Radar Cripto

Carteira Altfolio – Atualização #34

A Carteira Altfolio vem se destacando em termos de rentabilidade, superando os índices Nasdaq e S&P 500 — ficando atrás apenas do Bitcoin no desempenho atual.

Visão Geral

Nesta semana, a Carteira Altfolio manteve sua estratégia, com a maior parte da rentabilidade ainda concentrada no Bitcoin. As altcoins seguem sem demonstrar força significativa, o que pode mudar caso haja uma queda na dominância do Bitcoin — movimento possível, mas que pode levar mais tempo do que muitos investidores esperam.

O mercado agora projeta o próximo corte de juros apenas para setembro, o que sugere que o fluxo de liquidez para ativos de maior risco deve se intensificar apenas no último trimestre de 2025.

Diante desse cenário, seguimos com uma alocação de 40% em Bitcoin, refletindo nossa convicção de que ele ainda oferece a melhor relação risco/retorno entre os criptoativos. Mantemos também posições relevantes em Solana e Sui, dois protocolos que seguem com forte atividade on-chain e se consolidam como protagonistas do ecossistema cripto.

Desde sua criação, em 19 de setembro de 2024, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 48,93% em dólar. No comparativo com os principais benchmarks, é superada apenas pelo próprio Bitcoin, que subiu 76,93% no período. Em contrapartida, supera com ampla vantagem os índices tradicionais: a Nasdaq avançou 5,35% e o S&P 500 apenas 2,33%.

Carteira Altfolio – Atualização #34

Alocações e Rentabilidade

Desde seu lançamento, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 48,93% em dólar. Em reais, o desempenho é ainda mais expressivo, superando os 55%, impulsionado pela forte desvalorização do real ao longo do período.

Atualmente, mantemos 3,7% da carteira alocados em USDT, adotando uma postura cautelosa. Essa reserva estratégica nos garante flexibilidade para aproveitar possíveis correções de mercado, que seguimos considerando prováveis nos próximos meses.

No cenário macroeconômico, a alta dos juros longos nos Estados Unidos e no Japão acende um sinal de alerta. Esse movimento pode se tornar um risco relevante, exigindo, mais uma vez, a intervenção do Fed por meio da recompra de títulos e expansão do balanço — o que implicaria em mais emissão de moeda. Esse tipo de ambiente tende a beneficiar ativos de risco, especialmente as altcoins, que historicamente se valorizam em ciclos de liquidez abundante.

Ainda assim, é importante destacar que o investimento em altcoins carrega um nível de risco significativamente mais elevado. Muitos desses projetos dependem de funding de venture capital, possuem estruturas centralizadas e transparência limitada. Já o Bitcoin, neste ciclo, se consolida como um ativo com perfil de risco mais controlado, com crescente adoção por parte de investidores institucionais, governos e fundos soberanos.

Carteira Altfolio – Atualização #34

O Varejo compra Altcoins

No mercado cripto, o principal comprador de altcoins costuma ser o investidor de varejo — geralmente em seu primeiro ciclo, começando a explorar conceitos como DeFi, Web3 e redes blockchain. Apesar de o Bitcoin já ter superado seu topo histórico, atingindo cerca de US$ 112 mil, ainda observamos uma baixa procura pelo termo “Bitcoin” no Google. Isso indica que a demanda atual é, em grande parte, impulsionada por investidores institucionais, que já possuem maior familiaridade com o mercado.

Quando o varejo finalmente começar a entrar de forma mais expressiva, é provável que vejamos uma migração de capital para tokens como Solana, Sui e Ethereum — ativos com forte presença no ecossistema cripto e com bom potencial de valorização em ciclos de alta.

Carteira Altfolio – Atualização #34

 

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BlockTrends
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