Artigo

Como o Bitcoin está potencializando organizações sem fins lucrativos


Por Hugo Montan
Junho 15, 2021

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Fugindo das lentas transações bancárias e das taxas abusivas, as ONG’s e instituições de caridade estão se beneficiando com a maior adesão dos pagamentos em criptomoedas. 

O crescimento do Bitcoin e do mercado da criptografia como um todo vêm abrindo diversas portas e oportunidades para diversos setores no mundo inteiro. Tendo em vista que as criptomoedas fornecem um sistema de pagamentos muito mais rápido e ágil que o sistema financeiro tradicional, muitas instituições se interessaram por estas vantagens e passaram a incorporar a criptografia em seu interior funcional.

Este é o caso das ONG’s e instituições de caridade que enxergam no Bitcoin uma forma de ampliar sua receita advinda de doações. Como são totalmente dependentes de doações para sobreviver, a instabilidade do setor bancário e a inviabilidade de realizar transações bancárias em um curto período de tempo acaba por afetar drasticamente a captação de renda necessária para o mantimento da instituição. 

Tendo em vista a capacidade da realização de transações na rede blockchain de forma rápida e acessível, instituições como a Bitgive se especializaram no meio de pagamentos e liquidações de doações com criptomoedas. Baixando o App da Bitgive, um doador pode encontrar e selecionar uma organização de caridade que aceite bitcoins. Em seguida, o intermediário lida com a transação e garante que os fundos cheguem à organização.

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Os benefícios são abundantes: os doadores podem realizar transações de qualquer lugar do mundo a qualquer momento, as taxas de transação são mínimas e os receptores podem converter as criptomoedas rapidamente com a utilização de serviços da Coinbase e Bitpay por exemplo. Os fundos são rapidamente convertidos com riscos mínimos e a uma rapidez impossível de ser conquistada no sistema bancário tradicional. 

A Wikileaks teve doações bloqueadas pelo Bank of America, Mastercard, Paypal, Visa e viu no Bitcoin uma das últimas alternativas de manter seus serviços no ar. A funcionalidade de realizar doações foi disponibilizada em Janeiro de 2014 e desde então a Wikileaks recebeu mais de 3.855 Bitcoins provenientes de mais de 2.200 transações (considerando as cotações da época). 

Este é um exemplo de como um rápido sistema de financiamento com a utilização de satoshis (menores unidades de bitcoin) como dinheiro é benéfico para instituições não reguladas, viabilizando iniciativas que em um mundo centralizado seria sufocada pelas amarras estatais com impostos e regulações.

O efeito positivo seria análogo ao adquirido recentemente no Brasil com o PIX. Embora o sistema tenha algumas instabilidades, a sua funcionalidade amplificou a captação de diversas ONG’s de diferentes causas. A rapidez do sistema e a facilidade de realizar transações instigou a realização de caridade por parte dos doadores. Todo este sistema pode ser ainda mais ampliado com a adoção e popularização das criptomoedas. 


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