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10 gestoras que mais ‘destroem’ riqueza da última década. Cathie Wood lidera

O ranking baseia-se nos conglomerados (família de fundos), e mostram as gestoras que mais causaram prejuízos.

10 gestoras que mais ‘destroem’ riqueza da última década. Cathie Wood lidera

Algumas gestoras recebem reconhecimento por gerarem riquezas aos seus investidores. Entretanto, outros caem na infâmia por destruírem-na. Na última década, diversos fundos causaram prejuízos, e evaporaram com a riqueza dos seus investidores. Contudo, existem gestoras que administram um conjunto de fundos e ETFs, as famílias de fundo como chamam.

Portanto, o ranking baseia-se nos conglomerados que mais causaram prejuízos. O primeiro no ranking é o da ARK Invest, da Cathie Wood. Desse modo, os dados da Morningstar classificam as famílias de fundos de acordo com a estimativa de riqueza que destruíram, medida em bilhões de dólares, e o tamanho atual de cada fundo. Também em bilhões de dólares.

A lista é diversa, e contém gestoras brasileiros, australianas e norte-americanas. Ademais, a exposição à ativos também tende a variar bastante como criptomoedas, cannabis e até imóveis físicos.

10 gestoras
(Fonte: Morningstar)

ARK ETF Trust

  • Riqueza Destruída: US$ 14,3 bilhões
  • Tamanho: US$ 16,1 bilhões

O ARK ETF Trust é bastante popular e conhecido por seu foco em inovações disruptivas e tecnologias. Apesar disso, lidera a lista com uma destruição de riqueza estimada em US$ 14,3 bilhões.

Portanto, o fundo gerido por Cathie Wood tem enfrentado volatilidade significativa devido à sua exposição a setores altamente especulativos e de alto risco como inteligência artificial e e-commerce.

KraneShares

  • Riqueza Destruída: US$6, 5 bilhões
  • Tamanho: US$7, 2 bilhões

KraneShares, conhecido por seus ETFs focados na China, perdeu cerca de US$ 6,5 bilhões. A volatilidade do mercado chinês e questões regulatórias podem ter contribuído para essas perdas substanciais.

Credit Suisse

  • Riqueza Destruída: US$ 5,3 bilhões
  • Tamanho: US$ 2,3 bilhões

O Credit Suisse, com renome no setor bancário, também aparece na lista com uma destruição de riqueza de US$ 5,3 bilhões. Os desafios financeiros enfrentados pela instituição nos últimos anos podem ter contribuído para essa destruição de riqueza.

Após a crise no Sillicon Valley Bank, o Credit Suisse sofreu grandes impactos financeiros. Pouco depois, o UBS comprou a entidade, em acordo com o governo suíço, por US$ 10 bilhões de dólares.

Global X Funds

  • Riqueza Destruída: US$ 4,6 bilhões
  • Tamanho: US$ 39,5 bilhões

Na lista de gestoras, não podia faltar uma brasileira. Desse modo, a Global X Funds destruiu aproximadamente US$ 4,6 bilhões. Apesar de sua ampla gama de ETFs, a fraca performance em certos setores impactou negativamente seus resultados. O foco da entidade é viabilizar o acesso à investimentos em ativos globais.

ProShares

  • Riqueza Destruída: US$ 4,3 bilhões
  • Tamanho: US$ 68,8 bilhões

ProShares, conhecido por seus ETFs de alavancagem e inversos, perdeu US$ 4,3 bilhões. Apesar disso, vale ressaltar que a natureza arriscada de seus produtos pode ter contribuído para essa destruição de riqueza. Vale lembrar que o fundo também tem ligação intrínseca com mercado de criptoativos. A ProShares foi uma das gestoras a lançarem os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, o $BITO.

Barclays

  • Riqueza Destruída: US$ 3 bilhões
  • Tamanho: US$ 1,3 bilhões

O Barclays, com um tamanho de fundo relativamente pequeno de US$ 1,3 bilhões, destruiu US$ 3 bilhões em riqueza. A má performance e possivelmente as más escolhas de investimento podem ter levado a essas perdas.

Barclays é um banco Britânico multinacional com sede em Londres. A entidade foca em operações em varejo, atacado, investimentos, gerenciamento de investimentos, crédito hipotecário e cartões de crédito.

AdvisorShares

  • Riqueza Destruída: US$ 2,2 bilhões
  • Tamanho: US$ 1 bilhão

AdvisorShares, focado em ETFs geridos ativamente, destruiu US$ 2,2 bilhões. A gestão ativa tem foco em ativos mais alternativos como a Cannabis. O ETF $YOLO enttrou no mercado em abril de 2019 e foca exclusivamente no mercado da maconha.

Cromwell Funds

  • Riqueza Destruída: US$ 1,9 bilhões
  • Tamanho: US$ 0,4 bilhão

Cromwell Funds, apesar de ser um fundo menor com US$ 0,4 bilhões, conseguiu fazer um estrago. O fundo imobiliário destruiu US$ 1,9 bilhões em riqueza. A entidade australiana foca majoritariamente em imóveis para moradia.

ETFMG

  • Riqueza Destruída: US$ 0,5 bilhão
  • Tamanho: US$ 3,7 bilhões

ETFMG, entra na lista com uma destruição de riqueza de US$ 0,5 bilhão. Trata-se de mais um fundo exclusivamente com foco em maconha e anterior ao YOLO. O Alternative Harvest, negocia sob o código “MJ” na Bolsa de Nova York (Nyse).

Roundhill Investments

  • Riqueza Destruída: US$ 0,5 bilhão
  • Tamanho: US$ 0,7 bilhão

Finalmente, para fechar a lista está a Roundhill Investments, com um tamanho de US$ 0,7 bilhões, destruiu US$ 0,5 bilhões. Este fundo se especializa em ETFs temáticos Ou seja, afirma que, sob o guarda-chuva da SEC dos Estados Unidos, busca inovar em diversos mercados emergentes.

Entre os ETFs estão de metaverso, apostas esportivas, inteligência artificial, videogames e até Cannabis. Apesar da variedade, grande parte dos ETFs nem sempre são bem-sucedidos.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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