Resumo
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Pectra será a maior atualização da Ethereum desde o Dencun, com foco em experiência do usuário, escalabilidade e eficiência no staking, prevista para 2025;
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O EIP-7702 traz a “abstração de contas” que transforma carteiras em contratos inteligentes temporários, facilitando o uso para o público geral;
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EIPs 7251 e 7002 modernizam o staking, permitindo maiores valores por validador (até 2.048 ETH) e ajustes de saldo sem precisar sair da rede — beneficiando protocolos como a Lido Finance;
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A Lido Finance tende a ser diretamente favorecida com essas mudanças, ganhando mais eficiência, liquidez e potencial de atrair capital institucional;
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Pectra dobra o espaço para blobs, melhorando drasticamente o desempenho e custo das L2s como Arbitrum e Optimism, reforçando a separação entre execução (L2) e liquidação (L1);
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A atualização se encaixa na visão de longo prazo da Ethereum, atuando nas fases “Surge” e “Splurge” da roadmap, com foco em modularidade e escalabilidade;
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Ethereum se tornou deflacionária no curto prazo, com inflação anual de -0,53%, o que pode se tornar um driver de valorização se a queima de tokens continuar;
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Apesar dos avanços, a Ethereum enfrenta riscos importantes, como falta de eventos catalisadores, fraco fluxo de capital institucional via ETFs e riscos técnicos das atualizações;
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A concorrência está mais agressiva, com blockchains como Solana, Sui, Sei e Aptos ganhando espaço por oferecerem maior velocidade e menor custo operacional;
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Ethereum pode ter um bom momento no próximo ciclo, mas exige uma postura estratégica: exposição gradual, gestão de risco e consciência do cenário competitivo.
O que é a atualização Pectra?
O Pectra é a 16ª atualização da rede Ethereum, programada para entrar em vigor em 2025. O nome vem da combinação das atualizações Prague (camada de execução) e Electra (camada de consenso). O Pectra inclui 11 EIPs (Propostas de Melhoria da Ethereum) e é considerado a maior atualização desde o Dencun.
O foco principal é:
Melhorar a experiência do usuário;
Tornar o staking mais eficiente;
Aumentar a escalabilidade da rede, especialmente para soluções de camada 2.
A atualização Pectra é parte da evolução contínua da Ethereum, que busca tornar a rede mais rápida, econômica e fácil de usar para todos — de usuários iniciantes a desenvolvedores experientes.
As equipes de desenvolvimento também enxergam a Pectra como um avanço na coordenação entre as diferentes camadas da rede. A combinação de melhorias nas camadas de execução e consenso reflete uma maturidade institucional crescente, com foco na agilidade e coesão das decisões técnicas.
Essa acaba sendo mais uma atualização das várias que a rede Ethereum acabou executando nos últimos 3 anos, se ela será benéfica para o token será algo que poderá ser visto apenas no futuro.
Mesmo assim, olhando para a questão de preço, Ethereum aparenta estar em uma boa posição de compra, o que não significa que irá valorizar mais do que o Bitcoin.
Contas Inteligentes e Abstração: A Evolução das Carteiras
Um dos destaques do Pectra é o EIP-7702, proposto por Vitalik Buterin. Ele introduz uma nova forma de abstração de conta, permitindo que carteiras normais se comportem como contratos inteligentes temporários.
Exemplo do dia a dia para melhorar o entendimento:
Imagine que você vai pagar um lanche com criptomoeda.
Hoje, você precisa autorizar o pagamento, aprovar a taxa de rede e, em alguns casos, assinar múltiplas transações.
Com o EIP-7702, você pode:
Agrupar tudo isso em uma única transação;
Ter a taxa de rede paga por outra pessoa (ex: o próprio app);
Adicionar um sistema de recuperação de conta, caso perca sua chave privada.
É como passar um cartão com aproximação em vez de preencher vários formulários para pagar. Isso aproxima as carteiras Ethereum da experiência de apps tradicionais, facilitando a adoção por novos usuários. Do ponto de vista técnico, o EIP-7702 também representa uma escolha estratégica. Ele foi preferido em relação a outras propostas porque mantém compatibilidade com os padrões já utilizados por carteiras com abstração de conta, como o ERC-4337. Isso evita a fragmentação do ecossistema, preserva as infraestruturas já implementadas e garante uma transição mais suave tanto para usuários quanto para desenvolvedores.
Staking Mais Flexível e Acessível
O staking na Ethereum passará por grandes mudanças com o Pectra, principalmente por dois EIPs:
EIP-7251 (MaxEB): aumenta o limite de stake de 32 ETH para 2.048 ETH por validador;
EIP-7002: permite que validadores aumentem ou reduzam seus saldos sem sair da fila ou parar de validar blocos.
Exemplo do dia a dia:
Pense no staking como um investimento em CDB com liquidez diária. Antes, você tinha que sacar tudo para alterar o valor investido. Agora, com essas mudanças, será como uma conta digital onde você pode adicionar ou retirar valores em tempo real — com mais liberdade e menos fricção. Isso beneficia tanto grandes instituições (que agora podem operar com menos validadores) quanto usuários individuais, que verão mais eficiência na rede.
Além disso, o aumento do limite por validador reduz o número total de validadores necessários para o mesmo volume de stake, o que simplifica a operação da rede e melhora a escalabilidade do sistema de consenso. Ao mesmo tempo, o EIP-7002 representa um passo importante na modularização das funções de staking, dando aos operadores mais autonomia sem comprometer a segurança ou exigir saídas completas do protocolo.
Lido Finance é beneficiada com a atualização
As mudanças trazidas pelos EIPs 7251 e 7002 no upgrade Pectra da Ethereum podem beneficiar diretamente a Lido Finance, que opera como o principal protocolo de staking líquido da rede.
Com o aumento do limite de stake por validador de 32 ETH para 2.048 ETH, a Lido poderá consolidar mais ETH por validador, reduzindo o número necessário para manter sua operação.
Isso traz ganhos operacionais importantes, como menor complexidade técnica, custos reduzidos e maior eficiência na gestão da infraestrutura.
Já o EIP-7002, ao permitir que validadores ajustem seus saldos sem sair da fila ou interromper a validação de blocos, oferece à Lido mais flexibilidade para lidar com entradas e saídas de usuários, garantindo mais agilidade e liquidez ao protocolo.
Essa nova dinâmica operacional simplifica a arquitetura da Lido, torna o staking líquido mais responsivo e aumenta a resiliência do sistema. Além disso, melhora a atratividade do protocolo para grandes instituições e players institucionais, que agora encontram um ambiente mais eficiente, previsível e escalável para alocar capital.
Esse resultado poderá ter impacto diretamente no Total de Valor Bloqueado (TVL) da Lido Finance, fazendo com que o protocolo capture mais valor com o tempo.
Escalabilidade: Melhor Integração com as Camadas 2
O Pectra melhora a escalabilidade ao dobrar o espaço para blobs (dados temporários utilizados por soluções de camada 2, como Arbitrum e Optimism). Isso significa:
Mais espaço para transações L2;
Menores taxas;
Maior velocidade para os usuários;
Na prática, isso melhora o desempenho de aplicativos como:
DEXs (ex: Uniswap);
Jogos blockchain;
Marketplaces de NFTs;
Além disso, fortalece o papel das L2 como ponte entre usuários e a rede principal, tornando a experiência mais fluida e barata.
Esse movimento reforça uma direção clara: a camada 1 da Ethereum está cada vez mais otimizada para ser uma base de liquidação, enquanto a experiência de usuário e a execução cotidiana migram para soluções L2. Isso representa uma separação estrutural entre desempenho e segurança, permitindo que a Ethereum escale globalmente sem comprometer seus princípios de descentralização.
O Papel do Pectra na Visão de Longo Prazo da Ethereum
O Upgrade Pectra não é uma atualização isolada — ele se insere em uma visão estratégica de longo prazo da Ethereum, dividida em seis fases:
The Merge: transição para Proof of Stake;
The Surge: escalabilidade com rollups e blobs;
The Scourge: neutralidade e resistência à censura;
The Verge: otimização de armazenamento com Verkle Trees;
The Purge: remoção de dados antigos e complexidades;
The Splurge: inovações e melhorias contínuas.
O Pectra atua principalmente na Surge e na Splurge. Ele representa o compromisso da Ethereum com uma infraestrutura descentralizada, segura e adaptável.
A rede está sendo moldada para funcionar como uma base confiável para finanças globais, identidade digital, jogos, arte, e muito mais.
Além dos avanços técnicos, o upgrade reforça a narrativa da Ethereum como um projeto em constante evolução, guiado por princípios de sustentabilidade, modularidade e liberdade de escolha para usuários e desenvolvedores.
No todo esse acaba sendo o grande discurso da Ethereum, mas na prática, isso tem que ter o efeito de criação de valor e quando falamos de um mercado voltado para tecnologia,estamos falando de uma corrida por aperfeiçoamento, a Ethereum por anos correu essa maratona sem competidores e no atual momento de mercado vem vendo Solana, SUI, SEI, Aptos, entre outros.
Essa atualização pode se tornar mais uma que melhora a utilização da Ethereum, mas não captura valor e como dissemos anteriormente
Ethereum se tornou deflacionário?
A atualização Pectra reduziu a inflação anual do ETH de 0,7% para -0,53%, tornando o ativo deflacionário no curto prazo. Desde o The Merge, essa foi a maior redução de oferta já registrada.
Essa mudança pode funcionar como um catalisador de preço para o token, mas ainda levanta questionamentos — especialmente porque, com a novidade, tokens de redes Layer 2 poderão ser utilizados como taxa de gás, o que pode impactar a demanda direta por ETH.
Como citado, esse é um movimento de curto prazo, mas se essa dinâmica de queima de tokens ETH for mantida nos próximos meses, estamos falando de um token que irá ter uma deflação, frente a maioria dos tokens de mercado tendo inflação (incluindo Solana e Sui), isso realmente pode ser um driver promissor para rede tendo em vista que com o tempo teremos cada vez menos ETH no mercado.
Chegou a hora de comprar Ethereum?
A Ethereum pode, sim, encontrar um novo driver de alta nos próximos meses, especialmente diante de um cenário macroeconômico mais favorável. A expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e a possibilidade de crescimento da base monetária em diversas economias globais criam um ambiente propício para a valorização de ativos de risco.
Até agora, não vimos uma corrida significativa por Ethereum neste ciclo, mas esse movimento pode ganhar força à medida que a liquidez global aumenta.
No entanto, é fundamental reconhecer que a Ethereum hoje apresenta um perfil de risco maior do que em 2021. A concorrência com blockchains como Solana e Sui se intensificou, a dominância institucional ainda é baixa em comparação com o Bitcoin, e os fluxos para os ETFs de ETH têm sido modestos.
Enquanto isso, o Bitcoin vem sendo adotado por ETFs, empresas e até estados norte-americanos, o que confere ao BTC uma camada adicional de legitimidade e estabilidade que o ETH ainda não conquistou totalmente.
Diante desse contexto, o ideal para quem deseja se expor à Ethereum é adotar uma estratégia cautelosa: realizar aportes fracionados ao longo do tempo e manter caixa disponível para aproveitar eventuais correções de mercado.
Os riscos atrelados a Ethereum
Apesar da retomada do entusiasmo com as atualizações da Ethereum, como o Pectra, é importante destacar os riscos ainda presentes no ecossistema. A rede enfrenta atualmente uma combinação de fatores que limitam seu crescimento no curto prazo. Entre eles, a falta de eventos catalisadores realmente fortes — como grandes integrações institucionais ou novos casos de uso em massa — deixa o mercado dependente de narrativas técnicas, que muitas vezes não são suficientes para sustentar o interesse do varejo.
Além disso, o fluxo vindo dos ETFs de ETH, que poderia ser um motor relevante de valorização, tem sido fraco, especialmente se comparado ao impulso gerado pelos ETFs de Bitcoin.
Isso sugere uma demanda institucional ainda tímida por Ethereum, refletindo uma percepção de menor clareza regulatória ou menos confiança no ativo em relação ao BTC.
Outro ponto de atenção é a concorrência cada vez mais forte de blockchains como Solana e Sui, que oferecem maior velocidade, taxas mais baixas e uma experiência de usuário mais fluida, atraindo desenvolvedores e liquidez em setores estratégicos como DeFi e NFTs.
Mesmo com a promessa de melhorias de escalabilidade e eficiência trazidas por EIPs como o 7251 e o 7002, há o risco de que essas mudanças sejam percebidas como tardias frente à evolução rápida de ecossistemas concorrentes.
Além disso, toda atualização de protocolo traz riscos técnicos — bugs imprevistos, falhas na execução ou impactos adversos na dinâmica de incentivos — que podem comprometer temporariamente a segurança ou a estabilidade da rede. Assim, apesar das inovações, a Ethereum segue em um momento de transição delicado, onde precisa equilibrar a necessidade de evoluir com a urgência de defender sua liderança frente a blockchains mais ágeis e agressivas.




