Resumo
-
A inflação americana (PCE) está estagnada há 10 meses, sem progresso na desinflação, com o core-PCE oscilando entre 2,63% e 2,86%;
-
O núcleo do PCE de 3 e 6 meses anualizado ainda não indica um cenário favorável para cortes na taxa de juros pelo Fed;
-
O mercado está precificando aversão ao risco, e há incertezas macroeconômicas até a próxima reunião de política monetária do Fed, marcada para 7 de maio;
-
A melhor estratégia atual é aumentar gradualmente a exposição ao Bitcoin e a ativos com crescimento on-chain, como Ondo Finance, Solana e Sui;
-
O conceito de horizonte temporal é fundamental para investimentos em Bitcoin, que é um ativo de longo prazo e reserva de valor digital descentralizada;
-
No curto prazo, investir em Bitcoin é especulativo, sujeito a ruídos, volatilidade e influências de notícias, eventos macroeconômicos e sentimentos de mercado;
-
O mercado está em um momento de medo e aversão ao risco, com o VIX subindo novamente, refletindo incertezas sobre juros, inflação e políticas econômicas;
-
A dívida pública dos EUA atingiu US$ 36,2 trilhões (122% do PIB), com vencimento de mais de US$ 9 trilhões em títulos entre 2025 e 2026, exigindo refinanciamento.
Visão Geral
A inflação americana (PCE) medida no acumulado de 12 meses não está subindo, mas também não está caindo. Faz dez meses que o core-PCE está oscilando entre 2,63% e 2,86%, ou seja, são 10 meses sem NENHUM progresso na desinflação dos EUA.
O núcleo do PCE de 3 e 6 meses anualizado evidencia exatamente isso porque hoje encontra-se em patamar não condizente com novos cortes na taxa de juro pelo Fed. Nesse momentos as tarifas de Donald Trump ainda não impactam o mercado porque muitas delas nem foram anunciadas ou até mesmo nem estão em vigor, portanto não estão impactando os índices.
Nesse momento o mercado precifica aversão ao risco e ainda temos 40 dias pela frente até a próxima reunião de política monetária, nesse relatório falaremos sobre os próximos passos na política monetária e como o mercado está vendo esse movimento.
Vamos lá!
Os próximos 40 dias
A próxima reunião de política monetária do Fed acontecerá apenas no dia 7 de maio. Isso significa que teremos mais 40 dias com um mercado apontando incertezas macroeconômicas e penalizando ativos de risco por mais tempo.
Qual é a melhor estratégia para este momento?
Vá aumentando a exposição do seu portfólio aos poucos, tendo em vista que a maior parte dele deve estar em Bitcoin. Além disso, aumente também a exposição em ativos que continuam apresentando crescimento nos dados on-chain, mesmo em um momento desfavorável, como Ondo Finance, Solana e Sui.
O cenário atual pode durar ainda mais que esses 40 dias, pois o primeiro corte de juros está precificado apenas para junho, com uma expectativa de 2 a 3 cortes até o fim do ano. Para momentos como o atual, é fundamental ter algo claro: o horizonte temporal.
O Horizonte Temporal
Ao investir em Bitcoin, o primeiro grande conceito que você deve aprender é sobre horizonte temporal e, apesar de ser um conceito simples, em momentos como o atual de mercado, tornam-se complexos de serem aplicados.
O conceito de horizonte temporal é fundamental para qualquer tipo de investimento, mas ganha especial relevância no contexto do Bitcoin devido à sua natureza volátil e à narrativa de reserva de valor. Ele se refere ao período durante o qual você pretende manter o ativo antes de vender ou utilizá-lo. No caso do Bitcoin, compreender o horizonte temporal pode ser a diferença entre obter retornos significativos ou tomar decisões precipitadas e prejudiciais.
Bitcoin é, por design, um ativo de longo prazo. Criado para ser uma reserva de valor digital descentralizada, ele se comporta de maneira semelhante ao ouro sob uma perspectiva econômica, mas com características de crescimento exponencial devido à sua adoção ainda emergente.
Isso significa que os ciclos de valorização e desvalorização podem ser extremamente intensos no curto prazo, mas historicamente o ativo tem se apreciado de maneira significativa quando analisado em períodos mais longos.
Curto prazo: Ruído e volatilidade
Investir em Bitcoin com um horizonte de curto prazo é, essencialmente, especulação. No curto prazo, o preço do Bitcoin pode ser influenciado por uma série de fatores imprevisíveis, como:
- Notícias e eventos macroeconômicos: Regulações, declarações de figuras públicas e eventos globais impactam o preço.
- Movimentos de mercado: Vendas em massa, liquidações de contratos futuros e manipulação por baleias podem gerar flutuações significativas.
- Sentimento de mercado: O medo e a ganância são fatores emocionais que amplificam os movimentos de preço.
Quem investe com um horizonte curto, buscando lucro rápido, está muito mais exposto ao risco de perdas repentinas. Muitos investidores desavisados entram no mercado durante períodos de euforia, compram no topo e vendem no pânico — uma estratégia desastrosa.
Se olharmos para o curto prazo, observamos que o Bitcoin apresenta a pior rentabilidade de todos os halvings. Isso se deve ao cenário de incerteza global neste momento e também ao fato de o Bitcoin ser atualmente um ativo mais sólido, com uma capitalização de mercado acima de 1 trilhão de dólares.
No cenário das criptomoedas, o movimento atual torna-se ainda mais desgastante, considerando que o Bitcoin lidera o mercado. Com o movimento de queda atual, ele acaba afetando diretamente as altcoins, evidenciando um cenário de divergência no gráfico de capitalização de mercado.
Medo no mercado
Neste momento, todo o mercado de risco aponta para aversão e medo em relação a ativos como ações e criptomoedas. O VIX, índice de volatilidade, subiu novamente hoje, embora não tenha atingido o pico de agosto, quando o aumento dos juros no Japão surpreendeu o mercado. Ainda assim, enfrentamos diversas incertezas sobre juros, inflação, a política de Donald Trump e as tarifas nos EUA.
Esses fatores aumentam a incerteza no mercado de risco, algo que o mercado tradicionalmente evita, pois a previsibilidade é muito mais favorável para os criptoativos e para a política monetária.
Esse movimento parece fazer parte da estratégia de Donald Trump, que menciona em seu livro “The Art of the Deal” o uso da pressão econômica para alcançar objetivos específicos.
A dívida pública dos Estados Unidos atingiu um patamar histórico de US$ 36,2 trilhões em janeiro de 2025, representando cerca de 122% do PIB americano. Atualmente, essa dívida cresce 123% a cada 12 meses, mas o crescimento econômico não acompanha esse ritmo.
Esse nível histórico levanta preocupações ainda maiores, considerando que, entre 2025 e 2026, mais de US$ 9 trilhões em títulos do Tesouro americano (Treasuries) vão vencer, exigindo refinanciamento imediato.
Se Donald Trump conseguir fazer com que Jerome Powell e o FED reduzam os juros, isso diminuirá o custo da dívida dos EUA, e essa parece ser a estratégia atual, já que a recessão amplamente discutida no mercado pode ser artificial e manipulada.
De forma geral, continue comprando criptoativos, principalmente Bitcoin.
#HODL






