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Baleias retomam a acumulação de Ethereum em meio às quedas

O cenário para o Ethereum pode se tornar mais favorável nas próximas semanas, impulsionado pelo início do período de acumulação por grandes investidores.

Resumo

  • Fase de Lateralidade: O mercado de altcoins segue sem direção clara, com o Bitcoin oscilando entre $95 mil e $97 mil, criando um cenário propício para acumulação;

  • Acumulação de Baleias: Grandes investidores estão comprando Ethereum, com algumas baleias adquirindo mais de $329 milhões em ETH nesta semana;

  • ETFs de Ethereum: O fluxo de ETFs permaneceu neutro, mas a possível aprovação dos ETFs de Ethereum com Staking no primeiro semestre pode impulsionar a demanda;

  • Inflação nos EUA: O CPI Core e o PPI vieram acima do esperado, indicando que as taxas de juros podem continuar elevadas até junho ou setembro de 2025;

  • Dominância do Bitcoin: Ethereum perdeu espaço e representa apenas 10% do mercado, enquanto o Bitcoin ultrapassa 60% de dominância;

  • Concorrência com Solana: A Solana continua se destacando com mais de 5 milhões de endereços ativos diários e mais de 1 bilhão de transações mensais;

  • Segurança do Ethereum: Apesar da concorrência, o Ethereum ainda é a principal escolha para investidores institucionais e para a tokenização de ativos;

  • Liquidez do Mercado: Para o Ethereum retomar o topo histórico de $4800, seria necessária uma valorização de 81,13%, o que depende de um grande influxo de capital;

  • Riscos de Escalabilidade: As redes de segunda camada melhoram a eficiência do Ethereum, mas muitas delas não agregam valor diretamente ao token ETH;

  • Impacto do Cenário Macroeconômico: Se a inflação dos EUA permanecer alta, o Ethereum pode continuar lateralizado ou em queda nos próximos meses.

Visão Geral

Desde as quedas no mercado de altcoins a partir de dezembro de 2024, o mercado entrou em uma fase de lateralidade, com o próprio Bitcoin apresentando baixa volatilidade entre $95 mil e $97 mil. Historicamente, esses períodos são vistos como oportunidades de acumulação, tanto para o Bitcoin quanto para algumas altcoins. Esse comportamento já pode ser observado no Ethereum, onde diversas baleias seguem acumulando, mesmo com o mercado ainda tomado pelo medo.

A concorrência com a Solana continua sendo um dos principais desafios para o Ethereum neste ciclo. A Solana se destaca por ter um número maior de endereços ativos e registrar mais de 1 bilhão de transações mensais, o que pode impactar diretamente o crescimento do Ethereum.

Este relatório tem o objetivo de destacar os pontos positivos e negativos para o Ethereum nos próximos meses. Enquanto a inflação nos EUA permanecer elevada, o cenário pode continuar desafiador por mais algum tempo, exigindo um acompanhamento atento dos fatores macroeconômicos e do comportamento do mercado.

Baleias retomam a acumulação de Ethereum em meio às quedas

 

Cenário Macro

Os hedge funds estão retomando suas posições em ações nos EUA após cinco semanas consecutivas de vendas, sinalizando um enfraquecimento da aversão ao risco institucional. Esse movimento pode trazer um cenário mais otimista para ativos de risco nas próximas semanas, beneficiando especialmente as altcoins, como Ethereum e Solana, que historicamente superam o desempenho do mercado tradicional quando a liquidez retorna.

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Nesta semana, dois indicadores de inflação impactaram diretamente os ativos de risco. O CPI Core veio acima do esperado, registrando 3,3%, enquanto o mercado projetava 3,2%. Já o PPI subiu para 3,5%, superando a estimativa de 3,2%, e seu núcleo ficou em 3,6%, acima dos 3,3% projetados.

Esses números reforçam a perspectiva de que a inflação nos EUA segue pressionada, o que pode manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, com cortes previstos apenas entre junho e setembro de 2025.

No entanto, esses dados costumam ter um atraso de 45 a 60 dias. Já o Truflation, um índice independente que usa dados on-chain e off-chain para medir a inflação em tempo real, aponta uma taxa de 2,07%, sugerindo que os EUA estão próximos da meta estabelecida pelo FED. Isso indica que o cenário inflacionário pode melhorar nos próximos dois meses, o que historicamente favorece ativos de risco—com o mercado antecipando esse movimento.

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Os ETFs de Ethereum

O fluxo de ETFs de Ethereum permaneceu neutro na última semana, mas pode apresentar um aumento positivo nas próximas semanas, já que o mercado entrou em uma fase de acumulação.

Além disso, os ETFs de Ethereum com Staking têm chances de serem aprovados ainda no primeiro semestre. Caso isso aconteça, a atratividade do Ethereum pode crescer significativamente, já que os investidores poderão buscar uma dupla rentabilidade—aproveitando o preço atual abaixo de $2700 e, ao mesmo tempo, gerando rendimento extra ao colocar os ativos em staking em plataformas como a Lido Finance.

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As baleias de Ethereum

As baleias com mais de 10.000 ETH na carteira estão em seu maior processo de acumulação em 2025, um comportamento frequentemente observado no Bitcoin, onde grandes investidores acumulam moedas enquanto o varejo entra em fase de capitulação.

Além disso, duas grandes baleias adquiriram 121.512 ETH, totalizando $329 milhões nesta semana, e apenas hoje, uma única baleia comprou $97,2 milhões em Ethereum.

Esse movimento reforça a fase de acumulação por parte dos grandes players do mercado, o que historicamente antecede movimentos de alta no preço do ativo após algumas semanas. Acompanhar os dados on-chain será essencial para entender se essa tendência de compra continuará nos próximos dias.

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A dominância do Bitcoin VS a dominância do Ethereum

A discrepância entre a dominância do Bitcoin e do Ethereum atingiu um nível preocupante. Atualmente, o Ethereum possui apenas 10% de dominância, enquanto o Bitcoin já ultrapassa 60%, chegando a 65% se excluirmos as stablecoins do cálculo. Esse cenário reforça o domínio cada vez maior do Bitcoin no mercado.

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O topo histórico do Ethereum foi de aproximadamente $4800 em 2021. Com o preço atual em $2650, seria necessário uma valorização de 81,13% para retornar a esse patamar. Para que isso aconteça, o mercado precisaria passar por uma grande injeção de liquidez, algo que, no momento, ainda parece distante.

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Solana continua próximo do topo de endereços ativos

A Solana vive um de seus melhores momentos, alcançando pela primeira vez 12 meses consecutivos sem falhas na produção de blocos. Esse marco reforça a percepção do mercado de que a rede se tornou mais segura e confiável.

Ainda assim, o Ethereum continua sendo a principal plataforma para a tokenização de ativos, principalmente por sua forte adoção institucional. Para grandes investidores, o Ethereum é considerado a blockchain mais segura do mercado, o que mantém sua superioridade sobre a Solana nesse aspecto.

No quesito usabilidade, a Solana se destaca. Em fevereiro, a rede mantém uma média superior a 5 milhões de endereços ativos diariamente, com potencial de crescimento nos próximos meses. Mesmo em um cenário de aversão ao risco, os dados on-chain indicam um forte engajamento, mostrando que a Solana segue conquistando espaço.

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Os riscos de Ethereum para os próximos meses

O Ethereum continua sendo a segunda principal criptomoeda do mercado, mas investir nele em vez de Bitcoin envolve um risco maior. Isso ocorre porque seu sucesso depende da evolução da própria rede, especialmente em melhorias relacionadas a taxas e escalabilidade. Embora as soluções de segunda camada ofereçam maior eficiência, elas são representadas por novos tokens que nem sempre agregam valor diretamente ao Ethereum.

Além disso, a concorrência com a Solana pode se intensificar caso a rede continue avançando tecnologicamente, atraindo mais usuários e oferecendo uma experiência mais acessível.

Outro fator de risco é o cenário macroeconômico. Se a inflação nos Estados Unidos permanecer elevada e os juros não caírem nos próximos meses, o Ethereum pode continuar oscilando dentro de um movimento lateral ou até mesmo seguir em tendência de queda.

Sobre o autor
BlockTrends
A BlockTrends e a edtech de criptoativos do grupo QR Capital. Produz analises sobre mercado cripto, financas, tecnologia e economia, conectando dados a contexto editorial.