Visão Geral
A Carteira Satoshi encerra a semana com uma queda de -3,15% no dia, refletindo a elevação de tensões no Oriente Médio após o forte movimento de alta na semana passada. Ainda assim, o desempenho acumulado segue robusto: +67,56% de valorização em dólar desde o início da alocação, com um retorno em reais de +76,39% — mantendo a carteira bem posicionada frente aos benchmarks tradicionais.
A exposição permanece quase integral em Bitcoin, com 99,92% de alocação no ativo. O custo médio da posição segue em 64.146,05, enquanto o BTC está sendo negociado atualmente a 105.266,00, o que gera um ganho não realizado de +64,10%. No acumulado de 2025, a carteira registra alta de +12,66%, em linha com a valorização do próprio Bitcoin (+12,69%), mantendo a consistência da estratégia ao longo do ano.
Alocações e Rentabilidade
A Carteira Satoshi segue apresentando desempenho superior frente aos benchmarks do mercado tradicional. Em 1 mês, a carteira valorizou +1,05%, acompanhando o BTC (+1,07%), com performance superior ao S&P500 (+2,05%) e ao Nasdaq (+2,66%).
Nos últimos 3 meses, o portfólio acumula +29,82%, próximo ao retorno do BTC (+29,88%) e com ampla vantagem sobre o Nasdaq (+12,78%) e o S&P500 (+8,79%). No horizonte de 6 meses, a Carteira Satoshi mantém alta de +3,75%, mesmo com os principais índices apresentando retração: Nasdaq com -2,07% e S&P500 com -0,73%.
Desde o início da alocação, o retorno acumulado é de +67,56%, superando todos os benchmarks, incluindo o Bitcoin (+67,46%), e deixando para trás o desempenho de Nasdaq (+15,29%) e S&P500 (+12,75%), o que reforça a eficiência da estratégia de exposição total ao BTC.
Perspectivas de Mercado
Mais uma vez nos deparamos com um evento de natureza geopolítica impactando diretamente a estrutura de curto prazo do mercado de Bitcoin. Como em episódios anteriores, a reação inicial do preço está relacionada à busca sistemática por liquidez diante de um aumento no sentimento de aversão ao risco, sobretudo quando há risco percebido sobre cadeias de suprimentos globais. É por isso que ativos como petróleo, tradicionalmente expostos a choques logísticos, também reagem com alta — como vimos recentemente.
No entanto, o comportamento do Bitcoin nesses eventos segue um padrão de reprecificação assimétrica. Após o movimento inicial de realização e liquidação, o mercado precifica a resposta dos governos: aumento de gastos com defesa, ampliação de déficits fiscais, financiamento por meio de impressão monetária e expansão de crédito. Esse ciclo expõe as fragilidades do sistema fiduciário, o que tende a reforçar a tese de alocação no Bitcoin como ativo monetário escasso e resistente à inflação.
Monitoramos 16 eventos geopolíticos significativos desde 2014 e, em todos eles, o Bitcoin não apenas se recuperou integralmente, como superou o desempenho do ouro em média nos 120 dias seguintes. Contudo, é natural que, no curto prazo, o Bitcoin apresente volatilidade elevada — por ainda ser percebido, em parte, como ativo de risco — principalmente em ambientes com baixa liquidez nas exchanges de negociação spot e dominância de movimentos originados no mercado futuro.
Nas últimas 24 horas, presenciamos a maior onda de liquidações do mercado de criptoativos desde dezembro de 2023. Mais de US$ 1 bilhão em contratos futuros foram liquidados, sendo US$ 250 milhões apenas em posições compradas em Bitcoin, após os ataques de Israel contra o Irã. A amplitude do movimento no preço foi inferior a 3%, o que revela o alto nível de alavancagem e concentração de posições com preços de liquidação próximos entre si.
Esse tipo de dinâmica, associada à neutralidade atual na estrutura técnica, gera um ambiente com baixa previsibilidade e ausência de viés direcional claro. Seguiremos detalhando os desdobramentos no painel de curto prazo a seguir, mas, por ora, mantemos nossa alocação inalterada.
Seguimos construtivos no médio e longo prazo. Os principais indicadores de ciclo ainda apontam espaço para valorização antes da conclusão do atual movimento de alta. Mesmo sem tendência clara nos próximos dias, o contexto macro e os fundamentos on-chain ainda favorecem o viés positivo estrutural. Permanecemos atentos, com foco na preservação de capital e prontidão para ajustes táticos caso surjam sinais confirmados de reversão.
Estrutura de Mercado de Curto Prazo
O Painel de Risco de Curto Prazo do BlockTrends PRO segue sinalizando um ambiente que exige atenção, especialmente após a reversão técnica observada nos últimos dias. O cruzamento negativo entre o preço do Bitcoin e o Realized Price das moedas com menos de 1 mês reforçou o sinal de alerta (bear signal), com o ativo perdendo força após a tentativa de rompimento da faixa de US$ 110 mil, embora ainda não tenha passado os 5 dias de espera de confirmação que adotamos para este indicador.
Nas métricas on-chain, o SOPR dos holders de curto prazo permanece em patamar elevado (1,06), indicando que ainda há realização de lucros em curso. O NUPL dos STHs recuou levemente e retornou para a zona neutra, indicando um alívio temporário na pressão compradora sem sinais claros de euforia. O MVRV, por sua vez, se manteve estável em níveis elevados (1,17), sem entrar na zona crítica, mas ainda em linha com topos locais de ciclos anteriores.
O cenário de compressão de volatilidade também permanece ativo, conforme indicado pelo modelo de Vol Squeeze. Isso reforça a possibilidade de movimentos mais bruscos nos próximoas dias, o que requer atenção redobrada na gestão de risco.
Resumo das métricas principais:
- Realized Price <1M: cruzamento negativo (bear signal);
- SOPR STH (7DMA): 1,06 – em zona de realização de lucros;
- NUPL STH: 0,31 – ainda em zona elevada, com leve alívio recente;
- MVRV STH: 1,17 – elevado, mas fora da zona crítica;
- Volatilidade: compressão ativa (volatility squeeze).
A estrutura do mercado se mostra fragilizada no curtíssimo prazo, com sinais técnicos e comportamentais apontando para exaustão de curto prazo. Diante disso, é prudente manter uma postura mais defensiva, evitando novas exposições até que o preço se estabilize acima do RP<1M com confirmação técnica adicional.
Estrutura de Mercado de Longo Prazo
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