Resumo
- Aversão ao risco: O mercado tradicional e o de criptoativos enfrentam um cenário de forte aversão ao risco, impactando preços e liquidez;
- Correção nas criptomoedas: Muitas altcoins caíram até 50%, e o Bitcoin recuou de $109 mil para $84 mil;
- Influência macroeconômica: Eventos como o QT do Fed, tarifas de Trump e incertezas sobre cortes de juros impactam negativamente o mercado;
- Bitcoin como guia do mercado: A valorização das altcoins está completamente atrelada ao desempenho do Bitcoin;
- SUI como destaque: Mesmo em um mercado desfavorável, a blockchain SUI se mantém ativa e vem crescendo em endereços ativos;
- TVL em queda: O TVL da SUI caiu nos últimos meses, mas pode indicar uma zona de sobrevenda e futura valorização;
- Transações na SUI: A rede registra 100 milhões de transações mensais, abaixo do pico de 460 milhões, mas ainda competitiva;
- Baixo desempenho do mercado: Apenas 9 criptomoedas do TOP 50 tiveram rentabilidade positiva nos últimos 90 dias;
- Possível recuperação: O mercado pode estar perto do último grande respiro deste ciclo de alta, impulsionando o Bitcoin e as altcoins;
- Período de posicionamento: O momento atual pode ser uma oportunidade estratégica antes da próxima grande valorização das criptomoedas.
Visão Geral
Nos últimos meses, temos observado um forte cenário de aversão ao risco, tanto no mercado tradicional (S&P 500 e Nasdaq) quanto no mercado de criptoativos.
Muitas criptomoedas chegaram a cair 50% em relação ao seu topo histórico, enquanto o Bitcoin recuou de seu recorde de $109 mil dólares para o nível atual de $84 mil dólares.
Esse movimento foi impulsionado por diversos fatores macroeconômicos, desde o impacto da DeepSeek até a atual redução no aperto quantitativo (QT) e os questionamentos em torno das tarifas propostas por Donald Trump.
Para quem começou a investir neste ciclo, pode surgir a dúvida: ainda vale a pena investir em altcoins ou seria melhor alocar todo o capital em Bitcoin? A realidade é que o mercado de criptomoedas tende a se recuperar nos próximos meses, atraindo uma nova leva de investidores de curto prazo.
Por outro lado, se você adota uma visão estratégica e entende que a conjuntura atual aponta para um momento de posicionamento, é importante considerar que essa fase pode se estender pelos próximos meses antes de entrarmos novamente em um mercado de alta.
O ponto essencial a ser compreendido é que, no longo prazo, o Bitcoin continua sendo o principal ativo do mercado, ditando o ritmo de todo o setor.
Apesar da redução no aperto quantitativo por parte do Fed, ainda não observamos uma queda significativa na aversão ao risco, que segue na faixa laranja do Índice de Medo e Ganância. Esse cenário pode persistir por mais algumas semanas. No entanto, o que fica evidente é que estamos em um período de plantio, preparando o terreno para colher os frutos no futuro.
O mercado de criptomoedas é totalmente dependente do Bitcoin
Atualmente, o mercado de altcoins está inteiramente atrelado à valorização do Bitcoin, que, por sua vez, segue fortemente influenciado pelo cenário macroeconômico.
As incertezas no mercado estão em níveis acima da média, como destacou Jerome Powell na última reunião. A expectativa é que até o final do ano ocorram pelo menos dois cortes de juros, mas o mercado ainda não consegue prever se isso acontecerá em maio, junho ou julho.
Esse cenário adiciona um fator que os investidores de ativos de risco não gostam: a imprevisibilidade.
Por outro lado, a rápida queda do índice VIX após o FOMC sugere que o ápice da incerteza pode ter ficado para trás no curto prazo. Dessa forma, é plausível esperar um alívio nos preços nos próximos dias, desde que não ocorram escaladas adicionais na guerra comercial ou outros fatores externos adversos.
Mantemos a visão de continuidade da alta do Bitcoin e das criptomoedas em 2025, conforme exposto em nossos relatórios anteriores.
Os dados on-chain começam a indicar que estamos em uma fase de sobrecompra, o que geralmente leva algumas semanas para se alinhar ao preço do BTC.
O Active Address Sentiment Indicator (AASI) é um indicador de sentimento de curto prazo para o Bitcoin, baseado na relação entre a variação percentual do preço do BTC e a variação percentual do número de endereços ativos nos últimos 28 dias.
Quando a linha laranja atinge a linha verde (limite inferior), significa que o preço do BTC caiu mais do que o número de endereços ativos sugere.
Isso indica um pessimismo excessivo, o que pode ser um sinal de fundo e de sobrevenda.
SUI continua sendo uma das maiores blockchains do mercado
SUI é um investimento de alto risco no mercado atualmente, principalmente por ainda não ter se provado ao longo do tempo. Mesmo com o cenário de menor liquidez, menos usuários utilizando redes blockchain, memecoins sendo eliminadas do mercado e fatores macroeconômicos desfavoráveis para os criptoativos, a blockchain da SUI continua sendo amplamente utilizada.
Neste mês de março, a rede vem se destacando com um recorde no número de endereços ativos, registrando uma média diária de 1,3 milhão. Isso demonstra que, mesmo em um mercado com baixo otimismo, a SUI se tornou um caso de uso relevante para usuários da Web3.
Em setembro de 2024, a SUI atingiu 1,2 milhão de usuários ativos por dia, mas depois enfrentou um longo período de queda nesse indicador. Agora, com a integração à carteira Phantom, estamos observando um novo crescimento, o que pode indicar que a rede está se aproximando de uma nova fase de expansão.
Total de Valor Bloqueado em Queda
O total de valor bloqueado (TVL) é um dos principais indicadores para determinar o valor de uma rede blockchain. Normalmente, em cenários de alta, ele tende a representar cerca de 10% da capitalização de mercado, enquanto, em períodos de queda, essa proporção pode subir para 20% a 25%. Atualmente, a SUI possui um TVL de 1,3 bilhão, precificando um market cap de 7,3 bilhões, ou seja, próximo dos 20%.
Isso indica que a SUI começa a entrar na faixa de sobrevenda e, se o TVL voltar a subir — após uma queda acentuada nos últimos meses —, poderemos ver esse criptoativo atingindo seu topo histórico, possivelmente até antes do Bitcoin.
Esse cenário é totalmente viável, considerando que a rede SUI está sendo utilizada, seus protocolos e dApps estão operando normalmente e há um crescimento no número de endereços ativos.
Quando o extremo medo do mercado dissipar, a SUI pode ter proporcionado uma excelente oportunidade de compra no momento atual.
Número de transações da SUI
SUI está registrando cerca de 100 milhões de transações mensais, ainda longe do seu melhor momento, quando atingiu 460 milhões de transações em maio de 2024. No entanto, esse volume segue como um indicador ativo para quando o mercado voltar a se solidificar.
Nos últimos cinco meses, a rede SUI manteve-se na faixa de 100 a 170 milhões de transações mensais. Se excluirmos os dois meses atípicos, essa tem sido a média padrão para o atual momento do mercado.
Se as transações começarem a aumentar até a metade de 2025, será mais um indicativo de que SUI pode continuar a surfar um movimento de liderança e competir diretamente com Ethereum e Solana.
Queda na maioria dos criptoativos
Nos últimos 90 dias, apenas 9 criptomoedas do TOP 50 registraram rentabilidade positiva, evidenciando o desempenho fraco do mercado nesse período. Até mesmo o Bitcoin, que historicamente se mantém mais resiliente em momentos de incerteza, entrou para a lista de ativos em queda, refletindo a aversão ao risco generalizada no setor.
Esse cenário de retração vem sendo impulsionado por diversos fatores, incertezas sobre a política monetária dos bancos centrais e a recente volatilidade no mercado tradicional, que também impacta os criptoativos.
Além disso, eventos como o atual aperto quantitativo (QT) do Fed (mesmo que reduzido para $5 bilhões), as preocupações em torno das tarifas comerciais propostas por Donald Trump e a redução do apetite por ativos de risco contribuíram para esse momento de correção.
Porém, olhando para os próximos meses, há sinais de que o mercado pode estar próximo de uma recuperação. Esse movimento tende a representar o último grande respiro deste ciclo de alta, impulsionando tanto o Bitcoin quanto diversas altcoins a novas valorizações.
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