Visão Geral
Na semana passada, nossa carteira já havia registrado uma rentabilidade considerável, impulsionada pela aproximação do Bitcoin à sua máxima histórica. No entanto, após o dia 29, houve um recuo significativo de curto prazo.
Nesta semana, observamos um rompimento do último topo histórico na quarta-feira, com o Bitcoin atingindo US$ 76.849 em 7 de novembro. Esse movimento foi acompanhado por um dos maiores volumes de negociação no mercado à vista, refletindo um aumento substancial nas compras de criptoativos nas exchanges.
O impulso de alta que ocorreu na quarta-feira, com uma valorização de quase 10% no preço do Bitcoin ao fechamento daquele dia, trouxe um aumento significativo na rentabilidade da carteira Satoshi, que alcançou um novo recorde histórico, com retorno total de 21,22% em dólar. É importante destacar que esses valores apresentados na carteira nos últimos meses refletem nosso investimento em Bitcoin precificado em dólar.
Contudo, ao calcularmos em reais, o retorno acumulado da carteira já ultrapassa os 30%, o que evidencia o sucesso da nossa estratégia de investimento em Bitcoin em 2024. Nossa perspectiva é de que ainda há um potencial significativo de valorização até o final do ano, nos colocando à frente de ativos financeiros brasileiros e internacionais.
Desde o início da negociação da carteira Satoshi, nossa estratégia tem sido clara: posicionar-se para acumular o máximo de Bitcoin possível durante o ciclo de alta do mercado. Mantendo um compromisso com uma visão de médio e longo prazo, realizamos pouquíssimas movimentações e negociações nos últimos meses.
A alocação atual, com praticamente 100% dos recursos em Bitcoin, reflete precisamente essa perspectiva de crescimento a longo prazo. Com isso, mantivemos uma posição totalmente exposta ao Bitcoin para aproveitar ao máximo o ciclo de valorização em andamento.
Alocações e Rentabilidade
A carteira Satoshi atualmente apresenta um retorno acumulado sólido, tanto em dólar quanto em real, com um crescimento de 21,22% desde o início das operações. Nos últimos três meses, a performance foi especialmente positiva, alcançando uma rentabilidade de 36,62%, superando o próprio Bitcoin, que registrou uma alta de 35,47% no mesmo intervalo.
No acumulado, a carteira mantém uma vantagem sobre o Bitcoin, que teve um crescimento de 19,36% em dólar. Conforme antecipado em relatórios anteriores, a projeção de que ultrapassaríamos os índices Nasdaq e S&P 500 como benchmarks secundários se concretizou: atualmente, a Nasdaq está com 15,58% e o S&P 500 com 13,56%, ambos ficando atrás no período analisado.
Além disso, o IBOV, índice que rastreia as maiores ações de empresas da bolsa brasileira, também ficou para trás. Com uma rentabilidade negativa de -1,32% durante o período da Carteira Satoshi, fica bastante distante da nossa rentabilidade em Real de 30,30%.
Nossa estratégia de superar o desempenho do Bitcoin foi alcançada acumulando durante os períodos de baixa do mercado, especialmente com movimentações precisas em setembro e outubro. Desde então, mantemos a carteira inalterada, com uma visão orientada para o médio e longo prazo. Planejamos manter essa posição até que observemos sinais claros de saturação no ciclo de mercado, momento em que consideraremos reduzir nossa exposição em Bitcoin e aumentar nossa reserva de caixa.
Isso nos permitirá tanto implementar estratégias de hedge quanto realizar recompras em preços mais baixos, maximizando nossa eficiência de alocação. No entanto, essa é uma discussão futura; por enquanto, mantemos nossa convicção no ciclo de alta do Bitcoin, mantendo aproximadamente 100% da carteira alocada no ativo.
Perspectivas de Mercado
Nos últimos meses, discutimos a possibilidade de um último semestre de retornos significativos para o Bitcoin, algo que começou a se concretizar a partir do final de setembro. Durante esses períodos de alta, é sempre importante revisitar as teses de topos, pois é fácil adotar uma postura excessivamente otimista.
Um fator que impediu o Bitcoin de atingir uma máxima histórica mais relevante em março foi o alto volume de realizações de lucros, gerando uma grande pressão vendedora enquanto a oferta de Bitcoin aumentava. Nem mesmo o fluxo dos ETFs conseguiu sustentar essas realizações, o que levou a uma correção do mercado nos meses seguintes.
No entanto, no recente rompimento da máxima histórica desta semana, o cenário é diferente. O nível de realização de lucros está bem menor do que o observado em março, e nossa análise, que ajusta essas movimentações ao valor de mercado realizado, nos permite uma visão clara da pressão de venda em relação ao tamanho do mercado.
Isso indica um mercado mais equilibrado entre oferta e demanda, distinto do que foi em março. Com a pressão vendedora relativamente baixa, as captações dos ETFs e o aumento do valor de mercado realizado sugerem uma demanda compradora mais forte, o que reforça os fundamentos on-chain.
Embora não possamos prever se esse cenário se manterá nas próximas semanas, continuamos com nossa análise baseada nos dados disponíveis até agora.
Além disso, o aumento contínuo na atividade on-chain e no número de endereços ativos mostra uma demanda crescente pelo uso da rede. Esse monitoramento da atividade on-chain é fundamental, pois sinaliza um mercado mais aquecido e confirma as teses anteriores.
Por esses motivos, ainda acreditamos que há espaço para crescimento na Carteira Satoshi. Embora o momento ideal de compra já tenha passado, ainda estamos em um período oportuno para manter a posição.
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