Visão Geral
Nesta semana, a Carteira Altfolio sofreu um impacto relevante devido à queda de 90% no ativo Mantra. Apesar do desempenho negativo, vale destacar que Mantra foi gradualmente reduzida na carteira ao longo de sua valorização — inclusive na semana anterior à queda. Nesta semana, optamos por retirá-la completamente da carteira, diante da postura da equipe do projeto, que demonstrou total falta de transparência. Até o momento da publicação deste relatório, não houve nenhuma explicação concreta sobre o ocorrido por parte do time da Mantra.
No cenário atual, acreditamos que o mercado está se aproximando de um fundo, o que abre espaço para uma retomada gradual da performance positiva dos ativos. Com base nessa leitura, a carteira está alocando 43% em Bitcoin, entendendo que, no momento, o ativo oferece uma relação risco/retorno significativamente mais favorável em comparação com as altcoins.
Desde seu início, em 19 de setembro de 2024, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de +4,10% em dólar. No comparativo com os principais benchmarks, foi superada apenas pelo Bitcoin, que apresentou um retorno expressivo de +33,68% no mesmo período. Em contrapartida, o desempenho da Altfolio supera amplamente os índices tradicionais: a Nasdaq acumula -9,65% e o S&P 500 registra -7,46%.
O mercado tradicional, por sua vez, segue emitindo diversos sinais de exaustão, com a expectativa crescente de que uma queda nas taxas de juros nos EUA esteja cada vez mais próxima.
Alocações e Rentabilidade
Aproveitando o atual momento de aversão ao risco, realizamos ajustes estratégicos na composição da Carteira Altfolio. Aumentamos a exposição em ativos com fundamentos sólidos e potencial de médio a longo prazo, como Solana e Sui, enquanto encerramos completamente a posição em Mantra.
Desde seu lançamento, a Carteira Altfolio acumula uma valorização de 4,10% em dólar. Em reais, o desempenho é ainda mais expressivo, superando 10%, impulsionado pela significativa desvalorização do real no período.
Atualmente, mantemos mais de 5% da carteira alocados em USDT, em uma estratégia cautelosa. Consideramos a possibilidade de novas correções no mercado e, com essa reserva em caixa, teremos flexibilidade para aproveitar oportunidades que surgirem nos próximos meses.
No cenário macroeconômico, a guerra comercial entre Estados Unidos e China ainda não foi resolvida, mas dá sinais de aproximação do fim. Esse desfecho tende a favorecer os ativos de risco, à medida que o mercado recupera confiança.
É fundamental compreender que investir em altcoins envolve um nível de risco consideravelmente maior. Muitos desses projetos são diretamente ligados a venture capitals, equipes centralizadas e estruturas menos transparentes. Já o Bitcoin, por outro lado, apresenta um perfil de risco mais controlado no atual ciclo, com crescente demanda por parte de investidores institucionais, países e fundos soberanos.
Inflação em Queda, Ativos em Alta
Desde o dia 1º de março, o Truflation vem registrando inflação abaixo de 2%, exatamente a meta perseguida pelo FED e por Jerome Powell.
Diferente dos indicadores tradicionais, o Truflation utiliza dados em tempo real para medir a inflação, tanto nos Estados Unidos quanto em diversos outros países. Historicamente, o Truflation antecipa em cerca de 60 dias os dados oficiais, o que pode indicar que estamos muito próximos de ver esse movimento refletido no CPI.
Com isso, aumentam as expectativas de que o primeiro corte de juros aconteça já em junho. Caso esse cenário se confirme, é provável que os dados de inflação continuem em queda tanto no fim de abril, como no mês de maio.
Se isso vier acontecer, teremos um cenário com a inflação caindo e o FED sendo obrigado a cortar juros e assim ativos de risco tendem a capturar essa liquidez.



