Visão Geral
Nesta semana, a Carteira Altfolio voltou a registrar uma forte valorização, após ter sido pressionada desde janeiro pelas tarifas impostas por Donald Trump e pelo cenário macroeconômico global. Apesar do retorno da euforia no curto prazo, os dados de busca por criptomoedas e por Bitcoin ainda estão distantes dos picos de ciclos anteriores, sugerindo que o varejo segue majoritariamente fora do mercado.
Diante desse contexto, mantemos uma exposição de 37,3% em Bitcoin, refletindo nossa convicção de que, neste momento, o ativo oferece a melhor relação risco/retorno em comparação com as altcoins. Também seguimos bem posicionados em Solana e Sui, protocolos que continuam apresentando forte atividade on-chain e se consolidam como protagonistas no ecossistema cripto.
Desde sua criação, em 19 de setembro de 2024, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 49,07% em dólar. No comparativo com os principais benchmarks, foi superada apenas pelo próprio Bitcoin, que avançou 65,86% no período. Por outro lado, a Altfolio supera com ampla vantagem os índices tradicionais: a Nasdaq acumula alta de 5,63%, enquanto o S&P 500 registra apenas 3,18%.
Além disso, Ethereum e Lido Finance começaram a apresentar melhor performance na última semana, impulsionadas pela atualização Pectra — um movimento que pode contribuir positivamente para os resultados da carteira nas próximas semanas.
Alocações e Rentabilidade
Desde seu lançamento, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 49,07% em dólar. Em reais, o desempenho é ainda mais expressivo, superando os 55%, impulsionado pela significativa desvalorização do real no período.
Atualmente, mantemos 3,7% da carteira alocados em USDT, adotando uma postura cautelosa. Essa reserva estratégica nos dá flexibilidade para aproveitar eventuais correções de mercado, que ainda consideramos possíveis nos próximos meses.
No cenário macroeconômico, a trégua de 90 dias na guerra comercial entre Estados Unidos e China pode aliviar tensões e favorecer ativos de risco no curto prazo. Além disso, o CPI divulgado hoje surpreendeu positivamente, registrando inflação anual de 2,3%, muito próxima da meta de 2% do Fed.
É importante lembrar que investir em altcoins envolve um nível de risco significativamente maior. Muitos desses projetos estão atrelados a fundos de venture capital, possuem equipes centralizadas e estruturas menos transparentes. O Bitcoin, por sua vez, apresenta um perfil de risco mais controlado neste ciclo, com crescente demanda por parte de investidores institucionais, países e fundos soberanos.
Crescimento da Solana
Nos últimos 12 meses, os dApps construídos na Solana geraram US$ 2,9 bilhões em receita — um valor que supera com folga os US$ 1,8 bilhão arrecadados por todas as outras redes combinadas.
Isso representa um volume mais de 60% superior ao das concorrentes somadas, reforçando a Solana como uma das principais blockchains em geração de receita no universo das aplicações descentralizadas.
Dentro desse número, é possível identificar períodos marcados por grande euforia na rede — momentos em que a atividade disparou e contribuiu significativamente para o resultado. Embora esses picos possam gerar alguma distorção no dado acumulado, o crescimento consistente da Solana ao longo do tempo mostra que a rede vem expandindo sua capacidade e mantendo uma base sólida de uso real.
Nos últimos sete meses, a Solana tem superado todas as outras blockchains combinadas em receita gerada por dApps — um sinal claro de sua força no mercado.Em abril, a rede conquistou 57% de participação de mercado, reforçando sua posição como um dos ecossistemas mais atraente para desenvolvedores.
O ponto alto veio em janeiro, durante a euforia em torno dos memecoins inspirados em Donald Trump e Melania, quando a Solana chegou a concentrar impressionantes 77% de toda a receita do setor.




