Radar Cripto

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Entenda o setor de DEPIN e como ele ajuda a tecnologia blockchain a crescer.

Resumo

👉 Crescimento do Setor: As redes DePIN (Redes de Infraestrutura Física Descentralizada) estão revolucionando a infraestrutura global com mais de 1.200 projetos ativos e uma receita combinada superior a US$ 10 milhões anualizados;

 

👉Principais Projetos: Entre os projetos DePIN notáveis estão Flux, Braintrust, Helium, Glow, Render e Storj, que são líderes em termos de receita e inovação;

 

👉Modelo de Incentivo: DePINs utilizam tokens para incentivar a criação e manutenção de infraestrutura física, como redes de energia e equipamentos de telecomunicações;

 

👉Infraestrutura e Blockchain: A infraestrutura física é composta por ativos tangíveis, enquanto a blockchain e contratos inteligentes gerenciam a rede e as transações, atuando como um livro-razão;

 

👉Tecnologias Utilizadas: O setor DePIN promove a utilização de tecnologias blockchain como Solana e Ethereum, com Solana liderando devido às suas baixas taxas e baixa latência;

 

👉Glow Protocol: O Glow é um protocolo solar-to-earn que combina energia solar com blockchain, permitindo que fazendas solares ganhem créditos de carbono e recompensas em USDG, destacando-se como o segundo maior protocolo em receita no setor DePIN;

 

👉Riscos do Setor: Os riscos do setor DePIN incluem vulnerabilidades de segurança, desafios operacionais na integração de infraestrutura física, volatilidade dos tokens, problemas regulatórios e resistência de mercados tradicionais.

As redes DePIN, ou Redes de Infraestrutura Física Descentralizada, estão revolucionando a infraestrutura global centralizada com redes comunitárias descentralizadas. Atualmente, existem mais de 1.200 projetos DePIN ativos globalmente, com um crescimento notável em termos de receita e participação de mercado.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Principais Informações

Receita Global: Os principais projetos DePIN, como Flux, Braintrust, Helium, Glow, Render e Storj, geram mais de US$ 10 milhões em receitas on-chain anualizadas combinadas.

Nós Ativos: Mais de 1 milhão de nós estão ativos e ganhando recompensas em projetos DePIN.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Quais as vantagens do setor de DEPIN? 

Os DEPINs têm enormes benefícios em muitos setores como Inteligência Artificial e computação de alto desempenho, sistemas de energia para comércio de energia renovável ponto a ponto, cadeias de suprimentos para maior transparência e eficiência, telecomunicações para acesso resiliente à Internet, armazenamento de dados para gerenciamento seguro de dados, transporte para soluções de mobilidade descentralizada, instalações de entretenimento para melhor segurança e experiências de usuário aprimoradas e imóveis para transações e gerenciamento acelerados de propriedades.

Imagine que os DePINs são como uma grande comunidade de vizinhos que decide construir e manter uma cidade inteligente juntos. Cada vizinho traz algo de útil, e todos se beneficiam do trabalho coletivo. Em vez de depender de grandes empresas para fornecer serviços, a cidade é alimentada pela contribuição direta de cada pessoa. Alguns terão mais poder computacional e esse poder poderá ser vendido, alguns precisam de um sistema de mapeamento e pessoas fazem esse mapeamento com um aplicativo de movimento (como Amino Move) e em troca ganha um token.

Como funciona o setor de DEPIN?

Incentivo e Construção: As DePINs utilizam tokens para motivar indivíduos e comunidades a criar e manter infraestrutura física necessária, como redes de energia ou equipamentos de telecomunicações.

Infraestrutura Física e Backbone Digital: A infraestrutura física é composta pelos ativos tangíveis (como painéis solares ou roteadores), enquanto o backbone digital é formado pela blockchain e contratos inteligentes que gerenciam a rede e as transações.

Blockchain e Tokens: A blockchain atua como um livro-razão, registrando transações e trocas de valor. Tokens são usados como recompensas para quem contribui com recursos físicos para a rede, incentivando a expansão e o uso contínuo da infraestrutura.

Acesso e Governança: Os tokens não só compram serviços tangíveis (como energia e dados), mas também são usados para governar a rede e facilitar a tomada de decisões coletivas.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!
Esse infográfico mostra os passos de funcionamento do setor de DEPIN.

 

Em qual blockchain os sistemas de DEPIN estão sendo criados? 

O DePIN é um setor que pode integrar diversas tecnologias e já se mostra extremamente inovador, com aplicações em mapeamento solar, mapeamento meteorológico e análise de características de usuários. Inclui também projetos voltados para renderização descentralizada, como o da Render. Este setor tem um grande potencial de crescimento nos próximos anos e, além disso, promove a utilização de tecnologias blockchain como Solana, Ethereum e outras. Atualmente, a Solana lidera esse setor devido à sua capacidade de realizar microtransações com taxas baixas e sua baixa latência.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Quais os projetos mais inovadores do setor de DEPIN?

O Glow Protocol é um projeto inovador que combina tecnologia blockchain com energia solar para criar um sistema de compensação e recompensa. Funcionando como um protocolo solar-to-earn, o Glow permite que fazendas solares produzam eletricidade e, ao mesmo tempo, ganhem créditos de carbono, que são vendidos para compensar emissões de CO2. As fazendas solares pagam uma taxa para o Glow usando USDG, um dólar sintético, e, em troca, recebem recompensas baseadas na quantidade de créditos de carbono que produzem.

O projeto é notável por seu impacto ambiental. Cada painel solar do Glow compensa tanto carbono quanto 50 árvores, e com apenas 23 instalações e 665 painéis solares, o protocolo já compensa a quantidade de carbono equivalente a 33.250 árvores diariamente. Além disso, a produção de energia da Glow tem crescido rapidamente, e a Glow International está implementando um sistema avançado para facilitar a integração de novas fazendas solares. A produção mensal de energia do Glow Protocol aproximadamente dobrou a cada mês nos últimos 3 meses.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

O Protocolo Glow também publica relatórios semanais sobre a eletricidade gerada e os créditos de carbono produzidos. Quando as fazendas solares pagam taxas ao protocolo, esse valor é acumulado em um fundo comum, que é então distribuído como recompensas para as fazendas com base na quantidade de créditos de carbono que elas geram. Assim, o Glow não só incentiva a produção de energia renovável, mas também promove a sustentabilidade ambiental, ao mesmo tempo em que cria um novo modelo econômico no setor de energia. Atualmente, o Glow já é o segundo maior protocolo em receita no setor de DePIN, destacando seu crescimento e impacto significativo.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!
Protocolos de DEPIN que mais geraram receita nos últimos 30 dias.

 

WeatherXM

WeatherXM é uma rede DePIN focada em dados meteorológicos. A empresa vende estações meteorológicas domésticas, que coletam e assinam leituras meteorológicas. Eles são usados para criar uma previsão do tempo hiperlocal para o usuário. Do lado da demanda, os dados da WeatherXM são combinados em uma previsão global, cujo acesso é vendido a empresas cujos negócios dependem de previsões precisas. A WeatherXM fabricou ~ 7.800 estações meteorológicas, das quais ~ 4.700 estão coletando e contribuindo ativamente com dados para as previsões meteorológicas. Um total de 2,4 milhões de dias de estações meteorológicas já foram coletados na rede, 157 mil apenas no último mês. À medida que esse número cresce, há mais dados para construir modelos de previsão do tempo, e a precisão desses modelos melhora.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Um total de 2,4 milhões de dias de estações meteorológicas já foram coletados na rede, 157 mil apenas no último mês. À medida que esse número cresce, há mais dados para construir modelos de previsão do tempo, e a precisão desses modelos melhora.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!

Quais os riscos do setor de DEPIN?

O setor de DePIN oferece inovações promissoras, mas também apresenta riscos significativos. Primeiro, a dependência de tecnologia blockchain e contratos inteligentes pode expor o setor a vulnerabilidades de segurança e falhas de software. Além disso, a integração de infraestrutura física com redes descentralizadas pode enfrentar desafios operacionais e logísticos, incluindo manutenção e gestão de hardware. A volatilidade dos tokens usados em DePINs pode afetar a estabilidade financeira dos projetos, tornando-os suscetíveis a flutuações de mercado. Problemas regulatórios também são uma preocupação, pois a falta de regulamentação clara pode levar a questões legais e compliance. Por fim, a adoção de tecnologias emergentes pode encontrar resistência de mercados tradicionais, dificultando a escalabilidade e o crescimento desses projetos.

Vale a pena Investir em criptomoedas de DEPIN?

A maioria dos projetos DEPIN  utiliza tokens de utilidade, que servem para o funcionamento dos próprios sistemas ou para governança. O ponto chave desse setor é adotar uma visão pragmática e reconhecer seu potencial para impulsionar o uso de blockchains como Ethereum, Solana, entre outras. Com o crescimento expressivo do setor DEPIN, espera-se que as blockchains de primeira camada tenham cada vez mais usabilidade.

Criptomoedas como a Render que está voltada para gerar poder computacional descentralizado para renderização de projetos voltados para Inteligência Artifial, Vídeos e projetos de design já vem ganhando destaque no mercado, junto com Helium que fornece conectividade para dispositivos IoT e 5G. Uma exposição pequena nessas criptomoedas de DEPIN podem trazer um excelente retorno nos próximos meses.

O Setor de DEPIN – O Futuro está próximo!
Essas são as principais criptomoedas do setor de DEPIN atualmente.
Sobre o autor
BlockTrends
A BlockTrends e a edtech de criptoativos do grupo QR Capital. Produz analises sobre mercado cripto, financas, tecnologia e economia, conectando dados a contexto editorial.