Visão Geral
A Carteira Satoshi segue enfrentando um período de correção no mercado, acumulando uma rentabilidade total de 33,36% desde o início das operações. O Bitcoin tem mostrado volatilidade, atualmente negociado a 81.120,23 dólares, refletindo uma leve queda diária de -0,69% e um recuo acumulado de -17,32% no último mês.
Apesar da recente correção, o desempenho da carteira continua superior a diversos benchmarks tradicionais e até mesmo o próprio bitcoin, demonstrando a solidez da estratégia ao longo do tempo. No último dia, a carteira registrou desvalorização, mas mantém uma performance consistente no longo prazo.
Mesmo com a estrutura de queda no bitcoin durante os últimos dias, mantemos o foco em capturar a dinâmica completa do ciclo, ao invés de tentar acertar movimentos de curto prazo.
Alocações e Rentabilidade
A Carteira Satoshi mantém sua alocação praticamente 100% em Bitcoin (BTC-USD), com 99,89% do portfólio investido no ativo, enquanto uma pequena reserva de 0,11% é mantida em caixa. O custo médio de aquisição do Bitcoin na carteira permanece em 64.146,05 dólares, resultando em um ganho não realizado de +31,84%.
Nos últimos 6 meses, a carteira obteve uma valorização de +42,95%, alinhada ao desempenho do Bitcoin, que subiu +41,90% no mesmo período. Em comparação com outros índices tradicionais, a Nasdaq registrou um crescimento de +6,28%, enquanto o S&P 500 avançou +5,37%, reforçando a superioridade da Carteira Satoshi em relação a esses benchmarks.
No acumulado do ano (YTD), a carteira apresenta um recuo de -10,34%, um desempenho semelhante ao do Bitcoin, que caiu -10,35% no mesmo período.
Apesar do cenário de volatilidade, mantemos nossa estratégia de exposição total ao Bitcoin, sem movimentações recentes na carteira. O foco segue sendo o médio e longo prazo, acompanhando atentamente os ciclos de mercado e os fatores macroeconômicos que possam influenciar o desempenho do ativo. Acreditamos que os fundamentos do Bitcoin continuam sólidos, e essa fase de correção pode representar uma oportunidade estratégica para investidores com visão de longo prazo.
Perspectivas de Mercado
Nas últimas 72 horas, o mercado de Bitcoin enfrentou uma série de eventos que culminaram em uma significativa desvalorização do ativo. O preço do BTC caiu de aproximadamente US$ 90.000 para abaixo de US$ 80.000, representando uma retração de cerca de 12%, a maior queda em três dias desde novembro de 2022, quando ocorreu o colapso da FTX. Esse movimento descendente foi impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos, eventos geopolíticos e dinâmicas internas do mercado cripto.
Dados que rastreamos recentemente indicam que, durante esse período, foram registrados mais de US$ 3,6 bilhões em prejuízos realizados on-chain, sugerindo um cenário de capitulação entre os investidores. A onda de liquidação se intensificou a partir do dia 26, quando o Bitcoin rompeu os US$ 90.000, que vinha servindo como suporte psicológico para o mercado.
Esse volume expressivo de perdas realizadas marca a maior onda de capitulação desde agosto de 2023, refletindo um pânico generalizado entre investidores que haviam entrado no mercado nos últimos meses.
Ao analisar a distribuição dessas perdas, torna-se evidente que a realização de prejuízo foi conduzida principalmente por moedas recentes, ou seja, BTCs movimentados nos últimos 30 dias. Esse é um sinal claro de que investidores que compraram entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 entraram em desespero e decidiram sair do mercado com prejuízo. De fato, os dados indicam que esse é o maior nível de prejuízo realizado por moedas jovens desde agosto do ano passado, estabelecendo um paralelo evidente com períodos anteriores de forte correção.
Entretanto, ao contrário do que se poderia presumir, nem todas essas moedas pertenciam a investidores de varejo. Uma parte significativa dessas vendas veio de baleias e tubarões, carteiras que detêm mais de 100 BTC. Isso demonstra que a capitulação não se limitou a pequenos investidores inexperientes, mas também atingiu grandes players institucionais e carteiras de ETFs.
A análise on-chain que fizemos confirma que parte dessa realização de prejuízo veio diretamente de saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin, que nas últimas 72 horas registraram um pico de resgates, somando US$ 2,27 bilhões em retiradas. Isso reforça a ideia de que grandes fundos e investidores institucionais reduziram exposição ao Bitcoin, potencialmente em resposta a fatores macroeconômicos e estruturais do mercado.
Apesar do cenário de venda agressiva, nem todos os grandes investidores estavam liquidando suas posições. Dados indicam que carteiras de longo prazo – excluindo mineradores e exchanges – mantiveram um padrão de absorção ao longo dos últimos dias. Esse comportamento sugere que baleias estratégicas e investidores corporativos podem estar aproveitando os níveis mais baixos de preço para reforçar suas posições.
Esse padrão de acumulação já vinha sendo observado desde o início de fevereiro, indicando que, enquanto muitos capitulavam, alguns players de longo prazo estavam absorvendo as moedas no mercado secundário.
Paralelamente, o cenário macroeconômico apresentou impactos adicionais que afetaram preços de mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA registrou um crescimento anualizado de 2,3%, e os dados de inflação permaneceram elevados. Esses indicadores sugerem que o Federal Reserve pode manter uma política monetária mais restritiva por um período prolongado, reduzindo a liquidez disponível para ativos de risco, como o Bitcoin.
Além disso, o índice do dólar americano (DXY) subiu para 107,3 pontos, tornando o BTC menos atraente para investidores estrangeiros devido à relação inversa entre o dólar e o Bitcoin.
Eventos geopolíticos também desempenharam um papel crucial. A imposição de novas tarifas comerciais pelos EUA contra China, México e Canadá aumentou as tensões comerciais globais, elevando os temores inflacionários e levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros.
Inclusive, estes desafios e incertezas no mercado tradicional está trazendo uma onda de pessimismo entre investidores comuns. Os índices de pesquisas de sentimento do mercado tradicional estão atingindo níveis não vistos desde o fundo do bear market de 2022.
Adicionalmente, o recente hack da exchange Bybit, resultando em uma perda de US$ 1,5 bilhão, abalou a confiança dos investidores no ecossistema cripto, levando a retiradas significativas de fundos das plataformas de negociação. Isto também cooperou com o sentimento negativo no mercado cripto, atingindo níveis similares de pessimismo não vistos desde o final de 2022.
No âmbito técnico, o Índice de Força Relativa (RSI) caiu para 37, indicando condições de sobrevenda que podem preceder um possível repique técnico. Além disso, foram observadas liquidações em derivativos totalizando US$ 770 milhões, refletindo a saída de posições alavancadas do mercado.
Em resumo, a recente desvalorização do Bitcoin é resultado de uma confluência de fatores macroeconômicos adversos, tensões geopolíticas, eventos negativos no setor cripto e indicadores técnicos desfavoráveis. Embora o mercado esteja sob pressão, as condições de sobrevenda e a absorção de moedas por investidores estratégicos podem sugerir uma potencial estabilização ou recuperação no curto prazo, especialmente se fatores externos se tornarem mais favoráveis.
Estrutura de Mercado on-chain/técnica
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