Visão Geral
Nesta semana, a Carteira Altfolio voltou a se recuperar, após ter sido impactada negativamente pela performance da criptomoeda Mantra. Na semana passada, já havíamos sinalizado a possibilidade de estarmos próximos de um fundo de mercado — e, ao que tudo indica, entramos agora em uma leve zona de medo, caminhando gradualmente para uma fase mais neutra.
Diante desse cenário, a carteira mantém 42% de exposição em Bitcoin, refletindo a visão de que, no momento, o ativo apresenta a melhor relação risco/retorno frente às altcoins. Além disso, seguimos bem posicionados em Solana e Sui, protocolos que continuam apresentando forte atividade on-chain e se destacando no ecossistema cripto.
Desde sua criação, em 19 de setembro de 2024, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de +15,37% em dólar. No comparativo com os principais benchmarks, foi superada apenas pelo próprio Bitcoin, que disparou +45,38% no período. Em contrapartida, o desempenho da Altfolio supera com folga os índices tradicionais: a Nasdaq recua -9,51% e o S&P 500 acumula queda de -7,45%.
Enquanto isso, o mercado tradicional segue emitindo sinais de exaustão, com uma expectativa cada vez mais forte de que o ciclo de cortes nas taxas de juros dos EUA esteja se aproximando.
Alocações e Rentabilidade
Desde seu lançamento, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 4,10% em dólar. Em reais, o desempenho é ainda mais expressivo, superando 20%, impulsionado pela significativa desvalorização do real no período.
Atualmente, mantemos 4.7% da carteira alocados em USDT, em uma estratégia cautelosa. Consideramos a possibilidade de novas correções no mercado e, com essa reserva em caixa, teremos flexibilidade para aproveitar oportunidades que surgirem nos próximos meses.
No cenário macroeconômico, a guerra comercial entre Estados Unidos e China ainda não foi resolvida, mas dá sinais de aproximação do fim. Esse desfecho tende a favorecer os ativos de risco, à medida que o mercado recupera confiança.
É fundamental compreender que investir em altcoins envolve um nível de risco consideravelmente maior. Muitos desses projetos são diretamente ligados a Venture Capitals, equipes centralizadas e estruturas menos transparentes. Já o Bitcoin, por outro lado, apresenta um perfil de risco mais controlado no atual ciclo, com crescente demanda por parte de investidores institucionais, países e fundos soberanos.
Retorno do Varejo?
Ontem, os ETFs de Bitcoin registraram um fluxo de entrada de US$ 381 milhões — o maior volume desde 29 de janeiro, quando vimos US$ 588 milhões em um único dia.
Boa parte do varejo tem acessado o Bitcoin justamente por meio desses ETFs, e tudo indica que esse último movimento segue essa tendência. Todas as gestoras — de BlackRock e Fidelity a Ark Invest e Grayscale — apresentaram fluxos positivos, reforçando a ideia de um movimento mais amplo e coordenado.
Se o varejo realmente estiver voltando aos poucos, é provável que, em breve, vejamos um impacto mais forte também nas altcoins. Por enquanto, o movimento tem beneficiado principalmente o Bitcoin e algumas large caps, como Solana e Sui — e mesmo essas ainda entregam um desempenho tímido, considerando toda a correção recente que vimos no mercado de altcoins.



