mantendo paridade com o desempenho do Bitcoin (+10,65%).
Desde o início da alocação, a carteira acumula +71,68% de retorno em dólar, praticamente em linha com o BTC (+72,89%) e com desempenho amplamente superior ao Nasdaq (+23,57%), ao S&P500 (+19,39%) e ao ETH, que ainda apresenta queda acumulada de -17,16%.
Perspectivas de Mercado
Após um período de lateralização nas reservas entre maio e junho, os grandes participantes da rede voltaram a atuar de forma mais ativa no lado comprador — movimento que, historicamente, indica redução da aversão ao risco e costuma antecipar fases mais expressivas de valorização. Essa dinâmica ocorre em um momento em que o sentimento de mercado permanece neutro e as métricas de risco estão aliviadas, formando um ambiente propício para a construção de uma nova pernada de alta.
Embora ainda possamos observar alguns dias de consolidação antes de um rompimento definitivo, a estrutura técnica segue positiva. O preço permanece acima do canal de baixa rompido anteriormente, o que é um fator técnico relevante para a sustentação do atual viés altista. No curto prazo, o Bitcoin continua oscilando dentro das três faixas de lateralização marcadas no gráfico, mas agora se aproxima da extremidade superior dessa estrutura.
Caso consigamos manter fechamentos diários acima da região dos US$ 108.200, o cenário mais provável é o rompimento dessa faixa e a busca por uma nova máxima histórica.
Do lado on-chain, há sinais de retomada da demanda aparente, especialmente após uma desaceleração observada ao longo de junho. Leituras positivas nas próximas sessões podem reforçar os fundamentos para continuidade do movimento de alta, sobretudo se acompanhadas por maior fluxo no mercado spot. O comportamento do mercado futuro também contribui para esse cenário.
A antiga parede vendedora entre US$ 108 mil e US$ 110 mil foi consumida com pressão compradora vinda do mercado à vista, abrindo espaço para um aumento expressivo nas liquidações de posições vendidas. Ainda existe uma pequena barreira na região de US$ 107.900, mas a ausência de distorções no funding rate mostra que o mercado futuro não apresenta desequilíbrios extremos neste momento.
Com os olhos voltados para o mercado spot, bastará um incremento adicional na pressão compradora para que o Bitcoin avance em direção à antiga máxima histórica. A combinação de fundamentos on-chain, estrutura técnica consolidada e ausência de excesso especulativo cria um cenário cada vez mais construtivo para a continuação do ciclo de alta nos próximos meses.
Estrutura de Mercado de Curto Prazo
O Painel de Risco de Curto Prazo do BlockTrends PRO reforça a leitura de melhora estrutural no curto prazo. O cruzamento positivo do preço do Bitcoin acima do Realized Price <1M completou mais de 10 dias consecutivos em sinal de alta (bull signal), o que historicamente marca fases de retomada de tendência.
Nas métricas on-chain, o SOPR (7DMA) dos holders de curto prazo subiu para 1,0082, o maior patamar em quase dois meses. Apesar disso, a linha azul do indicador segue em trajetória de topos e fundos descendentes desde maio, sem apresentar uma reversão clara da tendência. A leitura atual sugere realização de lucros moderada, mas ainda sem euforia.
O NUPL dos STHs também avançou, atingindo 0,0585, reforçando a permanência na zona de otimismo moderado. No entanto, a linha azul do indicador ainda se encontra abaixo dos topos anteriores, mantendo o padrão de enfraquecimento estrutural iniciado em maio. O movimento recente representa mais um alívio técnico do que um rompimento definitivo.
O MVRV dos STHs subiu para 1,0996, o que indica que o investidor de curto prazo está, em média, com quase 10% de lucro não realizado. No entanto, a linha azul também mantém o padrão de topos e fundos descendentes. Apesar do valor absoluto elevado, a tendência ainda não sinaliza convicção suficiente para o início de uma nova fase de euforia.
No modelo de volatilidade, a compressão segue ativa (volatility squeeze), e embora ainda não tenhamos uma expansão clara, os preços continuam sustentando a estrutura de alta, o que aumenta a probabilidade de um movimento direcional nos próximos dias.
Resumo das métricas principais:
- Realized Price <1M: bull signal ativo (10/10);
- SOPR STH (7DMA): 1,0082 – leve realização de lucros, sem excesso;
- NUPL STH: 0,0585 – otimismo moderado, mas sem rompimento estrutural;
- MVRV STH: 1,0996 – em lucro, mas com padrão técnico ainda fragilizado;
- Volatilidade: compressão ativa, indicando possível breakout próximo.
Estrutura de Mercado de Longo Prazo
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