Resumo
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Mercado lateralizado: Nos últimos 90 dias, o Bitcoin enfrentou um período de queda e lateralização, refletindo um momento de aversão ao risco no mercado;
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Grandes investidores on-chain recuando: O número de endereços com mais de $1 milhão em Bitcoin caiu de 160 mil em dezembro para 131 mil, indicando menor atividade institucional na rede;
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Fluxo positivo nos ETFs de Bitcoin: Nos últimos oito dias, os ETFs de Bitcoin registraram entradas líquidas positivas, com destaque para o IBIT da BlackRock, mostrando que o interesse institucional está voltando;
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Teoria dos Jogos aplicada ao Bitcoin: Empresas que compram Bitcoin cedo ganham vantagem competitiva, forçando outras a seguir o mesmo caminho para não perder poder de compra e relevância;
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Inflação “transitória” é uma farsa: O Federal Reserve errou ao minimizar a inflação enquanto injetava trilhões de dólares na economia, forçando altas de juros e gerando incertezas no mercado;
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Truflation sugere inflação em queda: O indicador mostra 1,78%, abaixo da meta do Fed, mas pode ter até 60 dias de defasagem em relação ao CPI
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PCE como dado-chave para o mercado: O relatório de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) será divulgado na sexta-feira (28) e pode impactar a expectativa de cortes de juros e, consequentemente, o preço do Bitcoin;
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Pior ciclo pós-Halving do Bitcoin: Juros elevados, incertezas sobre inflação e liquidez reduzida tornam esse o ciclo mais desafiador do Bitcoin após um Halving;
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Adoção institucional e nacional: Empresas, fundos e até países estão adotando Bitcoin, enquanto os bancos centrais desvalorizam moedas fiduciárias, reforçando a escassez do ativo;
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Momento de oportunidade para investidores: Apesar das incertezas de curto prazo, o Bitcoin continua sendo o ativo mais escasso e resistente à inflação, criando uma oportunidade estratégica de posicionamento.
Introdução
Nos últimos 90 dias, observou-se uma notável perda de dinamismo no mercado do Bitcoin, com uma fase prolongada de queda e lateralização dominando a ação de preço. No entanto, enquanto alguns investidores podem ver isso como uma desvantagem, outros reconhecem oportunidades nesse cenário.
Ademais, a ocorrência desse período de aversão ao risco já havia sido mencionada em relatórios anteriores, e esse cenário continua vigente.
Atualmente, diversos fatores macroeconômicos e estruturais estão posicionados para influenciar significativamente a precificação do Bitcoin. Portanto, neste relatório, exploraremos alguns desses elementos cruciais que estão moldando o mercado.
Vamos lá!
Atividade on-chain de investidores com mais de $1 milhão de dólares diminuindo.
Desde dezembro, temos observado um recuo no preço do Bitcoin, que caiu de $109 mil dólares para $86 mil dólares no momento.
Tradicionalmente, a atividade on-chain de grandes investidores tem uma correlação direta com a valorização do Bitcoin ao longo do tempo. Essa relação decorre, principalmente, da capacidade de rastrear a demanda por meio de indicadores de atividade na rede.
Contudo, o que se observa atualmente é uma redução no número de endereços ativos que detêm mais de $1 milhão de dólares em Bitcoin. Em dezembro, o número de endereços ativos chegou a 160 mil, enquanto atualmente está em 131 mil.
O ponto mais baixo desse indicador parece ter ocorrido no início deste mês, em 124 mil endereços. Se esse for, de fato, o fundo do indicador, podemos estar migrando para uma nova estrutura de crescimento.
Retorno do fluxo comprador nos ETFs de Bitcoin
O fluxo de capital está voltando para os ETFs de Bitcoin. Nos últimos oito dias, o fluxo foi totalmente positivo, com destaque, mais uma vez, para o IBIT da BlackRock, que continua sendo o ETF preferido dos investidores.
Além disso, voltamos a ver empresas como Strategy e Metaplanet comprando Bitcoin nesta semana. Isso demonstra que o capital institucional está, aos poucos, migrando para o Bitcoin, mesmo em um momento em que investidores de curto prazo e de varejo estão vendendo suas moedas com prejuízo.
As grandes empresas e fundos de investimento estão presos a um dilema clássico da Teoria dos Jogos: “Compro Bitcoin agora ou espero?” Se uma empresa como a Strategy compra Bitcoin cedo, ela ganha vantagem caso o preço suba. Se outras instituições esperam demais, correm o risco de comprá-lo a preços muito mais altos ou de serem deixadas para trás.
Se uma grande empresa adquire Bitcoin, suas concorrentes são forçadas a considerar o mesmo para não perder poder de compra ou relevância no mercado.
Empresas que ignoram o Bitcoin podem ver seus ativos tradicionais se depreciando devido à inflação, enquanto os pioneiros acumulam um ativo escasso e globalmente líquido.
Essa dinâmica cria um efeito dominó, onde, a cada nova empresa que adota Bitcoin, a pressão sobre outras para fazer o mesmo aumenta.
A Inflação é Transitória
Na última reunião do Federal Reserve, vimos novamente Jerome Powell insistindo na narrativa de que a inflação é “transitória” — uma das maiores piadas da política monetária moderna.
O Fed passou meses repetindo esse mantra enquanto despejava trilhões de dólares na economia, expandindo seu balanço para níveis absurdos. O resultado? Uma inflação persistente, que corroeu o poder de compra da população e forçou o próprio Fed a subir agressivamente os juros para tentar conter o estrago que ele mesmo causou.
A ideia de “inflação transitória” foi uma tentativa desesperada de acalmar os mercados e evitar pânico, mas qualquer pessoa com um entendimento básico de economia sabia que imprimir dinheiro sem lastro inevitavelmente leva à desvalorização da moeda.
Agora, depois de anos com a inflação acima da meta, o Fed está encurralado: ou mantém os juros altos e arrisca uma recessão, ou corta os juros e alimenta ainda mais bolhas e inflação. Esse é o beco sem saída de qualquer sistema monetário baseado em dívida e impressão desenfreada.
É por isso que o Bitcoin existe: para oferecer uma alternativa sólida, escassa e resistente à manipulação estatal.
No curto prazo, esse cenário atual traz incerteza para o mercado de risco, e, sem uma previsibilidade maior, podemos continuar nesse movimento de lateralização por mais alguns meses.
O Truflation
Neste momento, alguns indicadores sugerem que a inflação está em trajetória de queda, o que pode beneficiar o mercado, especialmente se novos cortes de juros voltarem à pauta.
O Truflation está atualmente em 1,78%, um nível abaixo da meta do Federal Reserve. No entanto, esse índice costuma ter um atraso de até 60 dias em relação ao CPI (Índice de Preços ao Consumidor), o que significa que os dados oficiais ainda podem refletir uma inflação mais elevada.
Nesta sexta-feira (28), serão divulgados os dados do PCE (Despesas de Consumo Pessoal), um dos principais indicadores de inflação nos EUA. Esse índice mede a variação nos preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias e é considerado um dos indicadores favoritos do Fed para avaliar a inflação.
Se os dados do PCE vierem positivos, indicando uma desaceleração da inflação, isso pode reforçar a expectativa de cortes nos juros e trazer um novo impulso para o Bitcoin, à medida que os investidores buscam ativos escassos e resistentes à política monetária expansionista.
O Pior Ciclo do Bitcoin
Até o momento, continuamos enfrentando o pior ciclo do Bitcoin após um Halving, muito disso devido ao cenário macroeconômico desafiador, com juros elevados, incertezas sobre a inflação e uma liquidez ainda reduzida.
No entanto, esse cenário pode mudar à medida que alguns desses fatores melhorem, impulsionando o Bitcoin para novos patamares.
Com a crescente adoção por instituições, fundos de investimento e até países, o caminho do Bitcoin continua sendo de valorização, especialmente à medida que os bancos centrais expandem suas bases monetárias e desvalorizam o poder de compra da população.
No curto prazo, poderemos enfrentar mais algumas semanas de incerteza, mas o ponto-chave do momento é que esse período representa uma oportunidade estratégica para investidores que desejam se posicionar no ativo mais escasso e resistente à inflação já criado.
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