Resumo
Bitcoin se recupera nas últimas duas semanas e carteira retorna ao positivo, mas preço ainda não sinalizou reversão total de tendência.
Visão Geral
Desde as duas últimas compras executadas na carteira Satoshi, quando o Bitcoin caiu abaixo de 53 mil dólares, não houve novas alocações. Desde então, o Bitcoin subiu aproximadamente 22% nas últimas duas semanas, refletindo uma alocação bem-sucedida naquele período.
Como resultado, a carteira Satoshi conseguiu uma valorização de 0,81% desde o início da sua negociação, superando a performance do Bitcoin, que ainda apresenta uma queda de cerca de 0,56% no mesmo período.
Apesar de estarmos praticamente no mesmo patamar desde o início da carteira Satoshi, em maio, o Bitcoin passou por flutuações, sendo negociado acima e abaixo desse nível. A consolidação atual abaixo do valor do Bitcoin ainda apresenta desafios para retornos mais expressivos.
No entanto, nosso objetivo é aproveitar esse período de incerteza e posicionar a carteira de maneira estratégica para, quando o ciclo de alta chegar, já estarmos bem alocados. Com quase 100% da carteira em Bitcoin, mantemos uma alocação sólida e otimista para o futuro.
Alocações e Rentabilidade
Desde a última atualização, em que efetuamos duas compras abaixo de 53 mil dólares, a carteira Satoshi apresentou um desempenho superior aos benchmarks. No último mês, a carteira subiu 9%, superando o Bitcoin (8,45%), a Nasdaq (0,77%) e o S&P 500 (1,88%).
No acumulado desde o início da negociação, a carteira teve um ganho de 0,81%, enquanto o Bitcoin caiu 0,56%. No entanto, a Nasdaq e o S&P 500 ainda estão com uma vantagem significativa, com altas acumuladas de 8,05% e 8,73%, respectivamente.
Além disso, é importante destacar o desempenho do IBOV, que apesar de uma alta significativa na semana passada, acumula um crescimento de 3% desde o início da negociação da carteira Satoshi. Acreditamos que, no futuro, o Bitcoin tem potencial para superar esses índices, mas neste momento de incerteza, a tendência é de dificuldades.
Embora setembro tenha trazido uma recuperação de 6,63%, ainda resta uma semana para o final do mês, e não seria surpreendente se houver uma nova correção de preços até lá.
Perspectivas de Mercado
Atualmente, o preço do Bitcoin encontra-se em uma importante zona de consolidação e resistência. Essa faixa é marcada por três níveis principais: US$56.500, US$64.000 e US$71.700, formando um intervalo que reflete os movimentos de preços dos últimos meses.
Além disso, o canal de baixa, iniciado em março de 2024, também continua influenciando o movimento do Bitcoin. No momento, a resistência em torno de US$64.000 é crucial, e embora tenha sido rompida brevemente em agosto, o mercado ainda não conseguiu sustentar essa alta.
Tecnicamente, para que o Bitcoin inicie uma reversão de tendência, é essencial que ele feche acima de US$ 64.000 no gráfico diário, o que pode gerar otimismo entre os traders e impulsionar o preço até US$ 67.300, nível correspondente ao topo do canal de baixa.
Um rompimento decisivo acima de US$ 67.500 é crucial para consolidar uma reversão de tendência de médio prazo, permitindo revisitar as máximas de preço. Embora o mercado de liquidez pareça positivo, medido aqui pelo Tether Ratio Channel que sinalizamos no relatório de quarta, ainda existe o risco de um teste malsucedido, resultando em uma retração.
Um ponto importante a ser destacado é que o Bitcoin está novamente testando o preço realizado dos holders de curto prazo como uma resistência. Situações semelhantes ocorreram no final de agosto e em julho, quando o preço não conseguiu se manter acima desse nível, resultando em novas quedas.
Atualmente, o Bitcoin está rompendo acima dessa resistência, mas é essencial que ele se mantenha acima de US$ 62.000 para sustentar o movimento de alta. A permanência acima desse valor será crucial para evitar uma nova correção no curto prazo.
Nos últimos três meses, o ouro apresentou um desempenho significativamente diferente do Bitcoin, com uma alta de 11,70%, enquanto o Bitcoin registrou uma queda de 6,12%. Esse contraste reflete o ambiente de incerteza macroeconômica, que favorece ativos de refúgio, como o ouro.
No entanto, no acumulado de 2024, o Bitcoin ainda apresenta uma rentabilidade de cerca de 48%, quase o dobro dos 26% do ouro. A perspectiva para o último trimestre de 2024 sugere que uma eventual entrada de liquidez possa beneficiar o Bitcoin, solidificando sua tese como proteção contra riscos.
Portanto, continuamos alocados em Bitcoin na nossa carteira, com uma última alocação feita no início de setembro. Até o momento, nossos indicadores não apontaram para uma continuação clara de tendência de baixa, o que poderia nos levar a reduzir a exposição em Bitcoin e buscar recompras em níveis mais baixos.
Estamos atentos a essas possíveis sinalizações, e caso isso ocorra, iremos atualizar nossos movimentos no grupo PRO. Por enquanto, seguimos otimistas no médio e longo prazo, mas cautelosos em relação ao curto prazo, atentos a possíveis quedas adicionais.
#HODL!




